7 a 30 de Julho, 2017: Teatro Nacional de São Carlos - FESTIVAL AO LARGO, 2017

Teatro Nacional São Carlos
Largo do Teatro Nacional São Carlos,
Lisboa

"Nas noites quentes de Verão e ao ar livre, o Festival ao Largo, na sua já 9ª edição, festejará, uma vez mais, as artes teatrais, o canto, a música e a dança.

Este ano teremos mais artistas convidados que compartilharão o palco do Largo em programas que contarão igualmente com a participação sempre tão aclamada do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Orquestra Sinfónica Portuguesa e da Companhia Nacional de Bailado.


O Festival ao Largo orgulha-se da crescente adesão de um público em festa que acorre aos milhares, bem como dos inúmeros sucessos alcançados nas edições anteriores graças a programas criteriosamente elaborados onde se procura a divulgação de um repertório mais abordável, sempre a pensar na captação de um público mais vasto."

Programação:



BERNSTEIN E RAVEL
07.07 Sexta-feira, 21:30
08.07 Sábado, 21:30

Orquestra Sinfónica Portuguesa 
Pedro Costa, vencedor do Concurso de Interpretação do XV Festival do Estoril de 2013 piano 

Joana Carneiro direção musical

Programa:
Joly Braga Santos (1924-1988), Abertura Sinfónica n.º3 
Leonard Bernstein (1918-1990), Symphonic Dances
Maurice Ravel (1875-1937), Concerto para Piano em Sol maior

Das composições mais marcantes da obra de Joly Braga Santos (1924-1988) destacam-se as 3 Aberturas Sinfónicas, peças de referência na Música Portuguesa do século passado. A Abertura Sinfónica, nº 3, escrita em 1954, de inspiração vincadamente folclórica, faz desta obra um brilhante exercício sinfónico vibrante e pleno de energia rítmica. Igualmente brilhantes e de energia contagiante são as Symphonic Dances, que Leonard Bernstein (1918-1990) em 1960 extraiu do seu musical de grande sucesso, West Side Story, escrito em 1957. Esta suite orquestral, animada pelo cool jazz e danças latinas, segue os principais episódios do drama de Romeu e Julieta, agora transferido para os bairros pobres de Manhattan. Recém-chegado da sua digressão pelos Estados Unidos, também Maurice Ravel (1875-1937) recorre a influências jazzísticas para escrever, entre 1929 e 1931, o seu Concerto para Piano em Sol maior. Estreado em Paris em janeiro de 1932 e de elevada dificuldade técnica, este concerto será interpretado pelo pianista Pedro Costa, vencedor do Concurso de Interpretação do XV Festival do Estoril de 2013.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.

Joana Carneiro
Maestrina Titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa; Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley; Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian; Diretora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra. Nascida em Lisboa, formou-se em Direção de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra. Concluiu o seu Mestrado em Direção de Orquestra pela Universidade de Northwestern e prosseguiu estudos de doutoramento na Universidade de Michigan. Estudou com Kenneth Kiesler (Michigan), Kurt Masur (Londres), Michael Tilson Thomas (Miami), Victor Yampolsky (Chicago), Mallory Thompson (Chicago) e Jean Marc Burfin (Lisboa). Joana Carneiro é, desde janeiro de 2014, Maestrina Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Em 2009, foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley. Joana Carneiro é Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian e Diretora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra. Na presente temporada, Joana Carneiro tem concertos com as Orquestras da Rádio Sueca, Gotemburgo, London Sinfonietta, Castilla y León Symphony, Royal Stockholm, Hong Kong, entre outras. Projetos futuros incluem concertos com a Orquestra Filarmónica de Los Angeles, Orquestra Sinfónica de São Francisco, Oslo, Rádio Sueca, Gotemburgo, Estocolmo, Helsínquia e Britten Sinfonia. Colaborações passadas com Sellars incluem The Gospel according to the Other Mary (English National Opera) e Œdipus Rex/Symphony of Psalms (Sydney), a última premiada com um “Helpmann Award”. Foi Maestrina Assistente da Filarmónica de Los Angeles, onde trabalhou com o seu mentor Esa-Pekka Salonen. Foi Maestrina Assistente da Los Angeles Chamber Orchestra e Diretora Musical da Campus Philharmonia Orchestra (Michigan). Joana Carneiro é Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

Pedro Costa

Pedro Costa tem-se afirmado como uma referência da nova geração de pianistas portugueses, especializado no acompanhamento de cantores e música de câmara.  Foi vencedor de importantes concursos como o Concurso de Interpretação do Estoril, o Prémio Helena Sá e Costa, o Concurso Louis Spohr, em Kassel (Alemanha), o Concurso New Tenuto (Bélgica), o Concurso Florinda Santos e o Concurso Internacional Cidade do Fundão. Teve a oportunidade de tocar como solista com orquestras como a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, a Orquestra da ESMAE, a Orkest der Lage Landen e a Koninklijke Muziekkapel van de Gidsen. Atuou já em diversas salas europeias, colaborando com cantores e instrumentistas em festivais internacionais.  É membro do Perspective Trio (com o oboísta Guilherme Sousa e o fagotista Paulo Ferreira) com quem venceu o Prémio Jovens Músicos em 2015. Como vencedores do Prémio GDA, preparam agora uma gravação de um CD com obras portuguesas inéditas para esta formação. Pedro Costa acompanha regularmente cantores como Marina Pacheco, Ana Caseiro, Peixin Lee, Tiago Matos, Peter Kellner e André Baleiro. Nos últimos quatro anos participou no International Lied Master classes, em Bruxelas, liderado pelos cantores Udo Reinemann e Christianne Stotijn, onde teve igualmente a oportunidade de trabalhar com músicos como Anne Sophie von Otter, Peter Schreier, Ann Murray, Julius Drake, Christoph Prégardien, Sir Thomas Allen, Mitsuko Shirai, Hartmut Höll, entre outros. Nascido em 1989, em Macau, é licenciado pela ESMAE no Porto (na classe do professor Luís Filipe Sá). Em 2015, terminou o Mestrado em Piano com distinção no Koninklijk Conservatorium Brussel, na Bélgica, na classe do professor Piet Kuijken. Atualmente encontra-se a frequentar um mestrado especializado em acompanhamento de canto, na Kunstuniversität Graz, na Áustria, na classe do professor Joseph Breinl.



FILARMÓNICA DE ZAGREB
11.07 Terça-feira, 21:30h

Orquestra Filarmónica de Zagreb 
Jasen Chelfi violoncelo 
Avi Ostrowsky direção musical

Programa:
Luka Sorkočević (1734-1789), Sinfonia n.º 3 em Ré maior 
Franz Joseph Haydn (1732-1809), Concerto para Violoncelo n.º1 em Dó maior
Blagoje Bersa (1873-1934), Idila (Idílio), Il giorno delle nie nozze, op.25b 
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Sinfonia em Dó maior n.º41, Júpiter)

É uma proposta para uma noite clássica que começa com uma obra de Luka Sorkočević (1734-1789), importante compositor croata nascido em Dubrovnik. Escrita entre 1756 e 1760, a Sinfonia n.º 3 em Ré maior, deixa transparecer as influências clássicas de uma Europa de então onde Gluck e Haydn nomes cimeiros, compositores que Sorkočević conheceu durante a sua estadia em Viena como embaixador da corte imperial. Franz Joseph Haydn (1732-1809) compôs, entre 1761 e 1765, os 3 andamentos em forma de sonata do seu Concerto para Violoncelo n.º1 em Dó maior. Esta obra que se encontrava perdida e encontrada em 1961 no Museu Nacional de Praga, foi dedicada a Franz Weigl, amigo de longa data de Haydn e violoncelista da corte de Nicolaus Esterházy. O solista será o violoncelista Jasen Chelfi. Outro compositor croata nascido em Dubrovnik foi Blagoje Bersa (1873-1934) que estudou em Zagreb e no Conservatório de Viena com Julius Epstein. A obra que ouviremos, Idilaem> (Idílioem>) foi escrita em 1903, tendo como subtítulo Il giorno delle nie nozze, op.25bem>. A Sinfonia em Dó maior n.º41, Júpiterem>, é a última sinfonia composta por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Com 4 andamentos, é a derradeira, mais longa e complexa sinfonia deste compositor austríaco que, durante o verão de 1788 e com 32 anos de idade, a completou em apenas 16 dias. Mozart morreria em Viena 3 anos mais tarde, e há qualquer registo de que esta sinfonia tivesse sido estreada durante a vida do compositor.

Orquestra Filarmónica de Zagreb
Orquestra com mais de 100 anos de existência, é promotora da arte musical na Croácia e uma embaixadora cultural croata por todo o mundo. Iniciou a sua atividade em 1871 e, em 1920, foi-lhe atribuída a designação que até hoje se mantém. A sua história tem sido moldada por notáveis maestros titulares como Friedrich Zaun, Milan Horvat, Lovro von Matačić, Mladen Bašić, Pavle Dešpalj, Kazushi Òno, Pavel Kogan, Aleksander Rahbari e Vjekoslav Šutej e de distintos maestros e compositores tais como Leopold Stokowski, Paul Kletzki, Sir Malcom Sargent, Kurt Sanderling, Carlo Zecchi, Jean Martinon, Milan Sachs, Krešimir Baranović, Boris Papandopulo, Stjepan Šulek, Milko Kelemen, Igor Stravinski e Krzysztof Penderecki. Dentre os mais recentes maestros convidados estão Dmitri Kitajenko, Lorin Maazel, Leopold Hager, Uroš Lajovic, Valery Gergiev, Marko Letonja, Sir Neville Marriner. Teve também a honra de acolher famosos solistas como Yehudi Menuhin,Mstislav Rostropovich, Luciano Pavarotti, Ivo Pogorelić, Montserrat Caballe e Shlomo Mintz, entre tantos mais. A temporada de 2011-12 foi marcada pelo reforço da colaboração com o maestro Dmitri Kitajenko, considerado um dos grandes maestros de todos os tempos. Em julho de 2012, a Zagreb Philharmonic com a Slovenian Philharmonic Orchestra, oito cantores solistas e coro, num total de cerca de mil cantores croatas e eslovenos, sob a batuta do maestro russo Valery Gergiev, apresentaram Symphony of Thousands do compositor Gustav Mahler. Já atuou em quase todos os países europeus e participou em festivais como o Dubrovnik Summer Festival e Music Biennale Zagreb. A Zagreb Philharmonic dedica especial atenção à aproximação da música clássica às gerações mais novas, estimulando desta forma o seu interesse, ao realizar anualmente o Children and Youth Music Week. A colaboração habitual com a Zagreb Music Academy é uma importante atividade da orquestra, pois dá a futuros músicos profissionais a oportunidade de demonstrarem as suas capacidades e excelência. Em fevereiro de 2016, atuou na sala norte-americana mais prestigiante: o New York Carnegie Hall. O concerto da manhã do dia de Ano Novo em Salzburgo tornou-se num evento imprescendível da sua temporada concertística. A sua discografia com etiqueta croata e estrangeira (i.e., Virgin Classics, Deutsche Grammophon, Naxos), consta com um vasto número de prémios atribuídos, entre eles o prémio croata discográfico – Porin. Sob a liderança do seu novo maestro titular, David Danzmayr, e do maestro Dmitri Kitajenko, o seu consultor artístico, a Zagreb Philharmonic almejará pela continuidade da sua excelência artística.

Jasen Chelfi violoncelo
Terminou os seus estudos musicais básicos na classe de Dobrila Berković Magdalenić. Matriculou-se na Zagreb Music Academy, em 1997, na classe de Nikola Ružević, concluindo os seus estudos, em 2001, na classe de Andrej Petrač. Durante o percurso da sua formação aperfeiçoou os seus conhecimentos com Valter Dešpalj, Ralph Kirschbaum, Steven Isselis, Silvia Sondeckiene, David Grigorijan, Vladimir Perlin, Eleonore Schoenfeld, Leslie Parnas, Jens Peter Maintz, Phillip Muller e Boris Pergamenchikov. Terminou a sua licenciatura na classe de Mario Brunello. Em 1999, juntamente com outro músico croata, tocou na Mahler Youth Orchestra sob a direção de Frantz Westler Mosta e Claudio Abaddo. É membro da Zagreb Philharmonic Orchestra desde 2002, e chefe de naipe desde 2004. Ensinou, desde 2010, na escola de verão de Pučišća na ilha de Brač. Premiado em diversas ocasiões pelas suas execuções como solista e em orquestras de música de câmara, é membro ativo dos Ensembles Cantus e Acoustic Project e membro da associação Diaphason, com a qual participa no Festival Musical Indépendant Diapason

Avi Ostrowsky direação musical

Natural de Israel, concluiu os seus estudos na Rubin Academy of Telavive, onde foi aluno do Maestro Gary Bertini e de Mordechai Seter. Após ter ganho o primeiro prémio para jovens maestros atribuído pela Fundação Cultural Israel-América, mudou-se para Viena para estudar com Hans Swarowsky e concluiu os seus estudos na Music Academy de Viena em 1968. Também estudou e trabalhou com o Maestro Franco Ferrara em Itália. Em 1968, ganhou o 1º prémio no Nicolai Malko International Competition for Young Conductors em Copenhaga. No mesmo ano, tornou-se Diretor Musical e Maestro Principal da Haifa Symphony Orchestra, cargo que ocupou até 1972. Em 1970, fundou a Israel Kibbutz Orchestra e foi o seu Diretor Musical e Maestro Titular até 1974 e, novamente, entre 1998 e 2003. Em 1973, criou a Sinfonietta of Beer Sheva, tendo sido o seu Diretor Musical e Maestro Titular até 1978, ano em que se tornou o Maestro Titular da Antwerp Philharmonic Orchestra, na Bélgica, até 1984 e, em 1989, assumiu o cargo de Diretor Musical e Maestro Titular na Norwegian Radio Symphony Orchestra, até 1993. Dirigiu as mais prestigiantes orquestras mundiais, tanto em ópera como em concerto, das quais se destacam, London Symphony Orchestra, London Philharmonic Orchestra, Royal Philharmonic, Philharmonia Orchestra de Londres, BBC Philharmonic, Amsterdam Philharmonic, Brussels Philharmonic Orchestra, Belgian National Orchestra, Mariinsky Theater Symphony Orchestra, Academic Symphony Orchestra, La Fenice, Stockholm Philharmonic, Oslo Philharmonic, WDR Sinfonieorchester Köln, Stuttgart Philharmoniker, Philharmonia Hungarica, Zagreb Philharmonic, Ofunam Philharmonic do México, Mexico Philharmonic Orchestra, Bilkent Symphony Orchestra, Israel Philharmonic, Jerusalem Symphony Orchestra, e Rishon Lezion Symphony. Da sua discografia constam alguns CD e DVD, incluindo Stravinsky (The Rite of Spring), sinfonias de Stravinsky, Petroushka e Mahler, a Sinfonia Fantástica de Berlioz, sinfonias de Schubert e sinfonias de Shostakovich.


BEETHOVEN E BRAHMS
12.07 Quarta-feira, 21:30h

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Pedro Amaral direção musical

Programa:
Ludwig van Beethoven (1770-1827), Abertura Egmont, op. 84
Johannes Brahms (1833-1897), Sinfonia n.º1 em Dó menor op.68

A Abertura Egmont, op. 84, de Ludwig van Beethoven (1770-1827) antecede um conjunto de peças de música incidental que Beethoven escreveu, entre outubro de 1809 e junho de 1810, para a peça teatral homónima de Goethe, escritor muito admirado por Beethoven. A obra teatral narra a vida heróica do conde flamengo Egmont, e a música é animada pela convicção de Egmont — e de Beethoven — de que a morte não representa o fim do homem quando os seus ideais permanecem inalterados. Esta Abertura, composta durante as Guerras Napoleónicas, é estilisticamente similar à Sinfonia n.º5 que Beethoven escrevera 2 anos antes. Já Johannes Brahms (1833-1897) passou pelo menos 15 anos até dar por concluídos os 4 andamentos da sua Sinfonia n.º1 em Dó menor, op.68. Os primeiros esboços remontam a 1854, mas a estreia ocorreu em novembro de 1876. Dadas as similaridades, foi inicialmente apelidada de “A Décima de Beethoven”, algo que irritava Brahms, pois via na sua obra tão-somente uma homenagem ao mestre de Bona.

Orquestra Metropolitana de Lisboa
A Orquestra Metropolitana de Lisboa mantém uma programação regular desde 1992, pelo que vai comemorar, em 2017, 25 anos de vida. Os seus músicos asseguram uma intensa atividade na qual a qualidade e a versatilidade têm presença constante, permitindo abordar géneros diversos, proporcionando a criação de novos públicos e a afirmação do caráter inovador do projeto AMEC | Metropolitana, de que esta orquestra é a face mais visível. Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Academia Nacional Superior de Orquestra juntam-se à Metropolitana, cuja constituição regular integra já músicos formados nesta escola, sinal da vitalidade da ponte única que aqui se faz entre a prática e o ensino da música. Este desígnio, que distingue a identidade da Metropolitana, por ser exemplo singular no panorama musical internacional, complementa-se com a participação cívica, que se traduz na apresentação frequente em eventos públicos relevantes, como o festival Dias da Música, que se realiza anualmente no Centro Cultural de Belém, e do qual a OML é orquestra residente. Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular junto de várias autarquias da região centro e sul, para além de promover iniciativas de descentralização cultural por todo o país. Desde o seu início, a Metropolitana é referência incontornável do panorama orquestral nacional. Apesar de sedeada em Lisboa, onde apresenta uma temporada de cerca de três dezenas de concertos com orquestra e dezenas de programas de música de câmara, a OML estende atualmente a sua área de influência a 12 dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e às cidades do Porto, Coimbra, Setúbal e Leiria. Tem gravados mais de uma dezena de CD – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. Ao longo destas duas décadas, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande reputação no plano nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Pablo Heras-Casado, Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Emilio Pomàrico, Nicholas Kraemer, Leonardo García Alarcón, Hans-Christoph Rademann, Victor Yampolsky, Joana Carneiro e Pedro Neves ou os solistas Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Jorge Moyano, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro, Anabela Chaves, António Menezes, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich Henschel e Mark Padmore, entre outros. A Direção Artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde julho de 2013, assegurada pelo maestro e compositor Pedro Amaral.

Pedro Amaral, Diretor Artístico e Pedagógico da AMEC/Metropolitana

Compositor e maestro, Pedro Amaral é um dos músicos europeus mais ativos da nova geração. Inicia os estudos em composição como aluno privado de Lopes-Graça, a partir de 1986, ao mesmo tempo que prossegue a sua formação musical geral, no Instituto Gregoriano (1989/91). Ingressa depois na Escola Superior de Música de Lisboa onde conclui o curso de composição na classe do professor Christopher Bochmann, em 1994. Instala-se em Paris, onde estuda com Emmanuel Nunes no Conservatório Superior, graduando-se com o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri. Estuda ainda direção de orquestra com Peter Eötvös (Eötvös Institute, 2000) e Emilio Pomàrico (Scuola Civica de Milão, 2001). Paralelamente à sua formação musical prática, prossegue os estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris obtendo, em 1998, Mestrado em Musicologia Contemporânea com uma tese sobre Gruppen de K. Stockhausen e, em 2003, um doutoramento com uma tese sobre Momente e a problemática da forma na música serial. Em maio de 2010, estreou em Londres a sua ópera O sonho, a partir de um drama inacabado de Fernando Pessoa. Unanimemente aplaudida pela crítica, a obra foi apresentada em Londres e Lisboa. Como compositor e/ou maestro, Pedro Amaral trabalha regularmente com diferentes ensembles e orquestras, nacionais e estrangeiros. Foi maestro titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2008/09) e do Sond’Ar-Te Electric Ensemble (2007/10). Desde o ano letivo de 2007/2008, é Professor Auxiliar da Universidade de Évora (Composição, Orquestração e disciplinas afins). Desde julho de 2013, é diretor artístico e pedagógico da AMEC / Metropolitana.


NOITES DA BROADWAY
13.07 Sexta-feira, 21:30

Os mais populares musicais de todos os tempos cantados pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Kodo Yamagishi piano
Miguel Menezes contrabaixo
Pedro Araújo e Silva percussão
Giovanni Andreoli direção musical
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Giovanni Andreoli maestro titular

Programa:
1. Broadway Blockbuster
2. West Side Story, Leonard Bernstein (1918-1990)
Tonight · I Feel Pretty · Maria · America · One Hand, One Heart · Somewhere
3. Beauty and the Beast, Alan Menken (n.1949)
Be our Guest · Belle · Something there Gaston · The Mob Song Beauty and the Beast 
4. Disney on Stage, Hakuna Matata (The Lion King) · Supercalifragilisticexpialidocious (Mary Poppins) · Trashin’the Camp (Tarzan) 
5. Over the Rainbow, Harold Arlen (1905-1986) 
6. Moon River, Henry Mancini (1924-1994) 
7. Theme from New York, New York, John Kander (n. 1927) 
8. Cabaret, John Kander (n. 1927) 
9. Hello Dolly!, Jerry Herman (n. 1931) 
10. Andrew Lloyd Weber In Concert, Superstar (Jesus Christ Superstar) · Everything’s Alright (Jesus Christ Superstar) · Don’t Cry for me Argentina (Evita) · Mister Mistoffelees (Cats) · Memory (Cats) · Unexpected Song (Song and Dance) · Think of me (The Phantom of the Opera) · Love changes everything (Aspects of Love) · The Phantom of the Opera (The Phantom of the Opera) 

É praticamente impensável visitar Nova Iorque sem assistirmos a pelo menos a um musical na Broadway, nessa longa avenida nova-iorquina que ocupa um lugar de espetáculo e fantasia no imaginário coletivo. Cantada por Sinatra, Streisand ou Ella Fitzgerald, ou inspirado ilustres compositores norte americanos como Gershwin, Cole Porter, Stephen Sondheim, Leonard Bernstein, Alan Menken ou Andrew Lloyd Weber para a criação de espetáculos musicais que se tornaram formas influentes da cultura popular norte-americana. Nos seus mais de 40 teatros, iluminados por néons durante 24 horas por dia, algumas dessas produções como West Side Story (1960), Hello Dolly (1964), Jesus Christ Superstar (1970), Cats (1981), The Phantom of the Opera (1986) ou The Lion King (1997), mantêm-se anos em cartaz e a adaptação ao cinema de alguns destes musicais serviu para que o seu sucesso fosse internacional. Mesmo longe da Broadway, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, saberá seguramente recriar para todos nós a magia de alguns desses grandes êxitos dos musicais da Broadway.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória.   Entre 1962 e 1975 colabora nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtém o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participa em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando Lopes Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia).   Em 1980 é criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direcção de Antonio Brainovitch.   A plena afirmação artística do conjunto será creditada a Gianni Beltrami, que assume a direção em 1985 e beneficia de condições de trabalho até então inéditas em Portugal. Nesta fase assinalam-se as seguintes intervenções: Oedipus Rex (Stravinski); Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny (Weill); Kiú (De Pablo); L’Enfant et les Sortilèges (Ravel); e Dido and Aeneas (Purcell). Registe-se a participação em Grande Messe des Morts (Berlioz), em Turim, a convite da RAI. Depois da morte de Gianni Beltrami, João Paulo Santos assume a direção, constituindo-se como o primeiro português no cargo em toda a história do Teatro de São Carlos. Sob a sua responsabilidade registam-se êxitos, tais como: Mefistofele (Boito); Blimunda e Divara (Corghi); Sinfonia n.º 2 (Mahler), com a Orquestra da Juventude das Comunidades Europeias; Die Schöpfung (Haydn); Faust e Requiem (Schnittke); Perséphone e Le Rossignol (Stravinski); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz); Missa Glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Die Meistersinger von Nürnberg (Wagner); e Le Grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi o Coro desloca-se a Bruxelas, no quadro da Europália (1991).   No âmbito da Expo-98 actuou no concerto de encerramento. O conjunto tem actuado sob a direção de algumas das mais prestigiadas batutas, tais como Antonino Votto, Tullio Serafin, Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari-Pradelli, Franco Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc Minkowski, entre outros. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco.

Kodo Yamagishi Maestro Assistente do Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Natural do Japão, começou os seus estudos de piano e teoria de música aos 7 anos de idade. Entre 1988 e 2002, em Viena, estudou piano, pedagogia instrumental, canto, composição e manteve sempre os seus estudos em direção orquestral no Conservatório de Viena e na Universidade de Música de Viena tendo-lhes dado sequência com o mestrado na mesma instituição. Dirigiu a orquestra Pro-arte Wien de Universidade de Música, Orquestra Filarmónica do Estado de Cidade Oradea, Orquestra Sinfónica do Cairo, Orquestra Sinfónica Szombathely, Orquestra do Teatro de Ópera “Pfalztheater”, Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Sinfónica do Ginásio Ópera da qual foi Maestro Titular. Desde a temporada de 2004/05 que desempenha as funções de Maestro Assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Com o Coro de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos dirigiu e acompanhou a piano vários concertos. É desde 2009 Assistente convidado no Departamento de Música da Universidade de Évora e, desde 2015, Diretor da Orquestra da Universidade. Em 2002, dirigiu concertos de Salão com a Orquestra de Salão de Merano. De 2003 a 2004 foi Maestro Correpetidor e Kapellmeister no Pfalztheater em Kaiserslautern, onde dirigiu récitas de óperas em várias cidades alemãs. Na Áustria, entre 1997 e 2002, colaborou em montagens de várias óperas. Em 2000, foi o maestro da produção da ópera L’enfant et les sortilèges em Tübingen; em 2006, foi finalista (2.º lugar) do “Concurso Internacional de Direção Orquestral Prémio OSESP” em São Paulo; em 2009, dirigiu o Coro do Teatro de Ópera do Estado em Istambul, Devlet Opera ve Ballesi; e foi Maestro Correpetidor para o Festival de Mozart na Corunha.

Miguel Menezes Contrabaixo
Natural de Leiria, inicia cedo os seus estudos musicais em Lisboa, aprendendo contrabaixo clássico na Escola de Música do Conservatório da capital, em simultâneo com o jazz, no Hot Club de Lisboa. Esta vontade de abordar o contrabaixo em variadas linguagens musicais distintas é algo que acompanha o músico desde o início da sua carreira. Estuda em Londres na Trinity College of Music, iniciando o ensino superior em contrabaixo clássico, onde tem a oportunidade de tocar em diversas orquestras e ensembles. Estuda e aperfeiçoa os seus conhecimentos com Corin Long, Manuel Rêgo, Iouri Axenov, Marc Ramirez, Rinat Ibragimov e Josef Niederhammer na área clássica. Estuda jazz com Nelson Cascais e Ken Filiano. É um músico ativo no clássico, jazz e world music, atividade que partilha com o ensino do instrumento e da prática orquestral em comunidades oriundas de bairros social e economicamente desfavorecidos de Lisboa.

Pedro Araújo e Silva Percussão
Nasceu em Braga, tendo-se iniciado na música pela mão do seu avô Francisco Guilherme. Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga. É diplomado pela Escola Profissional de Música de Espinho, na classe de Miguel Bernat. Frequentou o Curso Livre de Percussão na Escola Superior de Música Artes e Espectáculo do Porto e Curso Superior de Instrumentista de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do Prof. Jean-François Lézé. Neste momento é aluno na Escola Superior de Música de Lisboa na classe do Prof. Carlos Voss. Colaborou com o Grupo de Percussão e Orquestra de Câmara e Grupo de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho, com o Grupo de Percussão da Escola Superior de Música Artes e Espectáculo do Porto, Ensemble Metropolitano de Percussões, com a Orquestra do Norte, com o Quarteto de Jazz Nova Blue. Colaborou nas orquestras dos programas de televisão Parque Maior, Globos de Ouro e Dá-me Música. Colabora regularmente com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Clássica da Madeira, OrchestrUtópica. Colaborou também com o agrupamento Divino Sospiro e Ensemble Português de Trombones com quem gravou um cd, Orquestra de Sonhos participando na gravação ao vivo de um dvd com Da Weasel. Participou em master classes de percussão com Robert Van Sice, Emannuel Séjourné, Miguel Bernat, Graham Jones, Jan Pustjens, com os percussionistas Allen Otte, James Culley e Rusty Burge, The Percussion Group (Cincinatti) e com Nicolas Martanciow (solista da Orquestra de Paris). É desde outubro de 2000 Solista B na Orquestra Sinfónica Portuguesa. Fez parte do Ensemble RAUM, como baterista tal como do grupo “Lisbon Underground Music Ensemble” (Lume). É membro fundador do “4º Tempo” movimento cultural de Braga. Orientou a IV e V oficina musical na classe de percussão em Montalvo e participou comoprofessor no 2º Encontro Académico de Percussão de Setúbal. É baterista do quarteto de cordas “CORVOS” desde 2006. É Professor na Academia Nacional Superior de Orquestra (Metropolitana), na classe de percussão, desde 2008.

Giovanni Andreoli Maestro Titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Estudou Piano, Composição e Direção Coral e de Orquestra. Iniciou a sua atividade enquanto maestro residente no Teatro Nacional de São Carlos. Colaborou na RAI de Milão, Arena de Verona e Teatros La Fenice de Veneza e Carlo Felice de Génova. Trabalhou com os maestros Delman, Muti, Chailly, Barshai, Karabtchevski, Arena, Santi, Campori, R. Abbado e Renzetti. Na Bienal de Música de Veneza, estreou mundialmente obras de Guarnieri, De Pablo, Clementi e Manzoni. Dirigiu os Carmina Burana e a Petite messe solennelle (coro e orquestra do La Fenice);L’esperienza corale nel ‘900 italiano (Dallapiccola, Rota e Petrassi); L’ elisir d’amore, em Reiquiavique; Missa da coroação (Mozart) e Missa n.º 9 (Haydn), em São Paulo; Via crucis (Liszt), em Orvieto; Les noces (Stravinski), no Festival de Granada; Otello (Rossini), no Theater an der Wien; a primeira audição moderna da Missa amabilis e Missa dolorosa de Caldara (orquestra e coro do La Fenice); Il barbiere di Siviglia (Teatro dei Vittoriale, Gardone- Riviera); La traviata (Teatro Real de Copenhaga); Una cosa rara de Soler (Teatro Goldoni, Veneza); duas produções de La bohème (Teatro Grande de Brescia, com Giuseppe Sabbatini; em Lanciano, com a Orquestra Giovanile Internazionale). Gravou para a BMG Ricordi, Fonit Cetra e Mondo Musica Munchen, entre outras obras, Orfeo cantando... tolse (A. Guarnieri) na RAI de Florença (1996) e os Carmina Burana com o Teatro La Fenice. De 1994 a 2004, foi o responsável artístico pela temporada lírica do Teatro Grande de Brescia. Em 2006, iniciou a sua colaboração com a Companhia de Ópera Portuguesa, dirigindo Madama Butterfly, La traviata e o Requiem de Verdi em Lisboa e no Festival de Óbidos. Retomou o cargo de maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que já ocupara entre 2004 e 2008, em janeiro de 2011.


NOITE WAGNER
14.07 Sexta-feira, 21:30
15.07 Sábado, 21:30

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Rachel Nicholls soprano
Justin Brown direção musical

Programa:
Richard Wagner (1813-1883)
Die Meistersinger von Nürnberg, Abertura
Tristan und Isolde, Prelude e Liebestod: Mild und leise(Prelúdio e Cena final)
Parsifal: Karfeitagszauber(A magia de Sexta-feira Santa)
Götterdämmerung: Siegfried’s Rheinfahrt (A viagem de Siegfried pelo Reno)
Götterdämmerung: Schlussszene: Scheite schichtet mir dort (Cena Final, Imolação de Brünnhilde)

Die Meistersinger, ópera em 3 atos estreada em Munique em 1868, para além de ser uma das mais longas óperas do repertório lírico, é a única comédia da maturidade de Richard Wagner. A história centra-se na personagem real de Hans Sachs, sapateiro-poeta que, em meados do século XVI viajou pela Alemanha como mestre cantor. Eis uma ópera de Wagner povoada por gente comum, sem quaisquer poderes mágicos ou sobrenaturais como no drama medieval de Tristan und Isolde, estreada também em Munique em 1865 e que foi apresentada este ano na temporada do TNSC, ou em Parsifal, essa longa viagem espiritual que, dada a mensagem declaradamente cristã, Wagner preferiu classificá-la de obra sacra para cena que se estreou no Bayreuth Festspielhaus, em 1882, um ano antes da morte do compositor. O concerto encerra com dois excertos de Götterdämmerung, ópera que finaliza a Tetralogia O Anel do Nibelungo: no primeiro ato, ao amanhecer, Brünnhilde envia Siegfried para novas aventuras, Viagem de Siegfried pelo Reno, e no último ato, Cena Final da Imolação, em que a heroína é consumida pelas chamas da pira funerária do seu amado Siegfried.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


ORQUESTRA CLÁSSICA DA MADEIRA
19.07 Quarta-feira, 21:30

Orquestra Clássica da Madeira
Alexander Buzlov violoncelo
Gianluca Marcianò direção musical

Programa:
Joly Braga Santos (1924-1988), Staccato Brilhante Op.69
Edward Elgar (1857-1934), Concerto para violoncelo em Mi menor Op.85
Gioachino Rossini (1792-1868), Abertura, Guilherme Tell
Pietro Mascagni (1863-1945), Intermezzo, Cavalleria Rusticana 
Franz von Suppé (1819-1895), Abertura Cavalaria Ligeira

Staccato Brilhante, op. 69 de Joly Braga Santos (1924-1988) dura apenas 2 escassos minutos e foi a última obra deste compositor. Encomendada pelo maestro Álvaro Cassuto para a estreia da então recém formada Nova Filarmonia Portuguesa, notabiliza-se por uma extraordinária precisão e por uma textura rítmica muito simples. Joly Braga Santos completou a partitura em abril de 1988, e a obra foi estreada no mês seguinte. O Concerto para Violoncelo em Mi menor, op.85 foi escrito em 1919 por Edward Elgar (1857-1937) no rescaldo da Primeira Guerra Mundial. A estreia não foi auspiciosa, e a obra só alcançou merecida notoriedade em meados dos anos Cinquenta graças à interpretação de Jacqueline du Pré. A Abertura de Guilherme Tell, a última ópera de Gioachino Rossini (1792-1868) estreada em Paris em 1829, e o Intermezzo de Cavalleria Rusticana, o único verdadeiro sucesso da carreira de Pietro Mascagni (1863-1945), estreada em Roma em 1890, são duas popularíssimas peças que antecederão outra igualmente famosa: a Abertura da Cavalaria Ligeira, opereta do compositor Franz Suppé (1819-1895) estreada no Carltheater de Viena, em março de 1866.

Orquestra Clássica da Madeira
Inicialmente constituída como Orquestra de Câmara da Madeira, fundada a 13 de fevereiro de 1964 pelo Prof. Jorge Madeira Carneiro, a Orquestra Clássica da Madeira (OCM) é uma das mais antigas do país em atividade. Presentemente, é gerida e dinamizada pela Associação Notas e Sinfonias Atlânticas (ANSA). A partir de 1995 e graças ao apoio decisivo do Governo Regional da Madeira, passa a designar-se por Orquestra Clássica da Madeira, data a partir da qual se assiste a uma maior profissionalização, com a entrada de mais instrumentistas e com a compra de instrumentos e equipamentos. Ao longo do seu percurso, a OCM realizou concertos a nível nacional e internacional, designadamente, festivais em Madrid, Roma e Macau este último por ocasião de uma digressão pela Ásia. Em 1998 gravou um CD com o violinista Zakhar Bron, e em 2005, uma série de 5 CD´s com solistas portugueses, numa edição com obras de W. A. Mozart, para a EMI Classics. Foi dirigida pelos maestros titulares Zoltán Santa, Roberto Pérez e Rui Massena e por maestros convidados nomeadamente, Gunther Arglebe, Silva Pereira, Fernando Eldoro, Merete Ellegaard, Paul Andreas Mahr, Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Álvaro Cassuto, Jaap Schröder, Luiz Isquierdo, Joana Carneiro, Cesário Costa, Paolo Olmi, Jean-Sébastian Béreau, Maurizio Dini Ciacci, Francesco La Vecchia, David Giménez. Passados 53 anos de atividade, a Orquestra Clássica da Madeira neste momento abraça um arrojado projeto artístico proporcionando uma temporada rica em programas do período clássico, romântico e contemporâneo, onde vamos ter a oportunidade de interpretar variadas obras em estreia mundial.

Alexander Buzlov
Nascido em Moscovo em 1983, é um dos mais ativos e talentosos violoncelistas da nova geração, e representa com honra a Escola Russa de Interpretação nos principais palcos mundiais. Uma das mais recentes conquistas veio com a sua participação no Emanuel Feuermann Cello Competition, em Berlim em novembro de 2010, onde foi galardoado com Grand Prix e o Prémio do Público. É formado pela escola de música e Colégio Conservatório Estatal Tchaikovsky de Moscovo e prosseguiu a sua formação com Mstislav Rostropovich, Daniil Shafran, Natalia Shakhovskaya, Boris Talalay, Eberhard Finke e Bernard Greenhouse. Entre 1996 e 2008 recebeu muitas e importantes distinções, na Rússia, Alemanha, Suiça, entre outros. Tocou a solo com todas as orquestras de destaque Russas, e trabalhou com variados maestros tais como: Mark Gorenstein, Yuri Bashmet, Valery Gergiev, Vladimir Spivakov, Vladimir Fedoseyev, Yuri Temirkanov, Konstantin Orbelian, Leonard Slatkin, Thomas Sanderling, Maria Eklund, Claudio Vandelli (Itália), Yakov Kreizberg (EUA), E. Tobacco (Bulgária) e Mitiyoshi Inoue (Japão). A estreia de Alexandre no prestigiado Carnegie Hall teve lugar em 2005, mesmo ano em que participou na gala Lincoln Center em Nova Iorque com a Orquestra de Saint Luke’s sob a batuta de Leonard Slatkin. “Dos numerosos jovens intérpretes que estiveram em palco nos recentes anos com a Utah Chamber Orchestra. Alexander Buzlov é o mais hábil e talentoso”, escreve um jornal americano em 2007. Tem atuado com músicos aclamados como: Natalia Gutman, Yuri Bashmet, Alexei Lyubimov, Vasily Lobanov e Tatiana Grindenko; e participado em festivais internacionais como: Musical Kremlin, Moscow Autumn, December Evenings of Svyatoslav Richter e Ars Longa (Moscovo), the White Nights, Arts Square and Musical Olympus (São Petersburgo), Festivals em Ludwigsburg e Usedom (Alemanha), Colmar (França), a Oleg Kagan Memorial Festivals em Moscovo e Kreuth (Alemanha), internacional chamber music festivals em Giverny e Montpellier (França),Crescendo (Israel), Chanel, Ginza (Japão) e Seiji Ozawa Academy (Suiça).

Gianluca Marcianò

Nascido em 1976, em La Spezia, na Itália, iniciou os estudos de piano aos cinco anos de idade, tendo prosseguido a sua formação com Piernarciso Masi na Academia de Música de Florença, com Dmitri Bashkirov, Joaquin Achucarro, Paolo Restanie com Massimiliano Damerini. Enquanto prodígio no piano durante a sua juventude, ganhou diversos concursos nacionais e internacionais e, desde então, apresentou-se em algumas das mais famosas salas de concerto em todo o mundo. Como maestro e diretor artístico dirigiu no Teatro Regio em Parma, no Teatro Carlo Felice em Génova; no Maggio Musicale Fiorentino, e no Concurso Internacional Beato Pio IX, em Roma. Em 2002, foi convidado pela SNG Opera Ballet Ljubljana, na Eslovénia para ser assistente do Maestro Loris Voltolini. Em 2005, cooperou com o Maestro Dieter Rossberg para Faust e Die Rheinnixen de Offenbach, tendo recebido um agradecimento especial da Boosey e Hawkes pelo seu trabalho no projeto. Em janeiro 2009 assume a função de diretor musical da HNK Opera Zagreb, o mais jovem até então a assumir esse cargo. É frequentemente convidado para dirigir a Chamber Orchestra of Slovenian Soloists KOS, Romanian Philharmonic Ion Dimitrescu, Ploiest Philharmonic, Orchestra Gli Armonici, Kamerata Kiev, e a Orchestra Ente De Carolis - Sassari. Em 2007 estreou-se no Poly Theater, em Pequim dirigindo o Drama Dance, na Opera Orchestra em Pequim. Presentemente é o principal maestro convidado, cargo que nunca havia sido ocupado por nenhum ocidental. Em novembro de 2007, estreou-se como maestro de ópera italiana no Teatro Verdi em Sassari com a estreia italiana de Debussy La Damoiselle Élue e de Poulenc Les Mamelles de Tirésias. Recentemente, Marcianò regressou de Pequim, no qual dirigiu um concerto de gala com Andrea Bocelli e a Orquestra Sinfónica de Pequim. Teve igualmente a sua estreia operática no Reino Unido com a realização de La Traviata no Festival Orchestra em Longborough.


A TRIBUTE TO FRANK ZAPPA
20.07 Quinta-feira, 21:30
Brass Factory
   
Uma homenagem ao grande músico norte-americano por elementos solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Frank Zappa (1940-1993), compositor autodidata, cantor, produtor discográfico, desenhador, realizador e ativista, foi seguramente um génio musical do século XX. Ao longo de uma carreira de 30 anos, a sua obra inspirada maioritariamente pela música de Varèse, Stravinsky e Webern, assenta-se também no jazz moderno, na música freak de então. Caracterizada pelo virtuosismo musical, colagem musical, improvisação e experimentação sonora, há na sua música um constante apelo ao anticonformismo numa sátira da cultura norte-americana. Um Tributo a Frank Zappa revistará alguns momentos musicais de Zappa por solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa que se juntaram em 2011 para se apresentarem na 3.ª edição do Zappamundo - Festival Internacional de Música Frank Zappa. Desde então, têm percorrido diversos palcos interpretando a música deste notável compositor norte-americano.

Programa:
Igor’s Boogie, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Oh No, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Montana, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Dirty Love, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Peaches in Regalia, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
The Idiot Bastard Son, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
The Black Page #1 e #2, Frank Zappa / arr. Marco Fernandes
Uncle Meat, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Mother People, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Absolutely Free, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro
Zappa Medley, Frank Zappa / arr. Sérgio Charrinho
— Harry, You're a Beast
— The Orange County Lumber Truck
— T'Mershi Duween
— Dupree's Paradise
Purple Haze, Frank Zappa / arr. Lino Guerreiro

Brass Factory
Surgem em 2011 como Solistas da Metropolitana, para se apresentarem na 3.ª edição do Zappamundo – Festival Internacional de Música de Frank Zappa. Desde então, têm percorrido vários palcos apresentando a música de Frank Zappa. Em finais de 2016 adicionaram a guitarra à sua formação, criando assim uma sonoridade muito característica e pessoal, à semelhança dos coletivos que acompanharam Frank Zappa. Após vários concertos, surge o primeiro trabalho discográfico deste grupo, reunindo alguns dos melhores temas de Zappa, num disco de tributo cheio de ritmo e cor.

Sérgio Charrinho, trompete, 1.º solista da Orquestra Metropolitana de Lisboa e professor na Academia Nacional Superior de Orquestra;
Ricardo Carvalho, trompete, músico da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana e freelancer nas principais orquestras portuguesas;
Rodrigo Carreira, trompa, freelancer nas principais orquestras portuguesas e professor na Escola de Música do Conservatório Nacional;
Reinaldo Guerreiro, trombone, freelancer nas principais orquestras portuguesas e diretor artístico da Orquestra de Câmara de Almada. É professor de trombone e orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra e Escola Profissional Metropolitana;
Adélio Carneiro, tuba, freelancer nas principais orquestras portuguesas e professor de tuba na Escola Superior de Música de Lisboa, Universidade do Minho e Escola Profissional Metropolitana;
José Dias, guitarra, professor na Academia de Música de Alcochete e membro do Quarteto de Guitarras de Lisboa, “Os Máquinistas” e “Novos Restelos”;

Marco Fernandes, bateria, freelancer nas principais orquestras portuguesas. É professor coordenador na Metropolitana e professor assistente convidado no Departamento de Música da Escola d’Artes da Universidade de Évora. Artista das marcas Innovative Percussion, Majestic Percussion e Zildjian Company.


A VIDA DE VERDI
21.07 Sexta-feira, 21:30
22.07 Sábado, 21:30
   
Em pouco mais de uma hora, um autêntico Festival Verdi que se inicia e culmina com Nabucco, um dos seus maiores êxitos
   
Cristiana Oliveira soprano
Roland Wood barítono
Andrea Sanguinetti Direção Musical
Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Giovanni Andreoli Maestro Titular
Orquestra Sinfónica Portuguesa, Joana Carneiro Maestrina Titular

Programa:
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Nabucco, Abertura 
Ernani, Si ridesta il leon di Castiglia
Il Corsaro, Alfin questo corsaro… cento leggiadre vergini
Macbeth, Patria opressa
Rigoletto, Tutte le feste al tempio… Sì, vendetta
Il Trovatore, Vedi le fosche notturne spoglie
La traviata, Addio del passato
I Vespri Sicilianni, Abertura
Un ballo in Maschera, Eri tu che macchiavi
La Forza del Destino, La Vergine degli angeli
Simone Boccanegra, Come in quest’ora bruna
Don Carlo, O Carlo ascolta
Aida, Gloria all’Egitto ad Iside
Otello, Ave Maria
Falstaff, È sogno o realtá?
Nabucco, Va, pensiero

Giuseppe Verdi (1813-1901), para além de ser o mais respeitado e popular compositor de ópera italiano foi, no seu tempo, uma figura política do Risorgimento idolatrada por centenas de milhares de italianos. Da exortação patriótica nas margens do Eufrates (Nabucco, 1842) aos bosques sombrios e mágicos de Windsor (Falstaff, 1893), a sua vasta obra — excetuando as poucas incursões no domínio da música sacra — soma uma vasta galeria de heróis e heroínas que, ainda hoje, nos encanta e comove. Rigoletto (1851), Il Trovatore e La traviata (ambas de 1853), são três óperas do seu período intermédio porventura as mais representadas. Porém, obras um pouco mais tardias tais como La forza del destino (1861), Aida (1871), Don Carlo (1867, versão italiana) ou Otello (1887) ocupam igualmente um lugar regular nos cartazes das temporadas dos teatros líricos de todo o mundo. O soprano Cristiana Oliveira, o barítono Roland Wood e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, convida-nos a uma viagem cronológica interpretando árias, duetos e coros de algumas de algumas das mais conhecidas óperas do génio imortal de Giuseppe Verdi.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória.   Entre 1962 e 1975 colabora nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtém o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participa em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando Lopes Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia).   Em 1980 é criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direcção de Antonio Brainovitch.   A plena afirmação artística do conjunto será creditada a Gianni Beltrami, que assume a direção em 1985 e beneficia de condições de trabalho até então inéditas em Portugal. Nesta fase assinalam-se as seguintes intervenções: Oedipus Rex (Stravinski); Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny (Weill); Kiú (De Pablo); L’Enfant et les Sortilèges (Ravel); e Dido and Aeneas (Purcell). Registe-se a participação em Grande Messe des Morts (Berlioz), em Turim, a convite da RAI. Depois da morte de Gianni Beltrami, João Paulo Santos assume a direção, constituindo-se como o primeiro português no cargo em toda a história do Teatro de São Carlos. Sob a sua responsabilidade registam-se êxitos, tais como: Mefistofele (Boito); Blimunda e Divara (Corghi); Sinfonia n.º 2 (Mahler), com a Orquestra da Juventude das Comunidades Europeias; Die Schöpfung (Haydn); Faust e Requiem (Schnittke); Perséphone e Le Rossignol (Stravinski); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz); Missa Glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Die Meistersinger von Nürnberg (Wagner); e Le Grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi o Coro desloca-se a Bruxelas, no quadro da Europália (1991).   No âmbito da Expo-98 actuou no concerto de encerramento. O conjunto tem actuado sob a direção de algumas das mais prestigiadas batutas, tais como Antonino Votto, Tullio Serafin, Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari-Pradelli, Franco Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc Minkowski, entre outros. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO
27.07 Quinta-feira, 22:00
28.07 Sexta-feira, 22:00
29.07 Sábado, 22:00
Companhia Nacional de Bailado

Na celebração dos seus 40 anos, a CNB apresenta duas obras de temporadas recentes cujo sucesso inequívoco foi marcante
Rui Lopes Graça

Quinze Bailarinos
Ohad Naharin
Minus 16

Para esta edição do Festival ao Largo, em que a CNB comemora os seus 40 anos, preparámos duas obras que refletem a dimensão e a versatilidade de uma grande companhia. Quinze Bailarinos, do português Rui Lopes Graça, uma peça com uma ausência de narrativa mas que nos dá uma diversidade de leituras ao mesmo tempo que explora a capacidade técnica dos seus intérpretes. E Minus 16 do israelita Ohad Naharin, uma grande referência da dança contemporânea, que confirma nesta peça a sua habilidade em fazer o público dançar.
Paulo Ribeiro
Diretor Artístico da Companhia Nacional de Bailado
Rui Lopes Graça

Quinze Bailarinos
Rui Lopes Graça coreografia
João Penalva direção e figurinos
David Cunningham som
Nuno Meira desenho de luz
Quinze bailarinos é uma versão para espetáculos ao ar livre do bailado Quinze bailarinos e tempo incerto, estreado pela CNB em setembro de 2016 no Teatro Camões. Quinze bailarinos procura estimular a relação individual do espetador com a presença em palco de quinze bailarinos associados temporariamente a luz e som, mas sem o fio condutor de uma narrativa. Neste contexto, será o espaço sonoro concebido por David Cunningham a induzir o espetador a percorrer múltiplos caminhos individuais, próximos e longínquos, nem sempre reconhecíveis, porventura misteriosos, ameaçadores ou jubilantes. Até que ponto acontecimentos independentes mas simultâneos conseguem capturar a atenção de uma audiência e estimular a imaginação individual de cada um de nós? O trabalho coreográfico vai confrontar o público com os limites da sua imaginação. Levado por uma sucessão de imagens suscitadas pelo som, o espetador projetará a sua própria narrativa no confronto com a coreografia em que não se vislumbra qualquer teia dramática. Esta é a experiência que se oferece a um espetador emancipado que aceita o desafio de assistir a um espetáculo em que o aliciante papel de criador é oferecido à sua imaginação.
Rui Lopes Graça / João Penalva

Ohad Naharin
Minus 16
Ohad Naharin é um dos mais reconhecidos coreógrafos contemporâneos, a nível mundial. Sobre Minus 16, o atual diretor artístico da companhia israelita Batsheva diz “não é um novo trabalho, é mais uma reconstrução: gosto de pegar em peças ou secções de peças minhas e trabalhá-las de novo, reorganizá-las criando a possibilidade de as ver sobre um outro ângulo. Isso ensina-me sempre algo novo sobre o meu trabalho e a composição. Nesta peça eu peguei em diferentes secções de diferentes trabalhos meus. Foi como se eu estivesse apenas a contar o princípio ou o meio, ou o fim de várias histórias os quais depois de organizados resultam num trabalho tão ou mais coerente do que o original.”

Ohad Naharin coreografia e figurinos
Bambi desenho de luz
Erez Zohar assistente do coreógrafo


Colagem de composições de diversos autores música

1. You belong to my heart Perez Prado and his Orchestra (Agustin Lara / R. Gilbert);
2. Adios Mi Chaparrita Perez Prado and his Orchestra (L.F. Esperon / B. Marcus);
3. Hernando’s Hideaway Billy May’s Rico Mambo Orchestra (Richard Adler and Jerry Ross)
4. Solamente Una Vez Perez Prado (Agustin Lara / R. Gilbert);
5. Taboo (Tabu) Perez Prado and his Orchestra (Margarita Lecuona)
6. Isle of Capri Perez Prado and his Orchestra
7. Adios PampaMia Perez Prado (Canaro / Mores / Pelay)
8. It must be true The John Buzon Trio
9. Hava Nagila (traditional music) Dick Dale
10.Echad Mi Yodea (traditional music) arranged and played by Ohad Naharin and the Tractor’s Revenge
11.Nisi Dominus (Psalm 126), R.608 James Bowman (Vivaldi)
12.Somewhere over the rainbow adapted by Marusha (D.J.) (Harold Arlen & E.Y. Hamburg)
13.Hooray For Hollywood (cha cha) Don Swan & His Orchestra (John H. Mercer & Richard E. Whiting)
14.Sway Dean Martin (P.B. Ruiz & N. Gimbel)
15.Stabat Mater James Bowman and the Academy of Ancient Music (Vivaldi)


Companhia Nacional de Bailado
A Companhia Nacional de Bailado (CNB) foi criada em 1977 e é o organismo português de referência em dança clássica. Sediada em Lisboa, é a única companhia estatal com uma programação de dança em Portugal e também a única com um corpo permanente de artistas, que lhe permite garantir temporadas regulares de espectáculos no Teatro Camões (depois de, nas suas duas primeiras décadas, a principal sala da companhia ter sido o Teatro Nacional São Carlos), e um pouco por todo o país (Portugal continental e ilhas), além das digressões ao estrangeiro.

Fundada por iniciativa governamental com objectivos de serviço público, a companhia tem duas missões, que se complementam: uma de índole patrimonial, a preservação e divulgação do reportório balético mundial, através da produção de espectáculos de bailado clássico; e a permanente actualização desta forma de arte, com a apresentação de coreografias modernas e contemporâneas de coreógrafos nacionais e estrangeiros, algumas das quais concebidas para a CNB no âmbito da sua política de incentivo à criação. O resultado é um reportório acentuadamente ecléctico, que atravessa séculos, estilos e técnicas, enquanto mantém uma forte marca identitária portuguesa e europeia.

Assim, da sua história fazem parte as primeiras produções profissionais em Portugal de bailados clássicos em versão integral, como La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, Dom Quixote, La Sylphide, La Bayadère, Paquita, Coppélia, Romeu e Julieta, O Pássaro de Fogo ou A Sagração da Primavera, bem como um continuado investimento na revisão e releitura destas obras canónicas, através de encomendas a criadores que as reinterpretam à luz dos nossos dias, frequentemente em diálogo com a História do país.

Os espectáculos da CNB ao longo destes 40 anos incluem trabalhos da autoria de destacados coreógrafos internacionais como George Balanchine, Vaslav Nijinsky, Serge Lifar, Kurt Jooss, José Limón, Lar Lubovitch, Michael Corder, Hans van Manen, Robert North, Heinz Spöerli, Nacho Duato, Mauro Bigonzetti, Henri Oguike, Cayetano Soto, Ohad Naharin, William Forsythe, Anne Teresa de Keersmaeker e Akram Khan, e coreógrafos portugueses como Armando Jorge, Fernando Lima, Carlos Trincheiras, Rui Lopes Graça, Olga Roriz, Vasco Wellenkamp, Paulo Ribeiro, Rui Horta, Clara Andermatt ou Fernando Duarte, entre outros.


A diversidade estética, alimentada também por uma intensa ligação da dança com outras expressões artísticas – música, cinema, drama, poesia, fotografia –, resulta numa companhia reconhecidamente actual, atenta às suas responsabilidades patrimoniais e simultaneamente muito aberta à influência de jovens criadores, incluindo coreógrafos, dramaturgos e compositores emergentes. Paulo Ribeiro é o director artístico da companhia, sucedendo a Luísa Taveira (2010-2016 e 1999-2000), Vasco Wellenkamp (2007-2010), Mehmet Balkan (2002-2007), Marc Jonkers (2001-2002), Jorge Salavisa (1996-1999), Isabel Santa Rosa (1994-1996) e Armando Jorge (1978-1993). A sede da CNB é na Rua Vítor Cordon, no Chiado."


Transportes

Metro: Baixa-Chiado
Autocarro: 758
Eléctrico: 28
Elevador: Bica, Santa 
Comboios: Cais-do-Sodré, Rossio
Barco: Cais-do-Sodré

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