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3 de Maio a 29 de Junho, 2014: Exposição - ANTES MORTA QUE BURRA, ANA PEREZ-QUIROGA


às 17h

"Ana Pérez-Quiroga (Coimbra, 1960) tem desenvolvido um corpo de trabalho que assenta numa contínua diversidade do fazer e num questionamento do quotidiano. É comum na prática desta Artista a apropriação, quer da história da arte quer de metodologias associadas a outras disciplinas do saber. São também comuns as obras que enunciam questões em torno do género ou o uso de técnicas ligadas a práticas artesanais, num perpétuo questionamento e deslocação do objeto de arte. 

Para o MAP, Perez-Quiroga, apresenta a instalação “Antes morta que burra”, uma peça constituída por diversas orelhas de burro, construídas em feltro, nas quais se inscrevem ditados populares bordados alusivos ao “burro”. A peça cita a cultura popular e a tradição oral bem como uma prática culturalmente ligada ao feminino – o bordado. Numa posição irónica e crítica, os ditados populares, símbolo de um saber transmitido geracionalmente, são questionados e levam à sua releitura. Não apenas por se apresentarem como legendas das orelhas de burro, mas pela sua disposição no espaço expositivo, ao estarem suspensas, como que convidando o visitante à sua colocação. De certa forma posicionam o espectador num lugar incómodo mas também de interrogação sobre a natureza do conteúdo social e político das próprias frases."
Sérgio Parreira


"Cor de burro quando foge. Orelhas de burro. A pensar morreu um burro. Vozes de burro não chegam ao céu. Teimoso que nem um burro… E muitas outras expressões menos próprias, bordadas a vermelho, preenchem cada uma das 38 orelhas de burro feitas de feltro cinzento, suspensas por um fio, as quais traduzem a intemporalidade de citações populares. Em redor, estão 58 frases idiomáticas, em castelhano, francês, inglês, sueco, norueguês, polaco e italiano, a formar uma linha horizontal, em vinil autocolante vermelho, nas quatro paredes de uma sala do Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa.
“Antes morta que burra, 2005/2014″. Assim se chama a exposição da artista plástica portuguesa Ana Pérez-Quiroga, a qual está integrada no Ciclo de Exposições de Arte Contemporânea no âmbito do projeto Travessa da Ermida, no MAP. Para visitar a partir de amanhã, dia 3 de maio, às 17 horas, até 29 de junho, de quarta a sexta, das 10 às 18 horas, e de sábado a domingo, das 10 às 13 e das 14 às 18 horas."
Patrícia Serrado

Museu de Arte Popular (MAP)
Av. de Brasília, Lisboa

3 de Maio até 29 de Junho
Quarta-feira a Sexta-feira: 10 às 18 horas
Sábado e Domingo: 10 às 13 e das 14 às 18 horas

Transportes
Autocarros: 714, 727, 728, 729, 751
Eléctrico: 15
Comboio: Belém
Barco: Belém

12 de Agosto, 2010: NOITE DOS MUSEUS - 2010

"Os museus de Lisboa vão estar abertos fora de horas nas próximas quintas-feiras, dias 5 e 12 de Agosto. Excepcionalmente, mais de 20 espaços – entre museus e monumentos – estarão abertos entre as 18.00 e as 00.00. Sempre com entrada livre. Catarina Mendonça Ferreira escolheu os 10 com melhores programas.

Museu da Electricidade
A antiga central termoeléctrica está a propor aos visitantes um verdadeiro cinco em um. Além de poder ver-se o espectacular edifício que albergao museu à noite, há quatro exposições para conhecer. Recomendamos uma, em especial: “O Motor da República – Os Carros dos Presidentes” mostra 15 viaturas que transportaram os vários Presidentes da República Portuguesa ao longo da História. Dos hipomóveis aos Cadillac e Rolls Royce, estão lá todos estacionados. Av. de Brasília, Central Tejo – Belém.


Museu Berardo
A entrada livre no museu não é a novidade, visto que isso é o “pão nosso de cada dia”. Mas nestes dias em que o museu está aberto até mais tarde há uma visita guiada e gratuita à exposição. Chama-se “Tudo o que é sólido dissolve-se no ar: O social na colecção Berardo”, e começa às 22.00. Além disso, há mais para ver em horário nocturno, como a recém-inaugurada exposição “Warhol TV”, que revela a faceta do artista menos conhecida, a realização de filmes, ou ainda, a exposição dos Gémeos brasileiros do grafitti. Pç. do Império, C. C. de Belém 


Museu de Arte Popular
Estar aberto estas noites é mesmo a grande novidade deste museu, que está fechado, dia e noite, desde 2003. Recentemente salvo de uma substituição por um Museu da Língua Portuguesa, o Museu de Arte Popular vai voltar a abrir portas ainda este ano. Enquanto isso não acontece, estas duas noites são uma óptima oportunidade para conhecer o edifício. Av. de Brasília, 14 (Belém)


Cordoaria Nacional
Até Outubro, a Cordoaria Nacional comemora a implantação da República com “Viva a República”, uma exposição que faz a leitura de um dos ciclos políticos mais marcantes da história de Portugal. É possível entrar num comício republicano, revisitar o Rossio de há 100 anos ou reviver, através de um simulador, a travessia do Atlântico feita por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Aproveite para fazer uma pausa no café que existe a meio da mostra, e espreite a loja da Vida Portuguesa. Está tudo aberto até à meia-noite. Av. da Índia.


Museu de Arte Antiga
Noites neste museu não são novidade. O jardim tem sido palco de algumas bem animadas. E neste dia também não será excepção, desde logo porque o restaurante está aberto até às 00.00. O programa cultural inclui visitas guiadas à exposição “A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana”, às 19.00 e às 21.00, para conhecer peças únicas que relatam as conquistas de Arzila e Tânger. R. das Janelas Verdes


Museu do Oriente
Os festejos são em torno do centenário da República com uma oficina que dá a conhecer Manuel Teixeira Gomes, o homem, o político e o coleccionador. Nesta recriação, os participantes têm a oportunidade de recuar no tempo até uma noite fria de Inverno, 21 de Dezembro de 1925. A actividade é gratuita, mas sujeita a marcação. Quem ainda não conhece o museu, tem aqui uma óptima oportunidade. Quem já conhece, pode espreitar “Sangam”, a nova exposição de fotografia que está no lounge, feita na Índia por Carlos Cardoso. Av. de Brasília, Doca Alcântara


Museu do Design e da Moda
Quem tem estado atento às novidades sabe que a exposição dedicada às scooters da colecção de João Seixas é o mais recente atractivo do MUDE. Nas noites dos museus, os visitantes podem ver a evolução destas motorizadas de 1945 a 1970 no piso 1, assistir à peça de teatro Venenos Indispensáveis, segundo Jaime Salazar Sampaio, do Grupo de Teatro da Universidade Técnica de Lisboa, às 21.30 e, uma hora mais tarde fazer a visita guiada pela exposição “Ante-Estreia”, ao ritmo de cada época por Marisa Teixeira.R. Augusta, 24 (Baixa).


Museu do Chiado
Durante os meses de Verão, as quintas-feiras no Museu de Arte Contemporânea têm um sabor diferente, ou melhor, um som diferente. Nestas duas quintas, além dos habituais concertos no Jardim das Esculturas, também o museu vai estar aberto até à meia-noite. No dia 5 de Agosto, a partir das 19.30, Cian Nugent, músico irlandês promissor, é o responsável pela animação musical. Mas o verdadeiro concerto fica reservado para a próxima semana. No dia 12 de Agosto, a noite é de JP Simões. R. Serpa Pinto, 4 (Chiado)


Paços do Concelho
É onde são tomadas as decisões que orientam o destino da cidade, mas o que muita gente não sabe é que os Paços do Concelho é, também, um dos edifícios mais bonitos de Lisboa.Salas preciosamente ornamentadas, peças escultóricas e mobiliário dos séculos XIX e XX e o maior e mais rico Salão Nobre do país podem, nesta noite, ser conhecidos em visitas guiadas que vão acontecer entre as 19.00 e as 20.00 e as 22.00 e 23.00. Se não conseguir nesta noite, saiba que ainda pode vir conhecer este edifício aos domingos, às 11.00.Pç. do Munícipio (Baixa).


Museu do Fado
Na noite em que os museus abrem as portas até mais tarde, o Museu do Fado abre com aquilo que tem sido o seu maior sucesso. As visitas cantadas são uma forma de conhecer o museu através da voz de um fadista. Durante a visita, o guia relaciona algumas peças com fados conhecidos. Esta semana, a visita cantada é feita com a fadista Ana Sofia Varela, às 19.30, seguida de uma actuação dos alunos da Escola do Museu, às 20.30. Na semana a seguir, a visita será cantada por Nuno de Aguiar. Lg. do Chafariz de Dentro, 1. (Alfama)"


Fonte:
http://www.timeout.pt/news.asp?id_news=5797&
Imagem:
Museu de Arte Popular. Imagem © IMC / MC
http://aervilhacorderosa.com/2009/05/pelo-museu-de-arte-popular-assinar-assinar/

20 de Junho, 2009: Protesto - MUSEU DE ARTE POPULAR


16:00 - 20:00
Museu de Arte Popular
Av. de Brasília

"Após uma acção pública de protesto, bordando um lenço de namorados, no dia dos Museus; após a entrega de um pedido de reabertura do processo de classificação do edifício do MAP ao Ministro da Cultura (até ao momento sem resposta); após o lançamento de uma petição pública online em defesa do MAP (quase nas 4.000 assinaturas em 15 dias); após a criação de um blog que tem recolhido informação, documentos e depoimentos de vários especialistas e estudiosos sobre este tema; o grupo dinamizador da campanha cívica a favor da reabertura do Museu de Arte Popular decidiu organizar um colóquio público interdisciplinar sobre a história e a importância do MAP.

Acontecerá no próximo sábado dia 20 de Junho, a partir das 16h00, diante do Museu de Arte Popular e contará com as intervenções de oradores especialistas de história de arte, antropologia e crítica de arte.

Temas a abordar:
Do Pavilhão da Vida Popular ao Museu de Arte Popular - o edifício de 1940 e a sua adaptação a Museu pelo arq. Jorge Segurado (1942-47); as esculturas de 1940 e as de 43-47; as pinturas murais (decoração, ilustração, museografia), um património ignorado pela história da arte e por identificar; o edifício e a sua decoração - um projecto integrado; o MAP e as suas colecções à luz da antropologia actual.

Raquel Henriques da Silva
Professora de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Rui Afonso Santos
Historiador de Arte, Museu do Chiado

Vera Alves
Antropóloga, autora de «Camponeses estetas» no Estado Novo: Arte Popular e Nação na Política Folclorista do Secretariado da Propaganda Nacional.

João Leal
Professor de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Alexandre Pomar
Jornalista e crítico de arte

Diante de uma decisão ministerial que pretende instalar o Museu da Língua no Museu de Arte Popular, destruindo-o para sempre, uma medida baseada numa imensa ignorância sobre a sua importância e história, propomos uma sessão para ficar a conhecer melhor este Museu. Afinal, por que razão protestamos?

O Ministro da Cultura será convidado a estar presente."

Transportes
Comboio: Belém
Autocarros: 28/714/727/729/751
Eléctrico: 15