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2017: MERCADO GET ZEN

26 de MARÇO de 2017 | Domingo das 10h00 às 18h00

“EDIÇÃO PREMIUM | “AO RITMO DA NATUREZA”

ENTRADA E ACTIVIDADES GRATUITAS

Artigos Novos | 2ªMão | Trocas | Aulas | Tertúlias | Oficinas | Animação de Rua | STREET FOOD

PROGRAMA OFICIAL DO MERCADO GET ZEN
A Energia no Museu de Lisboa
 10h15 | Aula “Babyoga (2 aos 4 anos)” por Escola Babyoga Portugal
 10h45 | Aula “O Yoga vem ao Museu” por Antónia Lourenço
 10h30 | Aula “KIKÔ” por Jisei Dojo
 11h00 | Aula “TAIJI” por Jisei Dojo
 12h00 | Demonstração “Kenjutsu” por Jisei Dojo
 12h15 | Aula “KM360 – Krav Maga” por Associação KM360 Portugal
 12h45 | Aula “Playoga (4 aos 10 anos)” por Escola Babyoga Portugal
 14h30 | Espectáculo “Showcase Desafios” por D.esafios
 15h00 | Espectáculo “Criação Absurda” por Tânia Safaneta
 15h30 | Espectáculo “Teatro de Formas Animadas: Rei Ludo na Terra Encantada” por N.Theias
 16h00 | Espectáculo “Artes Circenses” por Gato Ruim
 16h15 | Aula “BodyBalance” por Pump Fitness
 16h45 | Aula “Judo” por Noel Delgado
 17h15 | Espectáculo “Wandering” por Paulo Veiga
 17h30 | Aula “Zumba” por Pump Fitness

17 e 18 de Maio, 2014: Dia Internacional dos Museus - MUSEU DE LISBOA, TEATRO ROMANO

"O Dia Internacional dos Museus, comemorado a 18 de Maio, é uma efeméride que surgiu em 1977, por proposta pelo ICOM – Conselho Internacional dos Museus. Este ano será celebrado sob o tema "Museus: as coleções criam conexões". 
Assinalando esta data, diversas actividades, destinadas ao público em geral, serão disponibilizadas no Museu da Cidade e no Museu do Teatro Romano.

Entrada Livre."

Transportes - Museu da Cidade
Metro: Campo Grande
Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777
Comboio: Entrecampos

Transportes - Museu do Teatro Romano
Metro: Rossio, Terreiro do Paço, Baixa-Chiado
Autocarros: 34, 36, 37, 709, 711, 714, 732, 740, 746, 759, 760, 781, 782
Eléctricos: 12, 15, 28
Elevador: Castelo

Até 24 de Novembro, 2013: Exposição - VIDAS CIGANAS - LUNGOS DROM



Campo Grande, 245
1700-091 Lisboa
Pavilhão Preto do Museu da Cidade
3ª a dom: 10 – 13 | 14 – 18 h

Entrada Livre

"Encontra-se patente no Pavilhão Preto do Museu da Cidade, até 24 de novembro, a exposição Vidas Ciganas – Lungo Drom.
Esta iniciativa procura retratar o passado e o presente dos ciganos europeus, promover o debate sobre a situação da maior minoria étnica da Europa e criar oportunidades para que estes cidadãos reflitam sobre a sua situação e o seu futuro. 
Vidas Ciganas teve início em Espanha numa exposição promovida pelo Instituto de Cultura Gitana, com o apoio da Acción Cultural Española. Dado o seu potencial, os proponentes decidiram alargar o projeto ao contexto europeu, enriquecendo-o com perspetivas das comunidades ciganas de Áustria, Hungria e Portugal.
O projeto procura revelar o lado mais ignorado da etnia cigana na Europa contemporânea, através de exposições que apresentam fotografias, documentos e objetos históricos, com recurso a modernas tecnologias.
A iniciativa conta com uma programação educativa para crianças e jovens, ateliês com artistas, seminários temáticos com especialistas europeus e um espetáculo com artistas ciganos.
Informação e Serviço Educativo (visitas guiadas por marcação): 21.8170534".

Transportes
Metro: Campo Grande
Autocarros:
7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777
Comboio: Entrecampos

28 a 30 de Setembro, 2012: Jornadas Europeias do Património - O FUTURO DA MEMÓRIA



Nuno Trindade
Entrada Livre
 
28 de Setembro
Museu da Cidade
10h e 14h30 - As Águas Termais de Alfama
Circuito pedestre na zona das nascentes termais de Alfama
Marcação Prévia – 217 513 210

10h30 – Registos de Santos em Alfama
Passeio pelo bairro destacando painéis de azulejaria associados à religiosidade popular
Marcação Prévia – 217 513 210

10h- 17h – Visitas Orientadas às Galerias Romanas da Rua da Prata
Entrada pela Rua da Conceição, junto ao nº 77.

Museu do Teatro Romano
10h-13h/14h-18h – Exposição Temporária: Memórias da Descoberta do Teatro Romano de Lisboa

10h30 – Visita guiada ao Museu do Teatro Romano
Inclui visita à escavação arqueológica
Marcação Prévia – 217 513 210


29 de Setembro
Museu da Cidade
10h e 14h30 – Cerca Velha de Lisboa
Circuito pedestre do Castelo à zona ribeirinha
Marcação Prévia – 217 513 210

10h - 17h – Visitas Orientadas às Galerias Romanas da Rua da Prata
Entrada pela Rua da Conceição, junto ao nº 77.

Museu Bordalo Pinheiro
11h – Na Cidade com Rafael Bordalo Pinheiro
Passeio pelo Chiado relacionado com a vida do artista
Marcação Prévia – 218 170 662

Museu do Teatro Romano
10h-13h/14h-18h – Exposição Temporária: Memórias da Descoberta do Teatro Romano de Lisboa

10h30 – Visita guiada ao Museu do Teatro Romano
Inclui visita à escavação arqueológica
Marcação Prévia – 217 513 210

15h – Visita guiada Memórias de um Teatro – Passado e Futuro do Teatro Romano
Marcação Prévia – 217 513 210



30 de Setembro
Museu da Cidade
10h e 14h30 – Cerca Velha de Lisboa
Circuito pedestre do Castelo à zona ribeirinha
Marcação Prévia – 217 513 210

10h - 17h – Visitas Orientadas às Galerias Romanas da Rua da Prata
Entrada pela Rua da Conceição, junto ao nº 77.

Museu Bordalo Pinheiro
11h – Na Cidade com Rafael Bordalo Pinheiro
Passeio pelo Chiado relacionado com a vida do artista
Marcação Prévia – 218 170 662

Museu do Teatro Romano
10h-13h/14h-18h – Exposição Temporária: Memórias da Descoberta do Teatro Romano de Lisboa

10h30 – Visita guiada ao Museu do Teatro Romano
Inclui visita à escavação arqueológica
Marcação Prévia – 217 513 210

15h – Visita guiada Memórias de um Teatro – Passado e Futuro do Teatro Romano
Marcação Prévia – 217 513 210

Imagem: https://www.facebook.com/NunoTrindadePhotography?ref=ts

18 de Setembro a 31 de Outubro, 2012: Exposição - CAMERA OBSCURA – Lisboa, Menina e Moça

"O Museu da Cidade de Lisboa inaugura no próximo dia 18 de Setembro, terça-feira, às 18h30 a exposição de fotografia CAMERA OBSCURA – Lisboa, Menina e Moça.
Decorrente da técnica fotográfica com o mesmo nome, CAMERA OBSCURA é um projecto desenvolvido por Lisa Moura de 22 anos, licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Através de convites lançados nas redes sociais para visitar casas de pessoas com uma vista sobre Lisboa e da realização do processo de camera obscura (encerramento de quartos de todas as fontes de luz, deixando apenas um furo através do qual se projecta por meio da luz todo o exterior nas paredes, tecto, chão do quarto) em suas casas, este projecto culmina agora na exposição de cerca de 25 fotografias resultantes das 22 experiências realizadas em Lisboa.
Apropriando-se do título de uma música que pertence e compõe o imaginário lisboeta, CAMERA OBSCURA – Lisboa, Menina e Moça coloca um enfoque na cidade enquanto protagonista fotográfica, mas igualmente nas pessoas (por meio do espaço íntimo e privado de suas casas) que nela vivem ou que dela fazem parte.
Assim, será possível contar com vistas como a do Chiado, Lapa, Estefânia, Ajuda, Costa do Castelo, Marquês de Pombal, Parque das Nações, Campo Grande, Picoas, Bica, S. Bento, Bairro de Palma, Anjos, Avenidas Novas, Rato, Santos, Portas do Sol e Alfama.
CAMERA OBSCURA – Lisboa, Menina e Moça conta ainda com o lançamento de uma publicação homónima em formato zine, onde a cada local e a cada experiência é dada uma visão e interpretação muito próprias quer pela natureza das fotografias tiradas, quer pelas associações pessoais aos locais de Lisboa.
A exposição estará patente até ao dia 31 de Outubro".

Museu da Cidade
Sala do DestaqueCampo Grande, 245 | telf: 217 513 2003ª a dom: 10 – 13 | 14 – 18 h
Entrada Livre

Transportes
Metropolitano:  Campo Grande 
Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 750, 767, 777
Comboio: Entrecampos

Fonte e imagem: http://www.museudacidade.pt/Esposicoes/Temporarias/Paginas/CAMERA-OBSCURA---Lisboa-,-Menina-e-Moca.aspx

Até 26 de Agosto, 2012: Exposição - FERNANDA GOMES

Localização
Campo Grande, 245Lisboa

Horário
Terça a Domingo das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 18:00h
Encerra 2ª feira e feriados



Transportes
Metropolitano:  Campo Grande 
Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 750, 767, 777
Comboio: Entrecampos



Fonte e imagem: http://www.museudacidade.pt/Esposicoes/Temporarias/Paginas/FERNANDA-GOMES.aspx

24 de Maio a 31 de Julho, 2011: Exposição - URBAN AFRICA

"Um dos mais reputados arquitectos da sua geração, David Adjaye sai da sua linha de trabalho habitual para fotografar e documentar as principais cidades africanas, como parte de um projecto contínuo de estudo sobre a construção e os padrões de urbanismo em África. Esta colecção de fotografias é uma procura pessoal, motivada pelo escasso conhecimento existente dos ambientes urbanos no continente africano."

Museu da Cidade
Campo Grande, 245
1700-091 Lisboa

Inaugura a 24 de Maio, às 19h.

Horário:
de Terça-feira a Domingo
10h-13h e 14h-18h

Entrada livre

Transportes
Metro: Campo Grande
Autocarros: 7, 36, 47, 78, 106, 701, 750, 767, 777 

Fonte e imagem:

24 de Fevereiro a 10 de Abril, 2011: Exposição - MICHAEL BIBERSTEIN . Aqui e alem

 Inauguração 24 de Fevereiro, 22h.
"A obra pictórica de Michael Biberstein (Suíça, 1948), que vive e trabalha em Portugal desde 1978, inscreve-se em torno da temática da paisagem. O percurso artístico de Rui Sanches (Lisboa, 1954) é marcado pela escultura e pela instalação. Os artistas apresentam agora uma exposição conjunta que reúne pinturas inéditas de Biberstein e esculturas novas de Sanches, além de uma peça que resulta da colaboração entre os dois. Segundo os próprios, “Há bastante tempo que vimos falando de fazer um projecto em conjunto. Agora estão reunidas as condições para avançar com essa ideia. Parece-nos ser o espaço ideal para mostrar a reunião dos
nossos trabalhos: a escala, o tipo de arquitectura, a relação com o jardim e a localização.”
Anabela Becho, Agenda Cultural Lisboa, Fevereiro 2011, pag. 13
Campo Grande, 245
1700-091 Lisboa

Transportes
Metro: Campo Grande
Autocarros: 7, 36, 47, 78, 106, 701, 750, 767, 777

até 5 de Setembro, 2010: Exposição - ... AND THEN AGAIN...

   
 

Pormenor de “Todas as Possibilidades-All Possibilities”(2010. Portugal)
Graça Pereira Coutinho
Vídeo, cor, som, 45’’ (loop)
Cortesia da artista, Lisboa

 
"...and then again… é uma exposição colectiva que reúne obras de 31 artistas portugueses e ingleses. Comissariada a por Ana Fonseca e Liz Collini e que desenvolve as temáticas relacionadas com o Printmaking.
Produzida pelo Museu da Cidade / C.M.L em conjunto com a Duplacena e a Vipulamati, a exposição conta com a parceria do Royal College of Arts, Centro Português de Serigrafia, British Council e EGEAC.                                                                Tomando como ponto de partida o universo da impressão (gravura, serigrafia, litografia entre outros) os trabalhos apresentados contemplam técnicas diversas e híbridas em que o processo da imagem múltipla se torna mais relevante que nunca no acelerado contexto da era digital.
Os suportes são os mais variados, desde a exploração das linguagens tradicionais sempre inseridas no contexto artístico contemporâneo até à performance. As temáticas como a duplicação, o espelhamento e a repetição são recorrentes neste vasto e heterogéneo conjunto de propostas. Muitas delas mantém um carácter de provisoriedade e inquietação reflectindo as suas abordagens experimentais.

Artistas Adam James, Adam Knight, Ana Fonseca, Andrea Jespersen, Ann-Marie LeQuesne, Barton Hargreaves, Bob Matthewes, Bronwen Sleigh, Carlos Noronha Feio e Martinha Maia, Cristina Ataíde, Dick Jewell, Edd Pearman, Francisco Sousa Lobo, George Charman, Graça Pereira Coutinho,Jane Ward, Jessie Brennan, Jo Stockham, José Carlos Teixeira, Liz Collini, Mark Hampson, Mónica de Miranda, Nuno Vicente, Orlando Franco, Paula Roush, Pedro Valdez Cardoso, Richard Healy, Rui Horta Pereira, Susanne Themlitz, Tom Smith.

Pavilhão Preto | Museu da Cidade
23 Junho a 5 Setembro
Entrada Livre 

Contacto :Museu da Cidade
Campo Grande. 245
Terça a Domingo | 10h às 13h – 14h às 18h
Telf: 217513200"


Transportes:
Metropolitano: Linha verde / estação Campo Grande 
Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777

Fonte e imagem:
http://www.museudacidade.pt/Esposicoes/Temporarias/Paginas/AND-THEN-AGAIN.aspx

até 13 de Junho, 2010: Exposição - "TÉRMICO", GABRIELA ALBERGARIA

""Térmico", no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, é o momento oportuno para o reconhecimento de um caso singular da arte portuguesa. E de uma obra que encontra nos espaços naturais o material do seu fazer.
Uma árvore tombada em cuja base alguém acoplou um parafuso. Uma massa de terra feita escultura e destituída de fertilidade. Outra árvore e um desenho de fundo que, juntos, criam um cenário. Um desenho de uma paisagem. Eis a descrição possível das obras que Gabriela Albergaria (Vale de Cambra, 1965) apresenta em "Térmico", exposição individual, com curadoria de Delfim Sardo, que fica no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, até meados de Junho. Ao todo, são três desenhos e duas esculturas em que as técnicas da botânica "servem" como dispositivos da arte dirigidos à experiência e ao conhecimento do espectador - descubram no pavilhão os ramos de árvores que "são" desenhos, ou a matéria orgânica como forma escultórica.
É esta capacidade de "trabalhar", com várias disciplinas (desenho, escultura, fotografia), espaços e lugares associados ao universo da natureza - como os jardins, as florestas, as estufas - que faz de Gabriela Albergaria um caso singular da arte portuguesa. O seu percurso permanece porém, relativamente "secreto", pelo que se justifica o devido "flashback". Façamo-lo.
Formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, desceu no início dos anos 90 a Lisboa, tendo aí desenvolvido a primeira fase da sua carreira. Expôs gravura na Galeria Monumental, trabalhou em ilustração e ensinou na Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, antes de conseguir em 2000 uma bolsa enquanto artista residente no programa internacional da Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim. Desde então vive na capital alemã e expõe com mais frequência no estrangeiro do que em Portugal.
As razões que ditaram a partida foram prosaicas - necessidade de tempo para desenvolver o trabalho, fuga às preocupações económicas -, mas as consequências da deslocação acabaram por ditar um salto. "Já tinha abordado antes o tema dos jardins, mas em Berlim comecei a estabelecer uma relação especial com os espaços e o exterior, ao perceber a forma como as pessoas viviam os lugares. Isso ajudou-me a pensar mais especificamente o meu trabalho à volta das questões da natureza", recorda. O confronto do corpo com a cidade também contribuiu para outras coordenadas. "Foi lá que passei a aumentar os desenhos, pois tinha um estúdio muito maior. Comecei, também, a fazer outras coisas em termos de escala, porque vivia-a de outra maneira".
Outro momento relevante: a série de visitas que Gabriela Albergaria realizou a jardins e parques, acompanhada do curador e historiador Peter Lang. Não apenas na Alemanha, mas também na Polónia e na República Checa. "Interessava-me, sobretudo, a relação desses povos com a natureza. Visitámos, por exemplo, o jardim Dessau-Wörlitz [construído no final do século XVIII e inspirado nos ideais do iluminismo] e o Bad Muskau, criado pelo conde Fürst Pückler, com amostras de alguns cultivos da Alemanha e uma pirâmide de terra sob a qual está sepultada a amante do conde".

Uma natureza substituta
O jardim como espaço de vivência física e emocional é o tópico central de "Un jardin à ma façon" (2006), obra apresentada pela primeira vez no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris e refeita para "Térmico". Consiste numa peça inspirada na correspondência de Calouste Gulbenkian com o arquitecto da sua casa/jardim de campo Les Enclos. A artista desenhou, a lápis de cor e sobre papel, um dos caminhos descritos pelo coleccionador; depois, paralelo ao desenho, colocou uma árvore caída num suporte de madeira. Pela sua qualidade formal e estética, é uma das peças mais desconcertantes: os ramos parecem desenhos tridimensionais e o desenho de fundo ganha a qualidade de um cenário.
A artista, no entanto, mostra-se pouco inclinada para certas categorias. "Gosto de criar nas minhas peças um conjunto de harmonias, não tenho medo do belo. Mas creio que o meu trabalho se afasta desse conceito. É mais importante para mim a questão da experiência. Não me interessa a via mística, mas desejo que as pessoas tenham uma relação com as peças que não passe apenas pelo olhar". De facto, é difícil descortinar o "belo" na escultura "Árvore com parafuso" (2010). Sem raiz, substituída por um parafuso de aço galvanizado, suspenso por cabos e atravessado por espigões, o tronco de uma acácia configura um ser uma situação tão violenta quanto artificial. Não há vestígios de paisagem, apenas um objecto que se desenha no espaço e delimita a presença do corpo do espectador.
Um desafio semelhante à percepção do objecto e do espaço toma forma em "Couche Sourde" (2010), inspirada numa técnica homónima de cultivo. Explica a artista: "É um método de germinar sementes através do composto e do adubo, e que existia antes das estufas. A terra, quando está a formar o composto, ganha calor e força a semente a abrir. Concebi-a em Oxford durante a residência no Botanic Garden, onde existe um arboreto com uma área de terra com composto orgânico. Interessou-me o volume, a cor, o facto de ser uma matéria simples, as possibilidades que oferece". Entretanto, a artista prensou a terra (através do processo da cofragem) e retirou-lhe oxigénio, impedindo a germinação. No seu lugar, criou um objecto artístico, uma escultura que, vista de um ângulo particular, sugere uma linha no espaço, sem volume ou espessura.
Voltemos a um dos motivos mais recorrentes na obra de Gabriela Albergaria: o jardim. Afinal de que forma a artista o aborda? Como material, dispositivo, tema? "Para mim é uma espécie de substituto da 'natureza pura'", responde. "Se num primeiro momento surge e surgiu como fascínio, é na sua analise exaustiva que encontro sentido. Na vivência do espaço físico ou nas impressões do local, físicas e mentais. Passear num espaço natural é para mim uma forma de 'desacelerar' e de me relacionar com outro tempo com as coisas". O jardim, resume, é "um ponto de partida para pensar sistemas de conhecimento e de poder".

Novas formas de vida
"Under An Artificial Sky", o segundo desenho de "Térmico", é um bom exemplo desse entendimento. Gabriela Albergaria reconstituiu um cenário natural de uma das mais importantes estufas da Alemanha, construída na ilha de Pfaeuninsel e destruída num incêndio em 1880. De grandes dimensões, envolvendo o espectador, o desenho deixa entrever pequenas invasões, desenhos sobre desenhos, uma ficção: flores e plantas exóticas misturadas com a flora local. Gabriela Albergaria alude, assim, a uma situação de artificialidade (a estufa) e à colonização das plantas em território europeu. E, dessa forma, interroga não apenas as fronteiras entre o natural e o artificial, mas também o seu próprio processo de trabalho. "Ao criar uma relação privilegiada e até de encantamento, uma estufa torna-se mais real do que o próprio jardim exterior que a envolve. E eu, ao importar técnicas da agricultura para o meu trabalho, crio plantas fora do seu ambiente natural, e até novas formas de vida". A artificialidade da natureza perante a artificialidade da arte, como acontece exemplarmente em "Un jardin à ma façon"?
A meio do primeiro piso, revela-se outro desenho. "Foi a última peça que fiz para aqui. Teve vários momentos. Pensei em fazer uma frase desenhada na parede, como noutros projectos, mas escolhi a moldura. Tirei-lhe assim a conotação romântica e ficou um enunciado minimal e poético que aglutina a exposição. Fundamentalmente, o solo numa estufa recolhe o calor do sol e liberta-o durante a noite. Quanto maior a estufa, mais calor retém"."

Campo Grande, 245Fachada Museu da Cidade1700-091 begin_of_the_skype_highlighting 1700-091 end_of_the_skype_highlighting Lisboa
Transportes
Metropolitano: Linha verde / estação Campo Grande Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777
Horário
Terça a Domingo das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 18:00h
Encerra 2ª feira e feriados

Fontes:
http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=256707
http://www.museudacidade.pt/Visitas/Paginas/default.aspx
Imagem:
http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_10801668423040237.jpg

até 13 de Junho, 2010: Exposição - "TÉRMICO", GABRIELA ALBERGARIA

""Térmico", no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, é o momento oportuno para o reconhecimento de um caso singular da arte portuguesa. E de uma obra que encontra nos espaços naturais o material do seu fazer.
Uma árvore tombada em cuja base alguém acoplou um parafuso. Uma massa de terra feita escultura e destituída de fertilidade. Outra árvore e um desenho de fundo que, juntos, criam um cenário. Um desenho de uma paisagem. Eis a descrição possível das obras que Gabriela Albergaria (Vale de Cambra, 1965) apresenta em "Térmico", exposição individual, com curadoria de Delfim Sardo, que fica no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, até meados de Junho. Ao todo, são três desenhos e duas esculturas em que as técnicas da botânica "servem" como dispositivos da arte dirigidos à experiência e ao conhecimento do espectador - descubram no pavilhão os ramos de árvores que "são" desenhos, ou a matéria orgânica como forma escultórica.
É esta capacidade de "trabalhar", com várias disciplinas (desenho, escultura, fotografia), espaços e lugares associados ao universo da natureza - como os jardins, as florestas, as estufas - que faz de Gabriela Albergaria um caso singular da arte portuguesa. O seu percurso permanece porém, relativamente "secreto", pelo que se justifica o devido "flashback". Façamo-lo.
Formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, desceu no início dos anos 90 a Lisboa, tendo aí desenvolvido a primeira fase da sua carreira. Expôs gravura na Galeria Monumental, trabalhou em ilustração e ensinou na Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, antes de conseguir em 2000 uma bolsa enquanto artista residente no programa internacional da Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim. Desde então vive na capital alemã e expõe com mais frequência no estrangeiro do que em Portugal.
As razões que ditaram a partida foram prosaicas - necessidade de tempo para desenvolver o trabalho, fuga às preocupações económicas -, mas as consequências da deslocação acabaram por ditar um salto. "Já tinha abordado antes o tema dos jardins, mas em Berlim comecei a estabelecer uma relação especial com os espaços e o exterior, ao perceber a forma como as pessoas viviam os lugares. Isso ajudou-me a pensar mais especificamente o meu trabalho à volta das questões da natureza", recorda. O confronto do corpo com a cidade também contribuiu para outras coordenadas. "Foi lá que passei a aumentar os desenhos, pois tinha um estúdio muito maior. Comecei, também, a fazer outras coisas em termos de escala, porque vivia-a de outra maneira".
Outro momento relevante: a série de visitas que Gabriela Albergaria realizou a jardins e parques, acompanhada do curador e historiador Peter Lang. Não apenas na Alemanha, mas também na Polónia e na República Checa. "Interessava-me, sobretudo, a relação desses povos com a natureza. Visitámos, por exemplo, o jardim Dessau-Wörlitz [construído no final do século XVIII e inspirado nos ideais do iluminismo] e o Bad Muskau, criado pelo conde Fürst Pückler, com amostras de alguns cultivos da Alemanha e uma pirâmide de terra sob a qual está sepultada a amante do conde".

Uma natureza substituta
O jardim como espaço de vivência física e emocional é o tópico central de "Un jardin à ma façon" (2006), obra apresentada pela primeira vez no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris e refeita para "Térmico". Consiste numa peça inspirada na correspondência de Calouste Gulbenkian com o arquitecto da sua casa/jardim de campo Les Enclos. A artista desenhou, a lápis de cor e sobre papel, um dos caminhos descritos pelo coleccionador; depois, paralelo ao desenho, colocou uma árvore caída num suporte de madeira. Pela sua qualidade formal e estética, é uma das peças mais desconcertantes: os ramos parecem desenhos tridimensionais e o desenho de fundo ganha a qualidade de um cenário.
A artista, no entanto, mostra-se pouco inclinada para certas categorias. "Gosto de criar nas minhas peças um conjunto de harmonias, não tenho medo do belo. Mas creio que o meu trabalho se afasta desse conceito. É mais importante para mim a questão da experiência. Não me interessa a via mística, mas desejo que as pessoas tenham uma relação com as peças que não passe apenas pelo olhar". De facto, é difícil descortinar o "belo" na escultura "Árvore com parafuso" (2010). Sem raiz, substituída por um parafuso de aço galvanizado, suspenso por cabos e atravessado por espigões, o tronco de uma acácia configura um ser uma situação tão violenta quanto artificial. Não há vestígios de paisagem, apenas um objecto que se desenha no espaço e delimita a presença do corpo do espectador.
Um desafio semelhante à percepção do objecto e do espaço toma forma em "Couche Sourde" (2010), inspirada numa técnica homónima de cultivo. Explica a artista: "É um método de germinar sementes através do composto e do adubo, e que existia antes das estufas. A terra, quando está a formar o composto, ganha calor e força a semente a abrir. Concebi-a em Oxford durante a residência no Botanic Garden, onde existe um arboreto com uma área de terra com composto orgânico. Interessou-me o volume, a cor, o facto de ser uma matéria simples, as possibilidades que oferece". Entretanto, a artista prensou a terra (através do processo da cofragem) e retirou-lhe oxigénio, impedindo a germinação. No seu lugar, criou um objecto artístico, uma escultura que, vista de um ângulo particular, sugere uma linha no espaço, sem volume ou espessura.
Voltemos a um dos motivos mais recorrentes na obra de Gabriela Albergaria: o jardim. Afinal de que forma a artista o aborda? Como material, dispositivo, tema? "Para mim é uma espécie de substituto da 'natureza pura'", responde. "Se num primeiro momento surge e surgiu como fascínio, é na sua analise exaustiva que encontro sentido. Na vivência do espaço físico ou nas impressões do local, físicas e mentais. Passear num espaço natural é para mim uma forma de 'desacelerar' e de me relacionar com outro tempo com as coisas". O jardim, resume, é "um ponto de partida para pensar sistemas de conhecimento e de poder".

Novas formas de vida
"Under An Artificial Sky", o segundo desenho de "Térmico", é um bom exemplo desse entendimento. Gabriela Albergaria reconstituiu um cenário natural de uma das mais importantes estufas da Alemanha, construída na ilha de Pfaeuninsel e destruída num incêndio em 1880. De grandes dimensões, envolvendo o espectador, o desenho deixa entrever pequenas invasões, desenhos sobre desenhos, uma ficção: flores e plantas exóticas misturadas com a flora local. Gabriela Albergaria alude, assim, a uma situação de artificialidade (a estufa) e à colonização das plantas em território europeu. E, dessa forma, interroga não apenas as fronteiras entre o natural e o artificial, mas também o seu próprio processo de trabalho. "Ao criar uma relação privilegiada e até de encantamento, uma estufa torna-se mais real do que o próprio jardim exterior que a envolve. E eu, ao importar técnicas da agricultura para o meu trabalho, crio plantas fora do seu ambiente natural, e até novas formas de vida". A artificialidade da natureza perante a artificialidade da arte, como acontece exemplarmente em "Un jardin à ma façon"?
A meio do primeiro piso, revela-se outro desenho. "Foi a última peça que fiz para aqui. Teve vários momentos. Pensei em fazer uma frase desenhada na parede, como noutros projectos, mas escolhi a moldura. Tirei-lhe assim a conotação romântica e ficou um enunciado minimal e poético que aglutina a exposição. Fundamentalmente, o solo numa estufa recolhe o calor do sol e liberta-o durante a noite. Quanto maior a estufa, mais calor retém"."

Campo Grande, 245Fachada Museu da Cidade1700-091 Lisboa
Transportes
Metropolitano: Linha verde / estação Campo Grande Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777
Horário
Terça a Domingo das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 18:00h
Encerra 2ª feira e feriados

Fontes:
http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=256707
http://www.museudacidade.pt/Visitas/Paginas/default.aspx
Imagem:
http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_10801668423040237.jpg

CANCELADA - 25 a 27 de Setembro, 2009: Visita - GALERIAS ROMANAS DA RUA DA PRATA

Cancelada abertura das galerias romanas na Rua da Prata
17.09.2009 -in Jornal Público Cláudia Bancaleiro

"A abertura das galerias romanas na Rua da Prata, em Lisboa, prevista para os próximos dias 25, 26 e 27, foi cancelada informou hoje o Departamento de Património Cultural, Divisão de Museus e Palácios.

Ao PÚBLICO, a chefe de divisão Departamento de Património Cultural, Ana Cristina Leite, explicou que devido a problemas no sistema eléctrico das galerias não estão reunidas as condições necessárias para abrir o espaço ao público. A responsável indicou que não existe ainda uma data prevista para a abertura das galerias, mas garantiu as visitas ao monumento ainda este ano. Uma nova data depende da conclusão das reparações do sistema eléctrico."

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401108&idCanal=14



das 10 às 18h.
"As galerias romanas da Rua da Prata, em Lisboa, vão abrir ao público nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, naquela que será a única vez que estarão acessíveis a todos este ano.

Durante os três dias, as galerias estão abertas entre as 10h00 e as 18h00 e a entrada é gratuita. As visitas vão ser acompanhadas por técnicos do Museu da Cidade. A abertura das galerias surge no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias do Património.

As galerias foram descobertas após o terramoto de 1755 em Lisboa e só em 1909 começaram a realizar-se visitas, mas apenas por motivos jornalísticos ou de investigação. A partir dos anos 80, a Câmara de Lisboa cria condições de acesso às galerias no subsolo da Rua da Prata.

Apenas uma vez por ano é permitido descer até às estruturas romanas, já que, como explica o Museu da Cidade de Lisboa, estas "encontram-se com um nível de água elevado cuja bombagem é um processo moroso e que levantaria problemas de conservação do próprio edifício e dos edifícios pombalinos anexos se retirada mais amiúde"."

Fonte:
http://ipsilon.publico.pt/Flash/texto.aspx?id=240824