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2018: Programação - CULTURGEST

Exposição
Michael Snow l O Som da Neve l The Sound of Snow

Michael Snow (Toronto, Canadá, 1928) é um dos mais fascinantes artistas da contemporaneidade. Com um percurso que atravessa a prática das artes visuais e, nestas, a utilização dos mais variados suportes – desde a pintura, escultura, desenho, fotografia, filme e vídeo –, a sua prática estende-se à música improvisada, com inúmeros gravações disponíveis, à instalação sonora e ao cinema.
A exposição O Som da Neve apresenta o trabalho fílmico, videográfico e sonoro de Michael Snow. Autor de obras que se revelaram de importância decisiva no desenvolvimento do filme experimental, o trabalho pioneiro de Michael Snow nunca foi objeto de uma consequente apresentação em Portugal, embora algumas peças tenham sido mostradas no Centro Cultural de Belém, na Culturgest e na Cinemateca Portuguesa. Sobretudo, nunca foi apresentada a importantíssima conexão entre som e imagem que Snow tem vindo a desenvolver, por vezes expandindo-se para a música, numa relação que combina enorme sofisticação, humor subtil e grande liberdade criativa.
Recuando até às suas experiências com filme 16mm (como o histórico Wavelength, de 1967) e acompanhando o desenvolvimento das explorações fílmicas e sonoras até obras recentes, a exposição propõe uma experiência imersiva no trabalho de Michael Snow, sendo ainda apresentados em auditório um conjunto de filmes de longa duração.
Por ocasião da realização deste projeto expositivo, haverá a rara oportunidade de assistir a um concerto de piano solo por Michael Snow.
Curadoria: Delfim Sardo

DE 24 FEVEREIRO A 22 ABRIL
Inauguração:  Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 22h
Galeria 1
Entrada gratuita aos domingos 

Culturgest, Galeria 1
Rua do Arco do Cego, Lisboa
Inauguração: Sexta-feira, 28 de outubro, 22h
Entrada gratuita aos Domingos, restantes dias dois euros.

Horário de funcionamento
De Terça a Sexta-feira das 11h às 18h (última admissão às 17h30). 
Sábados, Domingos e feriados, das 11h às 19h (última admissão às 18h30).
Encerram à segunda-feira.


Transportes
Autocarros: 727, 735, 736, 738, 744, 749, 754, 756, 767, 783
Comboio: Entrecampos, Roma
Metro: Campo Pequeno

1 de Novembro a 16 de Dezembro, 2013: Exposição - CAVEIRAS, CASAS, PEDRAS E UMA FIGUEIRA

""Caveiras, casas, pedras e uma figueira"
01.11. 2013 – 16.02.2014
Curadoria: Delfim Sardo

Integrada no programa de projectos paralelos da 3ª Trienal de Arquitetura de Lisboa, esta exposição reúne obras de Álvaro Siza Vieira, Fernando Lanhas, Júlio Pomar e Luís Noronha da Costa, surgindo no terreno de convergência entre as diferentes disciplinas praticadas por estes autores, explora as estruturas através do desenho.
A curadoria da exposição está entregue a Delfim Sardo que, há muito, insiste na ligação entre as artes plásticas e a arquitetura. Num espaço construído pelo Arquitecto Siza Vieira e ocupado pela arte de Júlio Pomar, as caveiras, as casas, as pedras e a figueira contam-nos a história de um desenho que é tanto «mentale», como sensível.

O Atelier-Museu Júlio Pomar convida-o assim a vir sentir essa coexistência que, no próximo dia 31 de Outubro, quinta-feira, pelas 18h, o desenho assumirá".

Terça-feira a Domingo, 10h às 18h.


Atelier-Museu Júlio Pomar
Rua do Vale 7, Lisboa

Transportes:
Metro: Baixa-Chiado








Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré








Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 706, 714, 727, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28 


Elevadores: Bica, Glória

26 de Setembro, 2013 a 9 de Janeiro, 2014: Exposição - "ANDAR, ABRAÇAR", de HELENA ALMEIDA


Inauguração às 19h
Praça Marquês de Pombal 3, Lisboa

O espaço é de acesso livre, limitada à lotação da sala, e está aberto nos dias úteis das 9 horas às 19 horas.
"É inaugurada no nosso espaço, dia 26 de setembro, a exposição 'Andar, abraçar', de Helena Almeida, artista com mais de quarenta anos de carreira, consagrada internacionalmente e um dos maiores nomes da arte contemporânea portuguesa.
Há nove anos que a artista não realizava em Portugal uma exposição fotográfica tão completa como aquela que poderá ser vista no BES Arte & Finança até 9 de Janeiro de 2014. A produção artística de Helena Almeida tem sido objeto de exposições em diversos países mas, em Portugal, a última grande mostra foi a retrospetiva realizada no Centro Cultural de Belém em 2004.
Esta exposição, composta por obras que recuam até 1977 e também por um conjunto muito importante de obras inéditas em Portugal, centra-se sobre dois gestos que surgem recorrentemente na obra de Helena Almeida - andar e abraçar - encontrando um lado simultaneamente poético e performativo do seu trabalho. Para Delfim Sardo, curador da exposição, andar e abraçar são “gestos que pertencem a um léxico humano primeiro” e que são “fundadores da humanidade”. “A especificidade dos dois procedimentos que agora se mapeiam traz consigo, no entanto, dois envolvimentos matriciais – com o chão e com o outro”, comenta.
Um aspeto diferenciador desta exposição é o facto de Artur Rosa, companheiro de vida de Helena Almeida e o fotógrafo que sempre esteve atrás da câmara nos trabalhos dela, aparecer em algumas das imagens agora exibidas, “notando-se um lado quase autobiográfico do seu trabalho”. Destaca-se, nomeadamente, um filme tocante, em que Artur Rosa figura amarrado à sua mulher. O surgimento de Artur Rosa na obra de Helena Almeida só tinha acontecido em imagens da série 'Sente-me, Ouve-me Vê-me', de 1979 – também presentes na exposição.
Entrada gratuita (limitada à lotação da sala)
".

Transportes
Comboio: Rossio
Metro: Marquês de Pombal
Autocarros: 91, 702, 706, 709, 711, 712, 713, 720, 723, 726, 727, 736, 738, 744, 746, 748, 753, 783

23 a 27 de Setembro, 2013: Lisbon Week - ARTE E ARQUITECTURA. O MELHOR DE LISBOA, POR DELFIM SARDO

Visitas guiadas gratuitas.
Reserve o seu lugar através do telefone 1820.
LisbonWeek: "Já temos o nosso quiosque no Largo Camões! @ Pode neste ponto de informação LisbonWeek obter os seus bilhetes gratuitos para os percursos da Arte e História. O quiosque está aberto das 11h às 20h todos os dias". 

"À semelhança do que aconteceu o ano passado, o Lisbon Week, uma co-produção da Câmara Municipal de Lisboa, volta a contar com o apoio oficial da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que nesta segunda edição repete o papel de mecenas na Rota Arte. O papel de curador foi entregue a Delfim Sardo, ensaísta e professor universitário. 
A grande inovação na Rota Arte prende-se com o facto de ser uma exposição itinerante, "I'll be your mirror". Totalmente desenhada por Delfim Sardo, vai explorar a arquitectura da cidade através de um percurso que irá guiar o público por um conjunto de edifícios simbólicos que irão alojar exposições de vários artistas, como Fernanda Fragateiro, João Onofre ou José Pedro Croft.
Nas palavras do curador, o roteiro proposto pretende descobrir "Lisboa, cidade escondida, cheia de esquinas recônditas e de pátios, de casas que abrem para jardins insuspeitados. O percurso de descoberta da cidade proposto no contexto do Lisbon Week procura revelar alguns desses lugares, nos quais a arquitectura se vai cruzar com a arte contemporânea, numa exposição em dez pólos. As obras vão viver dentro de espaços arquitectónicos de excelência, desde espaços patrimoniais a edifícios contemporâneos, sejam escolas, lojas, casas particulares ou bibliotecas". Haverá um cruzamento com a rota seguida pela História "porque Lisboa é sempre uma cidade de histórias, de pequenas estórias de auto-descoberta. Por isso, 'I'll be your mirror', a exposição e o percurso, é sobre descoberta e auto-descoberta, sobre o olhar do outro no qual nos revemos, guiados pelos lugares da cidade".

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Haverá cinco visitas guiadas por dia (09h30, 11h30, 13h30, 15h30, 17h30), em Português e Inglês, com guias especializados. O ponto de partida para estas visitas, feitas no autocarro Lisbon Week/CGD, é o Parque Eduardo VII junto ao Marquês do Pombal.
Reservas obrigatórias na linha ticketline 1820
Visitas Guiadas grátis

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VISITAS GUIADAS

Percurso 1 - Autocarro
Saída Parque Eduardo VII - Marquês de Pombal
09h30 / 13h30 / 17h30
Duração / 3 horas

Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
Teatro Thalia
Caixa Geral Depósitos (sede)
Paço da Rainha
Convento da Encarnação 

Percurso 2 - Autocarro
Saída Parque Eduardo VII - Marquês de Pombal
11h30 / 15h30
Duração / 2h30 horas

Bloco das Águas Livres 
Residência Particular / Rua das Janelas Verdes
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Castelo de São Jorge
Convento da Encarnação

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LOCAIS A VISITAR

BLOCO DAS ÁGUAS LIVRES
Construído na década de 50 pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira, este edifício simboliza o estilo de vida moderno, inspirado em Le Corbusier. O edifício foi considerado de interesse público, e nele vivem ainda vários artistas e líderes de opinião.
Artista: Fernanda Fragateiro (Montijo, 1962) Artista plástica, faz intervenções nos campos da escultura e arquitectura
Obra: Fernanda Fragateiro irá apresentar uma instalação composta por um conjunto de espelhos que reflectem, de modo peculiar, a arquitectura do edifício

REITORIA DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
O edifício da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa espelha a tendência de modernidade e vanguarda que sempre impulsionaram a história da NOVA. A singularidade deste projeto assenta, entre outros aspetos, nas janelas assimétricas, viradas para o Aqueduto das Águas Livres e para o Parque de Monsanto, que não permitem a leitura dos vários pisos.
O edifício, da autoria dos arquitetos Manuel Rocha Aires Mateus e Francisco Xavier Rocha Aires Mateus, recebeu em 2002 o Prémio Valmor.

APARTAMENTO PARTICULAR NA RUA DAS JANELAS VERDES
Seguindo o conceito de “Open House”, que se faz um pouco por todo o mundo, o Lisbon Week desvenda Arte numa casa particular na Rua das Janelas Verdes. O apartamento, desenhado pelo arquitecto Carrilho da Graça, receberá duas manifestações do recentemente falecido Michael Biberstein.
Artista: Michael Biberstein (Solothurn, Suiça, 1948- Lisboa, Portugal, 2013) Pintor

PAÇO DA RAINHA
Hoje parte da Academia Militar o Palácio da Bemposta, foi casa de inúmeros membros da família real, como Catarina de Bragança. Depois do terramoto de 1755, o arquitecto Manuel Caetano de Sousa reconstruiu o edifício tal como o conhecemos hoje.
Artistas:
Rui Chafes (Lisboa, 1966) Escultor, trabalha com representações complexas do corpo humano
Jorge Molder (Lisboa, 1947) Fotógrafo
Obras: Rui Chafes vai apresentar um trabalho, de produção recente, que pretende sublinhar a austeridade da entrada do palácio, actualmente Academia Militar. A fragilidade desta sua representação de um corpo estranho e metamórfico vai funcionar como uma introdução para o trabalho de Jorge Molder, que irá mostrar um grupo de 4 fotografias em larga escala. As imagens fazem parte do seu sistema de referência, e serão expostas nas mesas da maravilhosa biblioteca da Academia.

Paço da Rainha - (Capela)

CASTELO DE SÃO JORGE
A primeira fortificação nesta colina data do século 2 aC, no entanto escavações arqueológicas identificaram a presença humana no vale do Tejo no século 6 aC.
Artista: Carrilho da Graça (Portalegre, 1952) Um dos mais conceituados arquitectos portugueses
Obra: Núcleo Arqueológico “Praça Nova do Castelo de São Jorge”
Em pleno Castelo de São Jorge, descobre-se um bairro islâmico, datado dos séculos XI-XII, composto por algum casario e duas construções mais imponentes onde ainda é possível vislumbrar estuques pintados nos compartimentos que serviam de salão e recepção aos convidados. Há ainda vestígios habitacionais da Idade do Ferro, de ocupações fenícias e romanas e ainda ruínas do Palácio dos Condes de Santiago (são visíveis pavimentos de várias remodelações). A intervenção da equipa de arquitectos, liderada por Carrilho da Graça, foi não intrusiva. Um muro de aço define o espaço cenográfico e várias "construções simples e abstractas" ajudam a proteger as ruínas e a criar a ideia da espacialidade interior, como no caso das duas casas islâmicas de aspecto mais nobre.

MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA
É um organismo pertencente à Universidade de Lisboa. O seu principal objectivo centra-se na investigação e salvaguarda do conhecimento nas áreas de Zoologia, Antropologia e Paleontologia. É, desde o século XVIII, uma referência do conhecimento cientifico nestas áreas.
Artista: Ricardo Jacinto (Lisboa, 1970) Arquitecto, escultor, músico
Obra: "Mergulho", Peça de som
Artista: Helena Almeida (Lisboa, 1934) Artista plástica, trabalha com fotografia e auto-representação
Obra: "Lavada em Lágrimas"

TEATRO THALIA
Encerrado durante 150 anos, este edifício do século XIX, então teatro privado do Conde de Farrobo, é hoje um local de culto em termos artísticos: além de exposições e encontros de artistas, o Teatro Thalia também alberga reuniões, conferências e outros eventos. Imóvel de interesse público desde 1974, esteve entre os nomeados para o Prémio do Design 2013, do Museu do Design de Londres.
Artista: João Onofre 

CONVENTO DA ENCARNAÇÃO
Mandado construir em testamento pela Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel, para albergar as Comendadeiras da Ordem de Avis. A sua maior riqueza é o altar, todo em prata, obra que esteve a cargo de João Frederico Ludovico.
Artistas:
José Pedro Croft (Porto, 1957) Um dos mais relevantes artistas portugueses, trabalha com escultura e desenho
Didier Fiuza Faustino (Chennevières-sur-Marne, França, 1968) Arquitecto, define-se como um “alquimista visual”. Vive e trabalha entre Paris e Lisboa

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS (sede)
A sede da Caixa Geral de Depósitos, patrocinador oficial do Lisbon Week, irá receber a exposição colectiva “Reflexos de Lisboa”. Esta mostra irá revelar os vencedores de um concurso de fotografia que procurou encontrar diferentes olhares e visões da cidade. 
Artista:
António Ole".

Transportes

Comboio: Rossio

Metro: Marquês de Pombal

Autocarros: 91, 702, 706, 709, 711, 712, 713, 720, 723, 726, 727, 736, 738, 744, 746, 748, 753, 783

10 de Maio, 2012: Lançamento de Livro - INTROSPECTIVA, FILIPE ALARCÃO, DESIGNER


MUDE - Museu do Design e da Moda 
R. Augusta, 24
1100-053 Lisboa


Transportes
Metro: Baixa-Chiado, Terreiro do Paço, Rossio
Autocarros: 7, 28, 35, 36, 40, 74, 91, 706, 709, 711, 71, 732, 744, 745, 746, 759, 760, 781, 782, 794
Eléctricos: 12, 15, 18, 25 e 28
Barco: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré, Santa Apolónia

14 de Março a 27 de Maio, 2012: BESphoto - 8ª Edição

Red Series (Militares) 
[Red Series]
Sem Tí­tulo (Old Prussian), 2000
(dí­ptico)
Fotografia digital (processo Lightjet) em papel Fuji Crystal Archive
180 x 100 cm, cada

DUARTE AMARAL NETTO | MAURO PINTO | ROSANGELA RENNÓ | CIA DE FOTO  
Seleccionados para o Prémio BES photo 2012

"Foram anunciados os nomes dos artistas que irão participar na 8ª edição do prémio BES photo, a segunda duplamente marcada pelo estatuto internacional que o prémio adquiriu - não só pelo alargamento do âmbito de selecção dos artistas que poderão ser de nacionalidade portuguesa, brasileira ou dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s), como pela itinerância da exposição que, após ser apresentada no Museu Berardo, estará patente na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

A escolha de quatro artistas internacionais nomeados foi efectuada pelos três membros do Júri de Selecção da 8ª edição do BES photo que acompanharam o panorama expositivo da fotografia no período a que reporta o prémio, e que, individualmente representam o triângulo geográfico referido – Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil); Delfim Sardo, curador, crítico de arte e professor (Portugal) e Bisi Silva, curadora e fundadora/directora do Centro de Arte Contemporânea de Lagos, CCA Lagos (Nigéria).

O BES, Museu Berardo e Pinacoteca do Estado de São Paulo juntam-se assim com o intuito de promover a criatividade e integração dos artistas plásticos contemporâneos de língua portuguesa no panorama internacional e com a ambição de construírem aquele que será o maior prémio de arte contemporânea do Atlântico Sul.

À semelhança da passada edição que marcou a internacionalização do Prémio, os artistas seleccionados apresentarão os seus trabalhos no Museu Colecção Berardo numa primeira exposição com inauguração a 14 de Março, e que, itinerará para a Pinacoteca do Estado de São Paulo onde será apresentada entre Junho e Agosto de 2012.

Inauguração dia 14 de Março, quarta-feira, às 19h.
Exposição patente até 27 de Maio no museu Coleção Berardo.
De 16 de Junho a 5 de Agosto na Pinacoteca do Estado de São Paulo."

Transportes
Autocarros: 28/714/727/729/732/751
Eléctrico: 15
Comboio: Belém
Barco: Belém 

Fonte:
Imagem:

até 13 de Junho, 2010: Exposição - "TÉRMICO", GABRIELA ALBERGARIA

""Térmico", no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, é o momento oportuno para o reconhecimento de um caso singular da arte portuguesa. E de uma obra que encontra nos espaços naturais o material do seu fazer.
Uma árvore tombada em cuja base alguém acoplou um parafuso. Uma massa de terra feita escultura e destituída de fertilidade. Outra árvore e um desenho de fundo que, juntos, criam um cenário. Um desenho de uma paisagem. Eis a descrição possível das obras que Gabriela Albergaria (Vale de Cambra, 1965) apresenta em "Térmico", exposição individual, com curadoria de Delfim Sardo, que fica no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, até meados de Junho. Ao todo, são três desenhos e duas esculturas em que as técnicas da botânica "servem" como dispositivos da arte dirigidos à experiência e ao conhecimento do espectador - descubram no pavilhão os ramos de árvores que "são" desenhos, ou a matéria orgânica como forma escultórica.
É esta capacidade de "trabalhar", com várias disciplinas (desenho, escultura, fotografia), espaços e lugares associados ao universo da natureza - como os jardins, as florestas, as estufas - que faz de Gabriela Albergaria um caso singular da arte portuguesa. O seu percurso permanece porém, relativamente "secreto", pelo que se justifica o devido "flashback". Façamo-lo.
Formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, desceu no início dos anos 90 a Lisboa, tendo aí desenvolvido a primeira fase da sua carreira. Expôs gravura na Galeria Monumental, trabalhou em ilustração e ensinou na Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, antes de conseguir em 2000 uma bolsa enquanto artista residente no programa internacional da Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim. Desde então vive na capital alemã e expõe com mais frequência no estrangeiro do que em Portugal.
As razões que ditaram a partida foram prosaicas - necessidade de tempo para desenvolver o trabalho, fuga às preocupações económicas -, mas as consequências da deslocação acabaram por ditar um salto. "Já tinha abordado antes o tema dos jardins, mas em Berlim comecei a estabelecer uma relação especial com os espaços e o exterior, ao perceber a forma como as pessoas viviam os lugares. Isso ajudou-me a pensar mais especificamente o meu trabalho à volta das questões da natureza", recorda. O confronto do corpo com a cidade também contribuiu para outras coordenadas. "Foi lá que passei a aumentar os desenhos, pois tinha um estúdio muito maior. Comecei, também, a fazer outras coisas em termos de escala, porque vivia-a de outra maneira".
Outro momento relevante: a série de visitas que Gabriela Albergaria realizou a jardins e parques, acompanhada do curador e historiador Peter Lang. Não apenas na Alemanha, mas também na Polónia e na República Checa. "Interessava-me, sobretudo, a relação desses povos com a natureza. Visitámos, por exemplo, o jardim Dessau-Wörlitz [construído no final do século XVIII e inspirado nos ideais do iluminismo] e o Bad Muskau, criado pelo conde Fürst Pückler, com amostras de alguns cultivos da Alemanha e uma pirâmide de terra sob a qual está sepultada a amante do conde".

Uma natureza substituta
O jardim como espaço de vivência física e emocional é o tópico central de "Un jardin à ma façon" (2006), obra apresentada pela primeira vez no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris e refeita para "Térmico". Consiste numa peça inspirada na correspondência de Calouste Gulbenkian com o arquitecto da sua casa/jardim de campo Les Enclos. A artista desenhou, a lápis de cor e sobre papel, um dos caminhos descritos pelo coleccionador; depois, paralelo ao desenho, colocou uma árvore caída num suporte de madeira. Pela sua qualidade formal e estética, é uma das peças mais desconcertantes: os ramos parecem desenhos tridimensionais e o desenho de fundo ganha a qualidade de um cenário.
A artista, no entanto, mostra-se pouco inclinada para certas categorias. "Gosto de criar nas minhas peças um conjunto de harmonias, não tenho medo do belo. Mas creio que o meu trabalho se afasta desse conceito. É mais importante para mim a questão da experiência. Não me interessa a via mística, mas desejo que as pessoas tenham uma relação com as peças que não passe apenas pelo olhar". De facto, é difícil descortinar o "belo" na escultura "Árvore com parafuso" (2010). Sem raiz, substituída por um parafuso de aço galvanizado, suspenso por cabos e atravessado por espigões, o tronco de uma acácia configura um ser uma situação tão violenta quanto artificial. Não há vestígios de paisagem, apenas um objecto que se desenha no espaço e delimita a presença do corpo do espectador.
Um desafio semelhante à percepção do objecto e do espaço toma forma em "Couche Sourde" (2010), inspirada numa técnica homónima de cultivo. Explica a artista: "É um método de germinar sementes através do composto e do adubo, e que existia antes das estufas. A terra, quando está a formar o composto, ganha calor e força a semente a abrir. Concebi-a em Oxford durante a residência no Botanic Garden, onde existe um arboreto com uma área de terra com composto orgânico. Interessou-me o volume, a cor, o facto de ser uma matéria simples, as possibilidades que oferece". Entretanto, a artista prensou a terra (através do processo da cofragem) e retirou-lhe oxigénio, impedindo a germinação. No seu lugar, criou um objecto artístico, uma escultura que, vista de um ângulo particular, sugere uma linha no espaço, sem volume ou espessura.
Voltemos a um dos motivos mais recorrentes na obra de Gabriela Albergaria: o jardim. Afinal de que forma a artista o aborda? Como material, dispositivo, tema? "Para mim é uma espécie de substituto da 'natureza pura'", responde. "Se num primeiro momento surge e surgiu como fascínio, é na sua analise exaustiva que encontro sentido. Na vivência do espaço físico ou nas impressões do local, físicas e mentais. Passear num espaço natural é para mim uma forma de 'desacelerar' e de me relacionar com outro tempo com as coisas". O jardim, resume, é "um ponto de partida para pensar sistemas de conhecimento e de poder".

Novas formas de vida
"Under An Artificial Sky", o segundo desenho de "Térmico", é um bom exemplo desse entendimento. Gabriela Albergaria reconstituiu um cenário natural de uma das mais importantes estufas da Alemanha, construída na ilha de Pfaeuninsel e destruída num incêndio em 1880. De grandes dimensões, envolvendo o espectador, o desenho deixa entrever pequenas invasões, desenhos sobre desenhos, uma ficção: flores e plantas exóticas misturadas com a flora local. Gabriela Albergaria alude, assim, a uma situação de artificialidade (a estufa) e à colonização das plantas em território europeu. E, dessa forma, interroga não apenas as fronteiras entre o natural e o artificial, mas também o seu próprio processo de trabalho. "Ao criar uma relação privilegiada e até de encantamento, uma estufa torna-se mais real do que o próprio jardim exterior que a envolve. E eu, ao importar técnicas da agricultura para o meu trabalho, crio plantas fora do seu ambiente natural, e até novas formas de vida". A artificialidade da natureza perante a artificialidade da arte, como acontece exemplarmente em "Un jardin à ma façon"?
A meio do primeiro piso, revela-se outro desenho. "Foi a última peça que fiz para aqui. Teve vários momentos. Pensei em fazer uma frase desenhada na parede, como noutros projectos, mas escolhi a moldura. Tirei-lhe assim a conotação romântica e ficou um enunciado minimal e poético que aglutina a exposição. Fundamentalmente, o solo numa estufa recolhe o calor do sol e liberta-o durante a noite. Quanto maior a estufa, mais calor retém"."

Campo Grande, 245Fachada Museu da Cidade1700-091 begin_of_the_skype_highlighting 1700-091 end_of_the_skype_highlighting Lisboa
Transportes
Metropolitano: Linha verde / estação Campo Grande Autocarros: 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777
Horário
Terça a Domingo das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 18:00h
Encerra 2ª feira e feriados

Fontes:
http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=256707
http://www.museudacidade.pt/Visitas/Paginas/default.aspx
Imagem:
http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_10801668423040237.jpg

até 13 de Junho, 2010: Exposição - "TÉRMICO", GABRIELA ALBERGARIA

""Térmico", no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, é o momento oportuno para o reconhecimento de um caso singular da arte portuguesa. E de uma obra que encontra nos espaços naturais o material do seu fazer.
Uma árvore tombada em cuja base alguém acoplou um parafuso. Uma massa de terra feita escultura e destituída de fertilidade. Outra árvore e um desenho de fundo que, juntos, criam um cenário. Um desenho de uma paisagem. Eis a descrição possível das obras que Gabriela Albergaria (Vale de Cambra, 1965) apresenta em "Térmico", exposição individual, com curadoria de Delfim Sardo, que fica no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, até meados de Junho. Ao todo, são três desenhos e duas esculturas em que as técnicas da botânica "servem" como dispositivos da arte dirigidos à experiência e ao conhecimento do espectador - descubram no pavilhão os ramos de árvores que "são" desenhos, ou a matéria orgânica como forma escultórica.
É esta capacidade de "trabalhar", com várias disciplinas (desenho, escultura, fotografia), espaços e lugares associados ao universo da natureza - como os jardins, as florestas, as estufas - que faz de Gabriela Albergaria um caso singular da arte portuguesa. O seu percurso permanece porém, relativamente "secreto", pelo que se justifica o devido "flashback". Façamo-lo.
Formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, desceu no início dos anos 90 a Lisboa, tendo aí desenvolvido a primeira fase da sua carreira. Expôs gravura na Galeria Monumental, trabalhou em ilustração e ensinou na Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, antes de conseguir em 2000 uma bolsa enquanto artista residente no programa internacional da Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim. Desde então vive na capital alemã e expõe com mais frequência no estrangeiro do que em Portugal.
As razões que ditaram a partida foram prosaicas - necessidade de tempo para desenvolver o trabalho, fuga às preocupações económicas -, mas as consequências da deslocação acabaram por ditar um salto. "Já tinha abordado antes o tema dos jardins, mas em Berlim comecei a estabelecer uma relação especial com os espaços e o exterior, ao perceber a forma como as pessoas viviam os lugares. Isso ajudou-me a pensar mais especificamente o meu trabalho à volta das questões da natureza", recorda. O confronto do corpo com a cidade também contribuiu para outras coordenadas. "Foi lá que passei a aumentar os desenhos, pois tinha um estúdio muito maior. Comecei, também, a fazer outras coisas em termos de escala, porque vivia-a de outra maneira".
Outro momento relevante: a série de visitas que Gabriela Albergaria realizou a jardins e parques, acompanhada do curador e historiador Peter Lang. Não apenas na Alemanha, mas também na Polónia e na República Checa. "Interessava-me, sobretudo, a relação desses povos com a natureza. Visitámos, por exemplo, o jardim Dessau-Wörlitz [construído no final do século XVIII e inspirado nos ideais do iluminismo] e o Bad Muskau, criado pelo conde Fürst Pückler, com amostras de alguns cultivos da Alemanha e uma pirâmide de terra sob a qual está sepultada a amante do conde".

Uma natureza substituta
O jardim como espaço de vivência física e emocional é o tópico central de "Un jardin à ma façon" (2006), obra apresentada pela primeira vez no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris e refeita para "Térmico". Consiste numa peça inspirada na correspondência de Calouste Gulbenkian com o arquitecto da sua casa/jardim de campo Les Enclos. A artista desenhou, a lápis de cor e sobre papel, um dos caminhos descritos pelo coleccionador; depois, paralelo ao desenho, colocou uma árvore caída num suporte de madeira. Pela sua qualidade formal e estética, é uma das peças mais desconcertantes: os ramos parecem desenhos tridimensionais e o desenho de fundo ganha a qualidade de um cenário.
A artista, no entanto, mostra-se pouco inclinada para certas categorias. "Gosto de criar nas minhas peças um conjunto de harmonias, não tenho medo do belo. Mas creio que o meu trabalho se afasta desse conceito. É mais importante para mim a questão da experiência. Não me interessa a via mística, mas desejo que as pessoas tenham uma relação com as peças que não passe apenas pelo olhar". De facto, é difícil descortinar o "belo" na escultura "Árvore com parafuso" (2010). Sem raiz, substituída por um parafuso de aço galvanizado, suspenso por cabos e atravessado por espigões, o tronco de uma acácia configura um ser uma situação tão violenta quanto artificial. Não há vestígios de paisagem, apenas um objecto que se desenha no espaço e delimita a presença do corpo do espectador.
Um desafio semelhante à percepção do objecto e do espaço toma forma em "Couche Sourde" (2010), inspirada numa técnica homónima de cultivo. Explica a artista: "É um método de germinar sementes através do composto e do adubo, e que existia antes das estufas. A terra, quando está a formar o composto, ganha calor e força a semente a abrir. Concebi-a em Oxford durante a residência no Botanic Garden, onde existe um arboreto com uma área de terra com composto orgânico. Interessou-me o volume, a cor, o facto de ser uma matéria simples, as possibilidades que oferece". Entretanto, a artista prensou a terra (através do processo da cofragem) e retirou-lhe oxigénio, impedindo a germinação. No seu lugar, criou um objecto artístico, uma escultura que, vista de um ângulo particular, sugere uma linha no espaço, sem volume ou espessura.
Voltemos a um dos motivos mais recorrentes na obra de Gabriela Albergaria: o jardim. Afinal de que forma a artista o aborda? Como material, dispositivo, tema? "Para mim é uma espécie de substituto da 'natureza pura'", responde. "Se num primeiro momento surge e surgiu como fascínio, é na sua analise exaustiva que encontro sentido. Na vivência do espaço físico ou nas impressões do local, físicas e mentais. Passear num espaço natural é para mim uma forma de 'desacelerar' e de me relacionar com outro tempo com as coisas". O jardim, resume, é "um ponto de partida para pensar sistemas de conhecimento e de poder".

Novas formas de vida
"Under An Artificial Sky", o segundo desenho de "Térmico", é um bom exemplo desse entendimento. Gabriela Albergaria reconstituiu um cenário natural de uma das mais importantes estufas da Alemanha, construída na ilha de Pfaeuninsel e destruída num incêndio em 1880. De grandes dimensões, envolvendo o espectador, o desenho deixa entrever pequenas invasões, desenhos sobre desenhos, uma ficção: flores e plantas exóticas misturadas com a flora local. Gabriela Albergaria alude, assim, a uma situação de artificialidade (a estufa) e à colonização das plantas em território europeu. E, dessa forma, interroga não apenas as fronteiras entre o natural e o artificial, mas também o seu próprio processo de trabalho. "Ao criar uma relação privilegiada e até de encantamento, uma estufa torna-se mais real do que o próprio jardim exterior que a envolve. E eu, ao importar técnicas da agricultura para o meu trabalho, crio plantas fora do seu ambiente natural, e até novas formas de vida". A artificialidade da natureza perante a artificialidade da arte, como acontece exemplarmente em "Un jardin à ma façon"?
A meio do primeiro piso, revela-se outro desenho. "Foi a última peça que fiz para aqui. Teve vários momentos. Pensei em fazer uma frase desenhada na parede, como noutros projectos, mas escolhi a moldura. Tirei-lhe assim a conotação romântica e ficou um enunciado minimal e poético que aglutina a exposição. Fundamentalmente, o solo numa estufa recolhe o calor do sol e liberta-o durante a noite. Quanto maior a estufa, mais calor retém"."

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Fontes:
http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=256707
http://www.museudacidade.pt/Visitas/Paginas/default.aspx
Imagem:
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