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9 de Março, 2012: Festa - O LADO F DA CRISE

 ZDB, Rua da Barroca n.º 59

Contorcionismo
DJs
Dança
Cinema
Performances
Bandas
Leituras

Entrada livre

Rede 8 de Março:
UMAR
SOS Racismo
ComuniDária
Precários Inflexíveis
Panteras Rosa
Clube Safo

Também estão connosco:
ACEGIS
AMPLOS
Associação Lusofonia Cultura e Cidadania
Diálogo e Acção - Hip-Hop pela paz
Grupo Transexual Portugal
ILGA
Médicos pela Escolha
Opus Gay

"Para comemorar o 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres, no tempo em que a crise e a austeridade ameaçam todos os direitos, os que temos e os que ainda queremos conquistar, decidimos contrariar o conformismo e o isolamento e festejar a luta feminista. Juntamos movimentos sociais e lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto. Propomos uma festa onde todas as pessoas tenham lugar, um espaço livre de opressões e preconceitos, no qual as mulheres são as protagonistas. O lado feminista da crise é o da festa e o da força da nossa resposta – ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.

NÃO QUEREMOS VOLTAR AO SÉC. XIX. As medidas de austeridade são apregoadas como a única resposta à crise, diminuindo drasticamente direitos e apoios sociais, reduzindo o valor do trabalho, das reformas e o investimento público, privatizando serviços públicos. A quem trabalha, mais pobre e mais frágil, é pedido que pague uma crise pela qual não é responsável. Esta estratégia, tornada mais brutal por imposição da troika e pelo governo das direitas, só traz recessão económica, desemprego e pobreza generalizada. O desemprego está nos 14% e mais de metade destas pessoas não tem acesso ao subsídio de desemprego. Há, então, cerca de 500 mil mulheres desempregadas e milhares sem qualquer fonte de rendimento.

A situação é difícil não só no plano da desigualdade mas também no plano das condições de possibilidade da emancipação das mulheres. Na sua maioria, votadas ao desemprego ou à precariedade laboral, sem protecção e apoio social, sem serviços públicos que assegurem os cuidados com as crianças e com as pessoas idosas, as mulheres veem-se obrigadas a voltar para casa e aí permanecem aprisionadas a uma condição que volta a ter os contornos da dos séculos passados, porque a mesma estrutura sexista subsiste e continua a organizar a nossa sociedade estipulando os papéis sociais que cada pessoa deve ter. Estamos, de facto, a voltar atrás no tempo: as mulheres jovens dificilmente saem de casa e se tornam independentes, com menos direitos as mulheres trabalhadoras ficam mais vulneráveis em relação aos patrões e as desempregadas estão mais dependentes do apoio da família, porque do Estado pouca ajuda têm. Se a maioria das mulheres continua a ser mão-de-obra mais barata, a vida das mulheres imigrantes, em particular, é ainda mais austera porque subjugada também por uma cidadania diminuída, pela discriminação e pelo preconceito. Também o trabalho sexual não pode continuar a ser exercido sem direitos, nem protecção social. Actrizes, dançarinas ou prostitutas, as mulheres estão presentes na indústria do sexo e o seu trabalho tem urgentemente de ser reconhecido. A desigualdade, enraizada socialmente, alimenta-se da crise económica e o sexismo encontra aí um campo de reafirmação, tal como a ideologia da austeridade se torna mais forte quanto mais vulneráveis e oprimidas forem as mulheres, enquanto trabalhadoras e enquanto cidadãs. É preciso uma mobilização feminista contra a crise."

Transportes
Comboio: Rossio, Cais do Sodré
Metro: Restauradores, Rossio, Baixa-Chiado
Autocarros: 1/36/40/44/60/91/709/711/714/732/745/758/759
Eléctrico: 12/15/28

3 a 27 de Dezembro, 2010: Programação - CASA DA ACHADA

"UM FIM DE SEMANA DIFERENTE NA CASA DA ACHADA
17 de Dezembro das 15h às 20h
18 e 19 de Dezembro das 11h às 20h
São três dias, um fim de semana, diferentes na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio. De sexta-feira, dia 17, a domingo, dia 19, haverá venda de livros usados, vinis, cêdês e de obras de arte para angariação de fundos para a Casa da Achada.
Há também uma programação diferente para sábado e domingo:
Sábado, 18 de Dezembro
16h00 - Visita Guiada por Sílvia Chicó à Exposição «50 anos de Pintura e de Desenho – 2» de Mário Dionísio e artistas seus amigos
18h00 - Canções pelo Coro da Achada
Domingo, 19 de Dezembro
15h30 às 17h30 - Última sessão da oficina Prendas sou eu que as faço com Eupremio Scarpa
18h00 - Apresentação de Fantoches, resultado da oficina de Novembro: Guignol de Jacques Prévert

Fim de semana diferente
E NA CASA DA ACHADA CONTINUAM AS SESSÕES HABITUAIS…

CICLO DE CINEMA: REALIZADORES DE UMA SÓ LONGA-METRAGEM
Segundas-feiras às 21h30
Neste mês termina o ciclo de cinema dedicado a realizadores que, pelos mais variados motivos, só fizeram uma longa-metragem. O actor e realizador L. Q. Jones, a actriz Barbara Loden, o músico e produtor James William Guercio e o realizador Paul Meyer encerram este ciclo de cinema.
Todos os filmes são apresentados, comentados e discutidos.
Segunda-feira, 6 de Dezembro às 21h30
Um rapaz e seu cão de L. Q. Jones (A boy and his dog, 1975, 91 min.)
Apresentação por João Pedro Bénard
Segunda-feira, 13 de Dezembro às 21h30
Wanda de Barbara Loden (1970, 105 min.)
Apresentação por Amarante Abramovici
Segunda-feira, 20 de Dezembro às 21h30
O polícia da estrada de James William Guercio (Electra glide in blue, 1973, 114 min.)
Segunda-feira, 27 de Dezembro às 21h30
Déjà s'envole la fleur maigre de Paul Meyer (1960, 87 min.)
Apresentação por Pedro Rodrigues
Realizadores de uma só longa-metragem
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
D. Quixote de Cervantes
Sexta-Feira, 3 de Dezembro às 18h
7.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros referidos num depoimento de Mário Dionísio sobre «Os livros da minha vida».
Hélia Correia fala de D. Quixote de Cervantes.

Livros das nossas vidas - D. Quixote
MÁRIO DIONÍSIO, UM ESCRITOR
Monólogo a duas vozes
Sexta-feira, 10 de Dezembro às 18h
8ª sessão de uma série sobre livros de Mário Dionísio.
Maria Alzira Seixo fala do livro de contos Monólogo a duas vozes, publicado em 1986.
Mário Dionísio, escritor - Monólogo a duas vozes
ITINERÁRIOS - 5
Uma conversa com João Paiva
Projecção de Gravura: esta mútua aprendizagem de Jorge Silva Melo
Sábado, 11 de Dezembro às 18h
O que é ser litógrafo. Do trabalho operário ao trabalho artístico. O contacto dum operário com os artistas da Gravura. O que aprendeu, o que ensinou. Actividade profissional, actividade política. A prisão nos anos 50. A vida depois da reforma.
Projecção de Gravura: Esta mútua aprendizagem (2008) de Jorge Silva Melo sobre a Cooperativa Gravura, que inclui um depoimento de João Paiva, entre muitos outros, entre os quais Charrua, Bartolomeu Cid, Guilherme Parente, Júlio Pomar, Manuel Torres, Nikias Skapinakis, Paula Rego… Com a presença do autor.
Itinerários - João Paiva
OFICINA: PRENDAS SOU EU QUE AS FAÇO
Fazer o que presta a partir do que não presta - 3
Domingos, 5, 12 e 19 de Dezembro, das 15h30 às 17h30
Com Eupremio Scarpa fazem-se prendas de materiais que costumam ir para o lixo.
A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.
Oficina Prendas sou eu que as faço
CONTINUA O CICLO PALETA E O MUNDO II
Leitura colectiva
Todas as segundas-feiras às 18h30
Continua o Ciclo A Paleta e o Mundo II: leitura da 4ª parte da obra A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, com projecção de imagens, «Durante as grandes Tempestades». Lê-se o capítulo «Sorrir e gritar» sobre a arte da primeira metade do século XX.




Todas as actividades na Casa da Achada são de entrada livre.
Ciclo A Paleta e o Mundo II
SABIA QUE?
... pode consultar o catálogo da Biblioteca Mário Dionísio e Maria Letícia na nossa página?
... pode ver, também na nossa página, a programação da Casa da Achada?
... até Abril de 2011 pode ver a exposição «50 anos de pintura e desenho» com obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos?
Exposição Mário Dionísio

O CORO DA ACHADA CANTA:

FESTA DOS 20 ANOS DO SOS RACISMO
Quarta-feira, 8 de Dezembro às 21h30 no Clube Ferroviário
O Coro da Achada canta no Clube Ferroviário, em Lisboa (Santa Apolónia), na festa de comemoração dos 20 anos do SOS Racismo - Um Planeta, Muitas Culturas.
Na mesma noite em que canta o Coro da Achada, também se juntam João Afonso; Mimi; Maio Gumbé; Tó Trips & Zé Pedro; Maria  Viana & Daniel Hewson; Tano Brancamenta; Rini Luyks; King Mokadi e JP Simões.
A entrada é livre até às 21h30, a partir dessa hora o custo da entrada é de 5€.

UM FIM DE SEMANA DIFERENTE NA CASA DA ACHADA
Sábado, 18 de Dezembro às 18h
O Coro da Achada canta na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio no fim de semana diferente."
  
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio