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25 de Novembro, 2013: Apresentação - RELATÓRIO DO OBSERVATÓRIO DAS MULHERES ASSASSINADAS

Entrada livre
União de Mulheres Alternativa e Resposta
Rua da cozinha económica Bloco D, 30 M e N, Lisboa

"Na próxima 2ª feira, dia 25 de Novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, o CCIF/UMAR acolhe a apresentação do relatório do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, por Elisabete Brasil e restante equipa do observatório".

Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 714, 720, 727, 728, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

18 de Outubro, 2013: Cinedebate - ANJOS DO SOL



"A Sexta Cultural da Casa do Brasil de Lisboa e o projeto ISI contra a Violência de Género, promovido pela associação UMAR com o apoio financeiro da CIG, POPH/QREN e FSE, têm o prazer de a /o convidar para a exibição do filme “Anjos do Sol” de Rudi Lagemann.

Após a exibição do filme será realizado um debate sobre o tema do Tráfico de Meninas e Mulheres no dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos.

Entrada livre"
.


Transportes:
Metro: Baixa-Chiado




Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré




Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 714, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28 

Elevadores: Bica, Glória

27 de Janeiro, 2013: Oficina de Capacitação - BÊ-A-BÁ DA MECÂNICA

Sede da UMAR: Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços 30-M e 30-N, Alcântara

"Dinamizadora: Carmen Germano
Horário: 14h30 às 18h30
Inscrições para: umar.sede@sapo.pt até dia 24.1.2013

As oficinas são gratuitas, de forma a garantir a participação de todas as mulheres que queiram participar, independentemente da sua situação económica. No entanto, agradece-se um apoio solidário quando possível, com vista a contribuir para a sustentabilidade da iniciativa e do CCIF. 
 
We can do it! Ciclo de oficinas de capacitação
We can do it! (em português, podemos fazê-lo!) foi o mote de uma campanha lançada pelaWestinghouse Electric Corporation [1] em 1943, durante a II Guerra Mundial. A imagem foi inicialmente usada não tanto como símbolo de emancipação das mulheres americanas mas como estratégia de propaganda para motivar (e disciplinar) as trabalhadoras face às necessidades de aumento da produção geradas por uma economia de guerra. Rosie, a rebitadora – como veio a ser designado o ícone habitualmente associado a esta imagem – glorificava o ideal da mulher forte, competente, vestida de macacão, e foi introduzida como símbolo da mulher patriótica de um país em guerra. Na prática, Rosie não desafiava os papéis de género, apenas transferia para a fábrica as responsabilidades tradicionalmente atribuída às mulheres.[1][2]
A imagem veio a ser apropriada pelas feministas a partir da década de 80 e veio a ser, mais tarde, um ícone de emancipação feminina. No pós-guerra, quando predominaram as pressões para o “regresso ao lar”, os movimentos feministas foram afirmando uma política identitária contra a desigualdade de género, numa altura em que o trabalho era uma área explícita de disputa. A apropriação desta imagem pelo feminismo foi, assim, o resultado de esforços de enquadrar a solidariedade feminista como uma identidade social expressiva, unindo experiências comuns numa sociedade patriarcal.[2][3]

Com estas oficinas pretende-se criar um espaço onde seja possível desenvolver capacidades e competências básicas para o desenvolvimento de actividades com que nos defrontamos no nosso dia-a-dia, em contextos diversos. Assumindo que o combate à segregação profissional e social passa pela desconstrução de preconceitos e estereótipos, assim como pela valorização do trabalho, o ciclo de oficinas tanto abrange áreas de competência tradicionalmente masculinas, como procura revalorizar tarefas tradicionalmente atribuídas às mulheres, consideradas menores e enquadradas em trabalho feminino não pago ou mal pago. Inclui também actividades tecnologicamente inovadoras e outras áreas de grande utilidade para os activismos feministas. Incluirá actividades tão variadas como mecânica, webdesign, stencils, alimentação ou electricidade.

[1] Kimble, James J., Olson, Lester C. (2006). "Visual Rhetoric Representing Rosie the Riveter: Myth and Misconception in J. Howard Miller's 'We Can Do It!' Poster". Rhetoric & Public Affairs 9 (4): 533–569
[2] Endres, Kathleen L. (2006). "Rosie the Riveter". In Dennis Hall, Susan G. Hall. American icons: an encyclopedia of the people, places, and things. 1. Greenwood. p. 601.
[3] Sharp, Gwen; Wade, Lisa (January 4, 2011). "Sociological Images: Secrets of a feminist icon".Contexts10 (2): 82–83".


Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

8 de Dezembro, 2012: Curso Livre - TRAVALHO, DISCRIMINAÇÕES E ASSÉDIO SEXUAL

"No próximo Sábado, dia 8 de Dezembro, o projecto big~Ei, promoverá o Curso Livre “Trabalho, discriminações e assédio sexual” das 14h30 às 18h30 no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços 30M e 30N, Alcântara, Lisboa).
A realização deste Curso Livre pretende promover o debate em torno das questões da discriminação no trabalho, das desigualdades salariais, da legislação vigente em diferentes países relativamente ao assédio sexual e do desemprego e precariedade no feminino em tempos de austeridade. A visualização do filme "Terra Fria", representativo de uma série de discriminações ocorridas em contexto de trabalho pretende, assim, proporcionar uma reflexão antes das intervenções de cada oradora seguidas pelo debate.
 
Trabalho, discriminações e assédio sexual
 
14h30Recepção de participantes
 
15h – Visualização do filme “Terra Fria”
Sinopse: Josey Aimes apenas quer um emprego digno que lhe permita sustentar os seus filhos. O que ela encontra são ameaças, insultos, piropos, apalpadelas, ataques e desfeitas. O seu chefe aconselha-a a “encarar a situação como um homem”, mas o que ela faz é reagir como um ser humano, e revoltar-se.
Charlize Theron interpreta Josey em North Country – Terra Fria, a história de um grupo de mulheres que foram contra os estereótipos de género com os seus empregos nas minas de ferro do Minnesota… e fizeram história lançando o primeiro processo judicial colectivo por discriminação e assédio sexual no lugar de trabalho.
 
17h - Pausa
 
17h15 – Mesa Redonda e Debate:
Discriminações no Trabalho e Desigualdade Salarial, Sandra Ribeiro (Presidente da CITE)
O assédio sexual – análise comparativa da legislação de diferentes países, Tatiana Silva (Jurista)
Desemprego e precariedade no feminino, Lídia Fernandes (Membro da Direcção da UMAR)
Moderação/Relatora: Maria Viegas (Socióloga)
 
 
As inscrições deverão ser feitas para o email do projecto – projectobig.ei@gmail.comaté dia 6 de Dezembro. No acto da inscrição é essencial referir se virá a ambos os momentos do Curso Livre (filme e debate) ou se apenas a um (filme ou debate) referindo em qual pretende estar presente.
 
Cristina Pires, Joana Sales e Irene Rodrigues (Projecto big~Ei)
Manuela Góis e Lídia Fernandes (co-organizadoras)".
 
Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773
 
Fonte e imagem: http://centrodeculturaeintervencaofeminista.wordpress.com/2012/11/30/sab-8-dezembro-curso-livre-trabalho-discriminacoes-e-assedio-sexual/

17, 23 e 29 de Novembro, 2012: Programação - CENTRO DE CULTURA E INTERVENÇÃO FEMINISTA

Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N, Alcântara, Lisboa

"SÁB 17 Novembro, 10h-17h30 Curso Livre Prevenção da Violência de Género 

No âmbito do projecto big~Ei realizar-se-á o 4º Curso Livre intitulado “Prevenção da Violência de Género” no Centro de Cultura e Intervenção Feminista. Pretende-se com a realização deste Curso Livre abordar as questões da Violência de Género através de um enquadramento geral sobre a questão e numa segunda parte abordar diferentes metodologias de intervenção no combate à violência de género.
É ainda importante reflectir-se sobre os principais constrangimentos quando temos conhecimento de uma situação de violência e quais os procedimentos que por norma adoptamos enquanto profissionais. Neste sentido, e após este breve diagnóstico passaremos à reflexão sobre estratégias de intervenção na prevenção da violência de género.
Este curso é dirigido a técnicas/os que actuam no domínio da prevenção e combate à violência de género, a docentes, investigadoras/es desta temática e a quem tenha interesse em aprofundar a temática.
As inscrições são gratuitas mas obrigatórias para o email do projecto até 14 de Novembro: projectobig.ei@gmail.com"



Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773
Fonte e imagem: http://centrodeculturaeintervencaofeminista.wordpress.com/2012/11/04/programacao-cultural-de-novembro/

8 de Novembro, 2012: Conferência - FEMININISMOS NA CATALUNHA E EM PORTUGAL NA DÉCADA INTERNACIONAL DAS MULHERES (1975-1985)

Às 18h.

"Esta semana terá lugar no CCIF uma conferência sobre os feminismos na Catalunha e em Portugal na proclamada Década Internacional das Mulheres pela ONU (1975-1985). As oradoras são as investigadoras Meritxell Ferré Baldrich (co-autora do livro De súbdites a ciutadanes. Dones a Tarragona, 1939-1982) e Manuela Tavares (autora do livro Feminismos, percursos e desafios 1947-2007)".
 
Sede da UMAR
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N Alcântara
mapa


Transportes
Comboio: Alcântara Mar e Alcântara Terra
Eléctricos: 15, 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

Fonte e imagem: http://centrodeculturaeintervencaofeminista.wordpress.com/2012/11/05/qui-8-novembro-18h-feminismos-na-catalunha-e-em-portugal-na-decada-internacional-das-mulheres-1975-1985/

4 de Novembro, 2012: MULHERES E HABITAÇÃO: PESSOAS, CASAS E BAIRROS

"No próximo dia 4 de Novembro, no Centro de Cultura e Intervenção Feminista e no âmbito da nossa Campanha - Mulheres e Habitação : Pessoas, Casas e Bairros . Com testemunhos, apresentação de alguns dados, debate, teatro, exposição, e muito mais. A não perder.

Organização: Clube das Mulheres (Tapada das Mercês), Habita - Colectivo pelo direito à habitação e à cidade, Marcha Mundial de Mulheres Portugal e UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.
Iniciativa integrada na Campanha Feminista Anti-Austeritária".

Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

Fonte e imagem: http://centrodeculturaeintervencaofeminista.wordpress.com/2012/10/29/dom-4-novembro-16h30-mulheres-e-habitacao-pessoas-casas-e-bairros/

30 de Outubro, 2012: Curta-metragem e Debate - PARTE DE MIM

às 20h
"No dia 30 de Outubro será exibida no CCIF a curta-metragem de autoria colectiva Parte de mim, seguindo-se o debate com uma das realizadoras, Patrícia Louro.
Sinopse: Podemos superar as experiências traumáticas que nos marcaram? Através de que métodos? Como influenciam essas experiências quem somos? Que podemos aprender delas? Que podemos ensinar?
Três mulheres e três caminhos que desafiam lugares-comuns sobre a violência de género".

A entrada é livre.
Sede da UMAR
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N Alcântara
mapa
Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

12 de Outubro, 2012: Apresentação de Livro: "AS MULHERES DA FONTE NOVA", de ALICE BRITO

"Amanhã, falar-se-á de As Mulheres da Fonte Nova, de Alice Brito, pelas 18h00, na sede da UMAR (mesmo por cima do Pingo Doce de Alcântara), com a presença da autora e apresentação da obra por Ana Maria Pessoa. Mais: Daniela Gama, Diana Dionísio e Susana Baeta apresentam o espectáculo: «Máquina reprodutora, borralheira, princesa e secretária tiram férias e roem a corda». Um fim de tarde altamente recomendável, para o qual estão tod@s convidad@s!"

UMAR- União de Mulheres Alternativa e Resposta
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N, Alcântara, Lisboa

Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

Outubro, 2012: Programação - UMAR, CENTRO DE CULTURA E INTERVENÇÃO FEMINISTA

Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N, Alcântara, Lisboa

"CURSO LIVRE: Corpos e Sexualidade, uma questão de género na publicidade

10h - Recepção das/os participantes

10h30 - PAINEL I - DIMENSÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL NA CONSTRUÇÃO DE ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS
Susana Costa, Marketeer
Soraya Barreto, Publicitária
Carmen Branco, Account Director
Moderação: Alexandra Alves Luís

11h30 - Pausa

11h45 - PAINEL II - DIMENSÃO ACADÉMICA DAS REPRESENTAÇÕES DE GÉNERO NA PUBLICIDADE
Silvana Monteiro, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Sara Magalhães, Escola de Psicologia da Universidade do Minho
Soraya Barreto, Universidade Nova de Lisboa
Moderação: Joana Sales

12h45 - ENCERRAMENTO
Maria José Magalhães, Presidente da UMAR
Carla Cerqueira, Observatório das Representações de Género
Moderação: Cristina Pires

INSCRIÇÂO GRATUITA mas sujeita a Inscrição até dia 18 de Oututubro para projectobig.ei@gmail.com"

Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773
 
Fonte e imagem: http://centrodeculturaeintervencaofeminista.wordpress.com/2012/10/

27 de Setembro, 2012: UMAR - 1º Aniversário do CCIF

A entrada é livre.
 
Sede da UMAR
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N Alcântara
mapa
 
Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

3 de Maio, 2012: UMAR - FRANCINE BENOIT

A entrada é livre.
 
Sede da UMAR
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N Alcântara
mapa
 
Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

18 de Abril, 2012: Projecção de Documentário - QUEM VAI À GUERRA

às 21h.

"QUEM VAI À GUERRA, um filme de Marta Pessoa que nos traz um discurso feminino sobre a "guerra colonial".

Segue-se debate e temos o privilégio de contar com a participação da realizadora.

A entrada é livre."
 
Sede da UMAR
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N Alcântara
mapa
 
Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773

9 de Março, 2012: Festa - O LADO F DA CRISE

 ZDB, Rua da Barroca n.º 59

Contorcionismo
DJs
Dança
Cinema
Performances
Bandas
Leituras

Entrada livre

Rede 8 de Março:
UMAR
SOS Racismo
ComuniDária
Precários Inflexíveis
Panteras Rosa
Clube Safo

Também estão connosco:
ACEGIS
AMPLOS
Associação Lusofonia Cultura e Cidadania
Diálogo e Acção - Hip-Hop pela paz
Grupo Transexual Portugal
ILGA
Médicos pela Escolha
Opus Gay

"Para comemorar o 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres, no tempo em que a crise e a austeridade ameaçam todos os direitos, os que temos e os que ainda queremos conquistar, decidimos contrariar o conformismo e o isolamento e festejar a luta feminista. Juntamos movimentos sociais e lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto. Propomos uma festa onde todas as pessoas tenham lugar, um espaço livre de opressões e preconceitos, no qual as mulheres são as protagonistas. O lado feminista da crise é o da festa e o da força da nossa resposta – ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.

NÃO QUEREMOS VOLTAR AO SÉC. XIX. As medidas de austeridade são apregoadas como a única resposta à crise, diminuindo drasticamente direitos e apoios sociais, reduzindo o valor do trabalho, das reformas e o investimento público, privatizando serviços públicos. A quem trabalha, mais pobre e mais frágil, é pedido que pague uma crise pela qual não é responsável. Esta estratégia, tornada mais brutal por imposição da troika e pelo governo das direitas, só traz recessão económica, desemprego e pobreza generalizada. O desemprego está nos 14% e mais de metade destas pessoas não tem acesso ao subsídio de desemprego. Há, então, cerca de 500 mil mulheres desempregadas e milhares sem qualquer fonte de rendimento.

A situação é difícil não só no plano da desigualdade mas também no plano das condições de possibilidade da emancipação das mulheres. Na sua maioria, votadas ao desemprego ou à precariedade laboral, sem protecção e apoio social, sem serviços públicos que assegurem os cuidados com as crianças e com as pessoas idosas, as mulheres veem-se obrigadas a voltar para casa e aí permanecem aprisionadas a uma condição que volta a ter os contornos da dos séculos passados, porque a mesma estrutura sexista subsiste e continua a organizar a nossa sociedade estipulando os papéis sociais que cada pessoa deve ter. Estamos, de facto, a voltar atrás no tempo: as mulheres jovens dificilmente saem de casa e se tornam independentes, com menos direitos as mulheres trabalhadoras ficam mais vulneráveis em relação aos patrões e as desempregadas estão mais dependentes do apoio da família, porque do Estado pouca ajuda têm. Se a maioria das mulheres continua a ser mão-de-obra mais barata, a vida das mulheres imigrantes, em particular, é ainda mais austera porque subjugada também por uma cidadania diminuída, pela discriminação e pelo preconceito. Também o trabalho sexual não pode continuar a ser exercido sem direitos, nem protecção social. Actrizes, dançarinas ou prostitutas, as mulheres estão presentes na indústria do sexo e o seu trabalho tem urgentemente de ser reconhecido. A desigualdade, enraizada socialmente, alimenta-se da crise económica e o sexismo encontra aí um campo de reafirmação, tal como a ideologia da austeridade se torna mais forte quanto mais vulneráveis e oprimidas forem as mulheres, enquanto trabalhadoras e enquanto cidadãs. É preciso uma mobilização feminista contra a crise."

Transportes
Comboio: Rossio, Cais do Sodré
Metro: Restauradores, Rossio, Baixa-Chiado
Autocarros: 1/36/40/44/60/91/709/711/714/732/745/758/759
Eléctrico: 12/15/28

26 de Janeiro, 2012: Filme/Debate - SEGUNDAS-FEIRAS AO SOL

Sede da UMAR
Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N Alcântara


"Apresentação do filme "Los lunes al sol" (http://www.culturagalega.org/avg/produccion.php?Cod_prdccn=208&busca=Os+luns+%F3+sol), seguido de debate.
Trata-se de um filme inspirado na vida de dois sindicalistas galegos que, despedidos no processo de reestruturação industrial levado a cabo em 2004 na região de Vigo participaram em manifestações pelo direito ao trabalho, realizadas regularmente em 2004 e 2005, e vieram a ser detidos com base na acusação de causar danos em câmaras de vídeo vigilância durante uma dessas inúmeras manifestações."

Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 28, 714, 720, 724, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773
Fonte e imagem: