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25 de Março a 2 de Abril, 2017: 4.ª Edição - LISBON WEEK

"De 25 de Março a 2 de Abril o LisbonWeek apresenta várias propostas e experiências para viver e redescobrir o Lumiar. “Cada bairro, uma Cidade.” – Será a assinatura da nossa 4ª edição.

Em cada edição o LisbonWeek convida o público, durante uma semana, a explorar um bairro da cidade. Um convite para descobrir não só o património material - através de visitas guiadas a espaços únicos - como também o património imaterial, através de abordagens multidisciplinares e criativas. A partir da dinâmica própria que caracteriza o bairro em destaque, a programação do LisbonWeek é construída para salientar o seu carácter e potencial diferenciador, oferecendo à cidade um produto cultural e artístico que aposta na pluralidade de experiências. O LisbonWeek é uma produção da Actu – Associação Cultural e Turística Urbana com a coprodução da Câmara Municipal de Lisboa. Na edição de 2017 o evento conta ainda com a coprodução da Junta de Freguesia do Lumiar."

Programação

8 de fevereiro a 31 de Março, 2013: ALLAN SEKULA - The Dockers’ Museum

Allan Sekula, Working (Santos), 2010, C-Print, 101,6 x 149,9 cm © Allan Sekula

ALLAN SEKULA - The Dockers’ Museum
Rua Tomás del Negro, 8A, Lisboa
Quarta a Domingo, 15h00 às 19h00

Conversa com Jürgen Bock, 08.02, 19h00
Projeção do filme ‘The Forgotten Space’ (Allan Sekula, Noël Burch), diariamente, 15h00 e 17h00
Visita guiada por Bruno Leitão, 28.02, 18h00
Projeção de filmes de Allan Sekula, 13.03, 19h00
Conferência por Allan Sekula, 28.03, 19h00

A conversa e a conferência são em inglês, entrada gratuita para todos os eventos.

"Allan Sekula (EUA) vive e trabalha em Los Angeles como ativista, artista plástico, escritor e crítico. A sua obra abrange, desde o início da década de 1970, a história e teoria da fotografia, bem como vários projetos centrados em temáticas geopolíticas e da economia. De entre os seus livros destacam-se ‘Photography against the Grain: Essays and Photo Works 1973-1983’, ‘Fish Story’, ‘Geography Lesson: Canadian Notes’, ‘Dismal Science: Photo Works 1972-1996’, ‘Allan Sekula: Dead Letter Office’, ‘Deep Six/Passer au bleu’ e ‘TITANIC's wake’ (versão portuguesa publicada pela Maumaus). É ainda coautor de ‘Five Days That Shook the World: Seattle and Beyond’. Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas, incluindo a 50ª Bienal de Veneza, Documenta X, XI e XII em Kassel e a 29ª Bienal de S. Paulo. Leciona no California Institute of the Arts (Cal Arts) em Valencia (EUA).
A exposição The Dockers’ Museum acontece no âmbito de uma parceria entre o espaço de exposições Lumiar Cité e o La Criée centre d’art contemporain (Rennes, França), onde foi apresentada entre Abril e Maio de 2012, e em colaboração com o M HKA (Antuérpia, Bélgica) e o Stills - Scotland's Centre for Photography (Edimburgo, Reino Unido).
A Maumaus/Lumiar Cité é uma estrutura financiada pelo Secretário de Estado da Cultura/Direção-Geral das Artes.


***

Allan Sekula é um reconhecido fotógrafo, teórico, historiador de fotografia e escritor. Usando fotografias a cores em conjunto com texto, o seu trabalho incide sobre os sistemas econômicos, um assunto que é muitas vezes considerado incompatível com o campo da arte. Os críticos culturais frequentemente consideram a economia como uma questão problemática e de pouco interesse para a prática da arte, embora muitas obras de arte estejam sob a influência inequívoca das forças do mercado.
Para Allan Sekula é irrelevante que a fotografia tenha sido finalmente reconhecida como um outro qualquer meio artístico, ao lado da pintura ou da escultura. Sekula considera que a modéstia do meio e a possibilidade que oferece para obter conhecimento através de uma observação precisa é uma característica sua sobejamente interessante. Contando com a sua capacidade para descrever aspetos dos sistemas económicos no âmbito das artes visuais, através do que é vulgarmente chamado de prática ‘documental’, Sekula procura oferecer uma alternativa clara ao tipo de fotografia que habitualmente é mostrado dentro do sistema contemporâneo de museus e galerias. De acordo com o artista, na sua essência, o sistema referido prepara o trabalho para um «futuro antiquário», que condena a arte a conformar-se como relíquia museológica.
Nos últimos anos, Sekula trabalhou em longos projetos documentais inspirados em acontecimentos políticos contemporâneos, dando origem a sequências e a séries maiores que muitas vezes culminam na publicação de um livro. Nessas publicações, as fotografias são contextualizadas por textos do artista - que estão sempre presentes nas suas exposições - enfatizando o fato de a sua prática também englobar a escrita, juntamente com a produção de trabalho visual. Sekula calibra cada exposição através de uma seleção cuidada das obras para o contexto de um determinado lugar, assim ‘reescrevendo’ uma narrativa própria através de uma reorganização do seu trabalho. Quando desenvolve as suas exposições de local em local, elas de facto conectam cidades e portos, evocando a produção e o fluxo de bens através de uma complexa rede de relações entre cidades portuárias – o objeto da prática de Sekula.
O espaço Lumiar Cité inaugura a exposição The Dockers’ Museum, da qual fazem parte fotografias da série ‘Ship of Fools’ e o filme ‘The Forgotten Space’ (Allan Sekula, Noël Burch). A configuração da exposição é definida, a partir de uma ênfase em caricaturas e objetos relacionados com o mundo dos trabalhadores portuários e marítimos, o que se reflete no próprio título da exposição. Os ‘objetos de interesse’ colecionados pelo artista e as caricaturas por ele apropriadas, não devem ser entendidos como obras de arte, mas eles contextualizam a fotografia e o filme de Sekula, enquanto estes, por sua vez, contextualizam a atividade em curso do artista na coleta desses itens. Sekula encontra os seus ‘objetos de interesse’ em sites de leiloeiras, contrastando a mística ‘velocidade da luz’ da internet com o movimento lento do transporte de cargas - noventa por cento das quais é movida pelo mar.
Tomando o ‘espaço esquecido’ do mar - com os seus 100.000 navios e 1.500.000 trabalhadores – como tema de trabalho, Allan Sekula reflete sobre os efeitos das atuais ideologias neoliberais. O seu trabalho questiona as promessas feitas de um indolor e interminável fluxo de bens e de capital focado no consumo, bem como a negação do trabalho e das suas condições, revelando o impacto abrangente da globalização na vida das pessoas.
Jürgen Bock"

Transportes
Metro: Lumiar
Autocarros: 717, 798

25 de Setembro a 25 de Novembro, 2012: FLORIAN HECKER, ARTICULAÇÃO

25.09 ⏐19h30 Articulação, PERFORMANCE por Florian
Hecker no JARDIM BOTÂNICO, Rua da Escola
Politécnica no 54, Lisboa

26.09 – 25.11. Articulação, EXPOSIÇÃO, LUMIAR CITÉ.

26.09 ⏐19h00 Conversa com Florian Hecker, Lumiar Cité.

25.10 ⏐18h00 Visita guiada à exposição por Bruno Leitão,
Lumiar Cité.

Entrada gratuita para todos os eventos.

"Florian Hecker (1975, Augsburg, Alemanha) vive e trabalha em Kissing e Viena. Das inúmeras exposições individuais, coletivas e performances em que participou podemos destacar: dOCUMENTA (13), Kassel (Alemanha, 2012); Nouveau Festival, Centre Georges Pompidou, Paris (França, 2012); Bienal Internacional de Gotemburgo (Suécia, 2011, 2003); Push and Pull, A two-day performance event, Tate Modern, Londres (Reino Unido, 2011); No night No day, em colaboração com Cerith Wyn Evans, 53a Bienal de Veneza (Itália, 2009); Manifesta 7, Trentino (Itália, 2008); e Bienal de Berlim (Alemanha, 2004).

Nas suas instalações sonoras, performances e edições discográficas, Florian Hecker negoceia com desenvolvimentos particulares na composição musical da modernidade do pós-guerra, com a música eletroacústica, bem como com outras disciplinas. Hecker dramatiza o espaço, o tempo e a autoperceção, isolando eventos auditivos específicos na sua singularidade e, assim, estendendo os limites da sua materialização.

Dando seguimento ao trabalho que apresentou na dOCUMENTA (13), em Kassel (Alemanha), Hecker convidou o filósofo Iraniano Reza Negarestani a contribuir com um libreto experimental, sequela em forma de fábula topológica das suas investigações sobre universalismos e as quimeras da natureza e cultura.

O libreto, originalmente escrito em inglês, desdobra-se numa síntese entre ficção e matemática contemporânea, entre manifesto e teoria, tendo sido traduzido para português de forma livre e interpretativa. Cinco convidados procederam separadamente à leitura do texto, dois em inglês e três em português, numa câmara anecoica, um espaço hermético que impede a maioria dos reflexos sonoros no seu interior. Posteriormente, Hecker submeteu a gravação áudio a um cuidadoso processo psicoacústico, torcendo e trocando as particularidades das gravações de voz e os componentes eletroacústicos.

Como Magnus Schäfer observa, "As interpretações dos oradores do texto, que variam em velocidade, entoação e outras qualidades particulares da voz, são dispostas em camadas e moduladas por uma faixa sonora adicional. O resultado é um fluxo ondulante, em que as palavras e os sons parecem transferir-se perpetuamente de uma voz para outra, a seguinte. Apesar de originalmente ligada ao corpo que a produziu, a voz é assim transformada numa quimera – presente, ainda que existindo apenas num espaço acústico, ainda que no limite da dissolução das palavras em textura, do rasto corporal em vibração imaterial".

O resultado do trabalho do artista é apresentado na forma de Exposição (no espaço Lumiar Cité) e de Performance (no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa).

Coprodução da Maumaus e do Goethe-Institut Portugal, no âmbito da parceria para o Programa Internacional de Residências da Maumaus, e do Festival Cantabile 2012. Em colaboração com o CAPS – Instituto Superior Técnico, o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa - Museu Nacional de História Natural e da Ciência e a Meyer Sound".

Lumiar Cité é um espaço da Maumaus / Lumiar Cité is the exhibition space of Maumaus
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JARDIM BOTÂNICO, Rua da Escola
Politécnica no 54, Lisboa
Transportes:
Metro: Restauradores, Rossio, Baixa-Chiado, Rato
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 758, 773
Eléctrico: 28
 
Transportes:
Metro: Lumiar
Autocarros: 717, 798