2017: Programação - MUSEU DO ORIENTE

Conferências

Ciclo de Conferências - A ÍNDIA RITUAL
"Até 29 Novembro | 18.30 | Entrada livre 

O ciclo A Índia Visual pretende pensar a cultura visual na Índia como ponto de partida para a reflexão de diversas temáticas: arte, religião, política, consumo, género, publicidade, media, entre outras.
As sessões desdobram-se em conferências, mesas redondas e mostras de filmes/documentação audiovisual com a presença de investigadores, académicos e outras personalidades ligadas à Índia e às múltiplas dimensões da cultura visual. Desta forma, será possível levantar questões acerca da Índia contemporânea.
Além da abordagem teórica e temática, dar-se-á continuidade à apresentação e análise de objectos pertencentes à Colecção Kwok On, iniciada no ciclo de conferências A ÍNDIA RITUAL realizada no ano anterior.

Programação
22 Março
3ª Sessão |  Mónica Esteves Reis (CHAIA-UÉ)
Diálogos do Sagrado: as máscaras rituais Bhuta do Sul de Karnataka

19 Abril
4ª Sessão | Jason Fernandes (CRIA-IUL)
As Glórias desconhecidas do Imam: O Silêncio, a Ausência e o Islamicate na Índia da Colecção Kwok On

Próximas sessões, temas e datas, a anunciar. 

Uma organização do Museu do Oriente em colaboração com o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia".



Sexta | 24 março | Entrada livre
com Ernesto Matos
Horário | 18.30
CONFERÊNCIA
A CALÇADA PORTUGUESA NO MUNDO
Nas suas andanças pelo mundo, Ernesto Matos foi capturando imagens soltas e construindo o inventário quase exaustivo deste gosto de atapetar o chão com pequenas pedras de duplas cores, talhadas à mão, colocadas conforme um molde passado a escantilhão, cujo resultado final são desenhos de elaborado efeito ou linhas simples e geométricas, de autores anónimos ou grandes mestres.
É parte deste trabalho de muitos anos, que agora se aborda, na perspectiva de divulgar o património existente em todos lugares por onde andaram os portugueses durante séculos, na Europa, África, América, Ásia e várias ilhas de todo o mundo…
O autor, em todos os países se deparou com um imaginário riquíssimo de motivos onde os valores étnicos e as culturas autóctones parecem ter sido assimiladas e reinterpretadas, quer pelos calceteiros de então quer pelos de hoje, que, em muitos casos, aprendem a recuperar os padrões desde há muito esboroados.
A palestra assenta sobre um conjunto de fotografias que revelam lugares onde se aplicou esta técnica. Macau é um dos pontos onde a representatividade mais evidencia a presença portuguesa, dotando de requinte e de significados humanistas o espaço urbano, quer no exterior quer em interiores.
Em cada fotografia o autor leva-nos a pensar no extenso labor e esforço da diáspora portuguesa pelo globo,  feita de tanta simplicidade e de tanta riqueza, de tanta vontade de marcar para sempre o espaço habitado, como se cada pavimento pudesse ser Padrão.


A palestra conta com a presença de dois experientes calceteiros, Mestre Zé da Clara e Manuel Barbosa.
Mestre Zé da Clara é um antigo calceteiro da região de Fanhões, local onde se formaram nos anos 40 uma geração dos melhor artífices do nosso país e que levaram esta arte um pouco por todo o mundo.
Manuel Barbosa é um calceteiro com larga experiência que desde cedo começou a trabalhar no estrangeiro. Participou na execução de calçadas na Alemanha, Espanha, França, Macau e mais recentemente no Qatar. Em Macau trabalhou na elaboração do emblemático Largo do Senado. Foi também neste local formador para trabalhadores macaenses.


Museu do Oriente | Salão Macau | 4 Abril | Entrada livre
CONFERÊNCIA
TRINTA ANOS DA DECLARAÇÃO CONJUNTA. PORTUGAL, A CHINA E MACAU
No dia 13 de Abril de 1987, os Primeiros Ministros de Portugal e da República Popular da China assinaram, em Pequim, na presença de Deng Xiaoping, a Declaração Conjunta Luso-Chinesa sobre o Futuro de Macau. Esse acordo estabeleceu os termos da transferência de soberania em Macau e abriu um novo ciclo nas relações diplomáticas entre os dois Estados, que se empenharam em garantir as melhores condições para a transição em Macau e concretizaram uma Parceria Estratégica entre Portugal e a China para definir as suas relações no século XXI.

Nesse quadro, a Fundação Oriente, em colaboração com o Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa e o Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, quis reunir um conjunto de personalidades, diplomatas, académicos e jornalistas com uma experiência única das relações luso-chinesas para reflectirem em conjunto sobre a negociação da Declaração Conjunta, o processo de transição em Macau e o futuro das relações entre Portugal e a China.

PROGRAMA
10:00-11:00 | Abertura
Carlos Monjardino, Presidente, Fundação Oriente
Nuno Severiano Teixeira, Director, IPRI-NOVA
José Freitas Ferraz, Director, Instituto Diplomático

Keynote speech
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros

11:00-11:30 | Coffee-break

11:30-13:00 | Primeiro Painel
A DECLARAÇÃO CONJUNTA SINO-PORTUGUESA SOBRE O FUTURO DE MACAU
Moderador : António Caeiro, Jornalista
João de Deus Ramos, Fundação Oriente
José Henriques de Jesus, Economista
Carlos Gaspar, Fundação Oriente
António Vitorino, Notre Europe, Institut Jacques Delors

13:00-14:30 | Intervalo

14:30-16:00 | Segundo Painel
O PROCESSO DE TRANSIÇÃO
Moderador | Natália Carvalho, Antena 1
José Júlio Pereira Gomes, Embaixador
Manuel Magalhães e Silva, Advogado
António Santana Carlos, Consultor Diplomático, Câmara Municipal de Lisboa

16:00-17:30 | Terceiro Painel
O FUTURO DAS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E A CHINA
Moderador : António José Teixeira, RTP
João Costa Pinto, Fundação Oriente
Alexandre Carriço, Instituto de Defesa Nacional
Miguel Santos Neves, Universidade Autónoma de Lisboa

17:30-18:30 |  Encerramento
Keynote speech
Jorge Sampaio, ex-Presidente da República

Carlos Monjardino, Presidente, Fundação Oriente
Nuno Severiano Teixeira, Director, IPRI-NOVA
José Freitas Ferraz, Director, Instituto Diplomático


Exposições
Inauguração - O OLHAR DA SIBILA – CORPORALIDADE E TRANSFIGURAÇÃO

"INAUGURAÇÃO | 5 ABRIL | 18.30
A exposição O Olhar da Sibila – corporalidade e transfiguração constitui uma iniciativa pioneira ao reunir obras de seis coleções institucionais, tais como a Fundação Arpad-Szènes Vieira da Silva, Fundação Caixa Geral de Depósitos, Fundação EDP, Fundação Millennium/ BCP, Fundação Oriente e a Fundação PLMJ.
Sob a metáfora desse olhar, as obras selecionadas, de artistas nacionais e estrangeiros, conjugam diversas aproximações à transfiguração do corpo, e do que esse corpo significa enquanto entidade que se transforma, mas que é também transformadora da forma como o sentimos e percepcionamos. Esta exposição apresenta-se como uma aproximação a um campo de possibilidades vastíssimo da transfiguração corpórea e metafísica, em que a presença autorreferencial se cruza, por vezes, na alteridade. Seja individualmente ou em comunidade, essa corporalidade é também nomeação, através da palavra escrita, como imagem e narrativa, ou como título de algumas das obras, desvelando uma visão poética, mas também crítica, à qual não escapa a História da Arte e as estórias, quase íntimas, na relação entre artistas ou entre estes e o contexto em que estas obras foram criadas.
João Silvério, Curador
Legenda: Mãe e filha, da série The Passenger, Adriana Molder, 2008"


Concertos
"Domingo | 2 Abril | Auditório | 17.00
CONCERTO DE ORQUESTRAS DE JOVENS
ORQUESTRA JUVENIL DA ACADEMIA MUSICAL DOS AMIGOS DAS CRIANÇAS E CAMERATA DE CORDAS DO INSTITUTO GREGORIANO DE LISBOA

Este concerto inédito junta duas orquestras de cordas de jovens de duas escolas de ensino artístico de música sediadas em Lisboa: a AMAC - Academia Musical dos Amigos das Crianças e o IGL - Instituto Gregoriano de Lisboa.
Trata-se de um projeto de intercâmbio que teve a sua origem numa ideia de partilha de experiências musicais e artísticas dos membros destas orquestras, amplamente valorizadas num concerto público. Aliciante e diversificado, o programa é particularmente dirigido a jovens estudantes de Música e às famílias, e terminará com duas obras que juntarão ambas as orquestras.

P. I . TCHAIKOVSKY (1840-1893) | Elegia em Sol Maior - Andante non troppo
J. S. BACH (1685-1750) | Musikalisches Opfer, BWV 1079: Ricercare a 6
J. SIBELIUS (1865-1957) | Romance, Op. 42
G. F. HAENDEL (1685-1759) | Abertura do Messias, HWV 56
A. VIVALDI (1678-1741) | Concerto L’ estro harmonico, Op. 3, n.º 11, RV 565:
E. GRIEG (1843-1907) | Suite Peer Gynt: Na Gruta do Rei da Montanha
P. MASCAGNI (1863-1945) | Ópera Cavalleria Rusticana: Intermezzo
G. HOLST (1874-1934) | St Paul’s Suite, Op. 29, N.º 2: Jig

Direcção Maestros Alexandre Delgado e António Carrilho
Duração c. 70’, sem intervalo
Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]


Domingo | 9 Abril |  Auditório | 17.00
SOLISTAS DA METROPOLITANA
PEDRO E O LOBO

L. Berio Opus Number Zoo
S. Prokofiev Pedro e o Lobo (versão para quinteto de sopros)
Solistas | flautista a anunciar, oboísta a anunciar, Jorge Camacho (clarinete), fagotista a anunciar, Jérôme Arnouf (trompa)

Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]
Foto | David Rodrigues | Metropolitana



Domingo | 14 Maio | Auditório | 17.00
SOLISTAS DA METROPOLITANA
BEETHOVEN, BRAHMS

PROGRAMA
L. V. Beethoven Trio Op. 11, Gassenhauer
J. Brahms Trio Op. 114
Solistas | Nuno Silva (clarinete), Carolina Ferreira * (violoncelo), Anna Tomasik (piano)

* Licenciada ANSO / Estagiário OML 2016/2017
Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]"



Sábado | 27 Maio | Auditório | 18.00
CONCERTO AMIGU DI MACAU
À comunidade macaense dispersa pelo mundo cabe um papel vital na preservação e promoção da sua cultura é única e proveniente do cruzamento de duas das mais antigas culturas do mundo: a portuguesa e a chinesa, símbolos de paz e harmonia.
Foi com esta intenção que nasceu, em 2002, o Amigu di Macau, sediada em Toronto, que conta hoje 450 membros activos.

Elegendo a música como veículo preferencial, dada a capacidade de ultrapassar obstáculos linguísticos, o Grupo Musical da ADM utiliza instrumentos chineses para interpretar um repertório extenso e variado, que tem no patuá uma das suas pedras angulares. Com vista a manter vivo este dialecto fundamental da identidade macaense, o Grupo Musical do Amigu di Macau traz a este concerto memórias e canções cantadas em patuá, em que cada palavra conta uma história.

PROGRAMA | canções chinesas, portuguesas e macaenses

Gratuito, mediante levantamento de bilhete no próprio dia
Duração 90’, sem intervalo


Domingo | 4 Junho | Auditório | 17.00
MOZART, SCHUMANN, BRUCH
W. A. Mozart Trio KV 498, Kegelstatt (Pinos)
R. Schumann Contos de Fadas, Op. 132
M. Bruch Oito Peças, Op. 83

Solistas: Nuno Silva (clarinete), Joana Cipriano (viola), Anna Tomasik (piano)

Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]






Domingo | 18 Junho | Auditório | 17.00
JOVENS SOLISTAS DA METROPOLITANA
Programa a anunciar
Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]












Espectáculos
Domingo | 30 Abril | Auditório | 18.00
AUTO DA ÍNDIA
No Auto da Índia (1509) Gil Vicente antecipa as críticas aos efeitos perversos da miragem de enriquecimento fácil no Oriente, «que ao cheiro desta canela / o reino nos despovoa». Sendo homem de teatro, em vez de fazer diatribes cria uma situação: retrata uma jovem que se vê com casa posta e marido ausente durante os três anos de uma torna-viagem à Índia. Numa sociedade tradicionalista que acabava por privilegiar as aparências, esta mulher à rédea solta e em posição dominante representaria um «mundo às avessas». Procurámos dar expressão a estes conceitos: dois homens sobre andas dentro de vestidos que os sinalizam como mulheres manipulam literalmente as personagens masculinas, retratadas por títeres.
Dramaturgia e encenação José Henrique Neto  | Grafismo Diogo Vaz Cavaleiro | Marionetas e interpretação Diogo Vaz Cavaleiro e José Henrique Neto

Duração 40’, sem intervalo
Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]
M/12 anos"

Domingos | 26 Março | Auditório | 16.00 | Gratuito
Entrada livre, mediante levantamento prévio de bilhete no próprio dia

"26 Março | Kiki – A Aprendiz de Feiticeira, de HAYAO MIYAZAKI (1989)
Aos domingos, o Museu do Oriente dá continuidade ao ciclo de cinema “Arquitectos do Imaginário”, dedicado às animações de Studio Ghibli.
Fundado em 1985, Studio Ghibli tem conquistado o público de todas as idades bem como a crítica com os seus filmes de animação, capazes de criar universos de fantasia quase poéticos. Com uma impressionante atenção ao detalhe na construção de ambientes onde sonho e a realidade se confundem, habitados por personagens inesquecíveis, os filmes de Studio Ghibli são autênticas fábulas modernas, considerados uma referência incontornável no seu género.
Os filmes são apresentados na versão original, com legendagem em português
Gratuito, mediante levantamento prévio de bilhete no próprio dia
Co-produção Outsider Films"


Museu do Oriente
Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte), Lisboa

Transportes
Autocarros: 712, 714, 720, 728, 732, 738
Comboio: Alcântara Terra, Alcântara Mar
Eléctricos: 15, 18

Fonte e imagem: http://www.museudooriente.pt/

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