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10 de Dezembro, 2014: Inauguração - DANIEL BLAUFUKS, TODA A MEMÓRIA DO MUNDO, parte um.

MNAC - Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto nº 4, Lisboa

"Curadoria: David Santos
O ano de 2014 assinala o arranque do projeto expositivo “SONAE / MNAC Art Cycles”, que constitui a primeira grande expressão pública do apoio mecenático da Sonae ao Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC – MC). Na base desta iniciativa está a ideia de, dois em dois anos, convidar um artista nacional ou estrangeiro para desenvolver uma exposição individual de grande impacto no panorama artístico português. Nesta primeira edição, o convite foi dirigido ao artista visual Daniel Blaufuks.
Intimamente ligada ao projeto de doutoramento que tem desenvolvido na University of Wales, em Newport, a exposição que Daniel Blaufuks apresenta no MNAC – MC relaciona duas obras fundamentais de dois escritores de culto da literatura europeia e onde a ficção e a memória individual do Holocausto se confundem deliberadamente, por entre armadilhas, cruzamentos e citações que confundem o leitor na orientação narrativa e na exploração da memória nesse mesmo processo desencadeadas. Centrada em trabalhos de composição de imagens fotográficas de diversas proveniências (técnicas e temporais), esta mostra parte de W ou le souvenir d’enfance (1975), do francês Georges Perec, e Austerlitz(2001), o único romance do alemão W. G. Sebald, que já havia servido de inspiração a Blaufuks aquando do seu primeiro grande investimento e pesquisa sobre Terezín, pequena cidade fortificada, situada na atual República Checa e que recebeu o nome Theresienstadt durante a ocupação da Alemanha Nazi, na Segunda Guerra Mundial, tendo sido o único campo de concentração a ser visitado pela Cruz Vermelha Internacional, em 1944.

16 de Outubro, 2014: Palestra - ARTE EM FUGA, 1940. A COLEÇÃO WEINBERG NO MNAC

Van Gogh - Fábrica

Atrium

Entrada Livre, às 18h
"Curadoria: Maria Aires Silveira
Palestra por Inês Fialho Brandão no MNAC-MC
"I - Uma história verídica 
O Museu Nacional de Arte Contemporânea, em 1940, recolheu e salvaguardou um importante conjunto de 10 obras de autores impressionistas (Courbet, Corot, Toulouse-Lautrec, Seurat, Pissaro, Gauguin, Renoir e Van Gogh) a pedido dos seus colecionadores:

25 de Setembro a 30 de Novembro, 2014: Exposição - SARA & ANDRÉ, EXERCÍCIO DE ESTILO

Inauguração às 19h
Entrada livre no primeiro Domingo de cada mês. Das 10h00 às 18h00.

"Sara & André andam há mais de dez anos a elasticizar os limites da sua artisticidade, reconvertendo em cada projeto o reconhecimento ou, por contraste, o dissentimento da sua condição. O que os move é, afinal, o questionamento sistemático daquilo que, apesar do jogo de fronteiras e negociações da nossa contemporaneidade, persiste em distinguir e classificar o objeto enquanto obra de arte e o artista como um ser com atributos aparentemente específicos.
Conhecendo de um modo geral o campo teórico que insiste numa definição de arte (da filosofia à sociologia), esta dupla exerce o seu fascínio pela assunção das armadilhas e dos alçapões autoconscientemente desenhados no sinuoso trajeto, mantendo um ombro a ombro com essa herança teórica e os seus momentos de aparição no domínio expositivo, isto é, na pragmática da apresentação pública da obra de arte. Conscientes dos “perigos” especulativos da sua ação crítica, Sara & André trabalham sobretudo em diálogo aberto com os códigos que fundam o meio artístico, e isso significa introduzir uma reinterpretação, a partir da ampliação da noção de obra, em torno dos desvios e dos colapsos que enformam o sujeito na sua relação com aquilo que identificamos, em primeiro lugar, como o domínio da arte e o trabalho dos seus atores. O seu trabalho artístico realiza assim uma espécie de apropriacionismo conscientemente parasitário que ajuda a uma ascensão e reconhecimento junto do sistema artístico português. O seu objetivo com esta estratégia declarada desde o primeiro momento é, justamente, desenharem o caminho mais direto para a fama, esse “claim to fame” que os acompanha desde há muito e que se transfigura a cada novo projeto.


Curadoria: David Santos"

MNAC - Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto nº 4, Lisboa

Transportes:
Metro: Baixa-Chiado, Restauradores, Rossio, Cais-do-Sodré
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré, Santa Apolónia
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 709, 711, 714, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28

11 de Julho a 5 de Setembro, 2014: Concertos - NOITES DE VERÃO NO MUSEU DO CHIADO

Jardim das Esculturas

Entrada Livre
  • Lau Nau

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 11 de Julho
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Chris Corsano

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 18 de Julho
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Mdou Moctar

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 25 de Julho
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Josephine Foster

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 1 de Agosto
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Ghédalia Tazartès

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 8 de Agosto
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Norberto Lobo & João Lobo

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 15 de Agosto
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Timespine

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 22 de Agosto
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Tropa Macaca

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 29 de Agosto
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
  • Kimi Djabaté

    Local: Noites de Verão no Museu do Chiado
    Data: 5 de Setembro
    Horário: 19:30
    Entrada: LIVRE
"LAU NAU
Escritora de canções finlandesa, que vem ao longo da última década a explorar e trabalhar sobre as formas de vocabulários musicais - poder-se-á dizer - indígenas dessa cultura, e o jeito como se podem agregar a tradições do resto do Ocidente. Lau Nau tem tido um percurso marcado por esta atracão magnética ao exterior, mas a vários níveis alicerçada numa muito forte comunidade de músicos e artistas de vários campos baseada nas principais cidades finlandesas. Foi a partir desses laços que, de resto, uma geração de criadores despontou para os radares internacionais em meados da década passada, e que desde então continua, de maneira autossustentada, a se desenvolver. De resto, um dos maiores dínamos desta operação contínua, permanece a ser a editora Fonal Records, que novamente publica o mais recente trabalho da cantora, compositora e instrumentista. 'Valohiukkanen' é a primeira aproximação mais marcada de Lau Nau a trabalhos com uma orquestração e produções mais ambiciosas, já vem longe - no que ao ornamento e à escala dizem respeito - dos seus primórdios de gravações consciente e construtivamente amadoras. Ótima ocasião, portanto, para vermos por onde passam hoje em dia as movimentações da mais rebelde e organizada comunidade de escritores de canções da Escandinávia contemporânea, aqui representada por uma das suas figuras mais emblemáticas.
CHRIS CORSANO
Baterista e percussionista que irrompeu na áreas e nos interstícios do jazz, do rock avant-garde e da música improvisada há mais de uma década, Chris Corsano tem criado um impressionante trabalho, em palco e registo gravado. Surgindo em igual medida da tradição punk/rock mais esclarecida do final dos anos 80 e início dos anos 90, foi, contudo, talvez o free jazz feito após o desaparecimento de John Coltrane e Albert Ayler, que mais acaba por formar a espinha do trabalho de Corsano, nas figuras de bateristas visionários como Milford Graves, Rashied Ali, Rashied Sinan ou Beaver Harris. Tem mantido trabalhos regulares com grandes sopristas desta tradição, como são os casos de Paul Flaherty, Joe McPhee ou Evan Parker, encontrando também espaço para colaborações com Thurston Moore, Tony Conrad ou a própria Bjork, artista que acompanhou durante cerca de dois anos. Os seus solos, documentados na sua própria editora, são um verdadeiro tratado sobre todas as propriedades expressivas, tímbricas, frásicas dos materiais técnicos e poéticos que a bateria oferece, e que nas suas mãos, são campo infinito para música de êxtase e descoberta constante.
Site oficial - http://cor-sano.com
MDOU MOCTAR
No concorrido campeonato de guitarristas Tuareg, Mdou Moctar distingue-se com certeza dos seus contemporâneos. Ele é um dos poucos escritores de canções e intérprete decidido a experimentar e a fazer progredir o género, e as suas estratégias estéticas pouco ortodoxas têm-lhe conquistado cada vez mais seguidores tanto no Níger como além-fronteiras. Mdou é originário de Abalak, no deserto Azawagh do Níger, e é um autodidata desde tenra idade vidrado na guitarra. O seu primeiro album ‘Anar’ foi gravado na Nigéria em 2008, uma coleção vibrante de temas com profuso uso de autotune na voz. O álbum nunca foi oficialmente editado mas as canções tornaram-se um sucesso popular no Sahel – a faixa territorial de costa a costa de África, divisionária do deserto do Sahara a norte e a savana sudanesa a sul – através de redes de partilha de música em telemóveis. ‘Tahoultine’, uma das faixas mais emblemáticas, foi mais tarde incluída na compilação ‘Music from Saharan Cellphones: Volume 1’, editada pela Sahel Sounds, o que fez expandir o culto na Europa e Estados Unidos. A mesma editora lançou em 2013 ‘Afelan’, o primeiro álbum com distribuição internacional de Mdou, gravado ao vivo no Níger, em que surpreende pela crueza e ferocidade do trabalho de guitarra elétrica, ancorada por doces melodias de folk do Sahara. Atualmente encontra-se envolvido como ator principal na produção do primeiro filme falado numa língua Tuareg, numa ficção sobre a contenda de um guitarrista para se afirmar entre pares, enquanto anda pelo deserto numa moto púrpura.
JOSEPHINE FOSTER
Música, vocalista e escritora de canções norte-americana excecional e de percurso igualmente invulgar e independente, atualmente sediada na nossa vizinha Andaluzia. Cantora lírica de formação, dá por si a iniciar o seu percurso público autoral em Chicago vinda do estado do Colorado, a tocar uma canção que vinha tanto do amor pelo repertório da música clássica europeia, dos maravilhosos exemplos dos músicos dos espetáculos de variedades norte-americanos da viragem para o séc. XX, de Karen Dalton, Shirley Collins e de alguns das mais doces pérolas da cultura psicadélica, entre milhentas outras singulares referências. Não soava, nem soa hoje (cada vez menos, aliás) a nenhuma referência exata. Depois de um par de discos de tiragem altamente caseira, lança o glorioso álbum homónimo do duo Born Heller, com o hoje reputado baixista Jason Ajemian. Nesse documento, víamos já as características que ainda hoje a distinguem – as suas noções de espaço, respiração, dinâmica, métrica e desenho melódico completamente aparte e de equilíbrio harmónico desarmante.
Após estreia a solo em maior escala, com 'Hazel Eyes, I Will Lead You' (Locust, 2005) passa por um disco em trio de acid rock discordante; um álbum de lieder de Schubert, Schumann e Brahms, escolhidas a dedo; o regresso à base com 'This Coming Gladness'; em 'Graphic As a Star' pega nos colossais poemas de Emily Dickinson, musicando-os; em 2010 fez um álbum com o seu companheiro Victor Herrero e a sua banda, inteiramente dedicado ao cancioneiro de Lorca, banido em Espanha em 1931. E por aí fora. Um percurso tão idiossincrático, todo ele improvavelmente acessível (tendo em conta o currículo), generoso e reluzente.
GHÉDALIA TAZARTÈS
Artista francês de origem turca nascido em 1947, Ghédalia Tazartès permanece, ao longo de mais de três décadas de trabalho, uma figura incatalogável no panorama da criação musical. Dono de uma obra singular, tem vindo a empregar técnicas muito suas e constantes ao longo do seu percurso, com alterações relativas de meios. Utiliza gravações de campo cortadas e coladas desde a época da fita, teclados e eletrónica para resultados de um grão, estranheza e solenidade que lhe são muito particulares. Com a voz, é ritualisticamente invadido por várias viagens internas, que o levam de um francês real, a um outro inventado, passando por uma série de outras línguas, umas existentes, outras obra dos momentos que decide desenhar. Formalmente, será dos trabalhos de exploração das possibilidades da voz, do discurso e do uso pós-concretista da língua mais visionários nas últimas décadas. Procura tradições que incorpora de forma plástica, espiritualmente personalizada, pegando em heranças – frequentemente com pontos em comum, primariamente de ordem humana – que atravessam o planeta, buscando o seu conjunto de formas. Mais do que um trabalho de sobreposição de referências e vocabulários, ou até de uma amálgama amadurecida dos mesmos, cria o seu próprio país de tradições dentro de um outro continente cujo nascimento vai dependendo do seu contributo. Livre de questões de identidade e filiação cultural, livre para ser de uma nova maneira. Em tempos recentes tem mantido atividade discográfica e viajado por cada vez mais palcos, à medida que a lenda - e a sua dimensão - se alastram. Veremos onde vai a viagem neste Verão de 2014.
NORBERTO LOBO & JOÃO LOBO
Amigos de longa data ligados pela música, tendo feito parte da banda Norman ainda na adolescência, Norberto Lobo e João Lobo concretizaram o seu limiar entendimento simbiótico através da gravação de ‘Mogul de Jade’, o seu álbum de estreia publicado no Verão do ano passado na editora Mbari. O disco, e os concertos ao vivo pelo nosso país e noutras cidades europeias que se têm seguido, mostram o patenteado estilo abençoado do Norberto, sendo que aqui também se mune da guitarra elétrica para além do seu domínio magistral na acústica já sobejamente conhecido, assim como evidenciam o trabalho fabuloso do baterista, sediado em Bruxelas, João, com a sua marca singular de percussão tonal e assinalável riqueza textural que lhe granjeiam sempre elogios de quem o vê. Vêm ao Jardim das Esculturas oferecer-nos temas fixados no seu valioso disco, assim como novas composições que têm vindo a trabalhar, onde é notório o espírito destemido de dois músicos intuitivamente alinhados em se absterem de confiarem em méritos curriculares, mas antes embarcarem numa discernida procura por novos caminhos e renovadas formas de expressão no campo da música mais livre e desenredada de nomenclaturas.
TIMESPINE
Timespine são Adriana Sá, John Klima e Tó Trips e editaram este ano o admirável disco de estreia homónimo na Shhpuma. A cartografia musical do trio foi desenvolvida a partir das partituras gráficas de Adriana, versando sobre texturas e densidades, assim como oferecendo notações sobre estrutura, sequenciação e vocabulário. Trata-se de uma música envolvente, de nutrição artesanal e fruição hipnótica, sendo permeada pela improvisação para navegar com propriedade entre os pontos cardeais familiares dos campos da folk e da composição contemporânea. Adriana tem um abnegado percurso na música eletrónica experimental, destacando-se o seu consistente trabalho de pesquisa e prática no uso de tecnologia de sensores. Nesta formação opta por centrar-se fundamentalmente na abordagem à ‘zither’, que dedilha e aplica um arco de violino num elegante trabalho de exploração tímbrica do instrumento acústico. Tó Trips, que possui um legado incontornável na música nacional recente, dos Lulu Blind aos cada vez mais globais Dead Combo, ocupa-se aqui do dobro, onde a frase e o silêncio são argamassa de um registo distintivo folk. O californiano e baixista John Klima foi membro do grupo pop Presidents of United States of America, sendo reconhecido o seu trabalho no campo das artes visuais, construindo instalações eletromecânicas de larga escala operadas por software de jogos 3D que programa de origem, expondo regularmente no panorama internacional.
TROPA MACACA
Tropa Macaca são André Abel e Joana da Conceição, banda sediada em Lisboa a trabalhar no campo da composição contemporânea eletrónica. Com cerca de sete anos de parceria criativa e atividade pública, editaram a sua música em selos fundamentais do underground europeu e norte-americano como a Qbico e a Siltbreeze, tendo o mais recente 'Ectoplasma' sido lançado na nova-iorquina Software de Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never).

Até esse registo a música do duo pautou-se, de um ponto de vista estrutural, na execução de peças de longa-duração. Sempre intrépidas, pareciam, a cada vez, procurar desbloquear um sem número de questões de ordem poética, e progredir ao longo do seu curso ritual no sentido de chegar a sítios inauditos, onde a revelação os aguardava.
Em atuações dos últimos tempos, contudo, temos vindo a assistir a novos desenvolvimentos na prática da banda. Temas de duração mais variável apresentam maior quantidade de eventos, que se desenrolam – em escrita e interpretação – de maneiras novas e inesperadas. Surgem espaços mais do que ilustrados, habitados, a meio destas construções, que reordenam noções convencionais de tempo, narrativa e sucessão de eventos.
Como sempre tem sido o caso com a Tropa Macaca, torna-se muito complexo fazer referências a outros trabalhos artísticos passados, havendo mais semelhanças do ponto de vista tímbrico e textural (techno, house, os primórdios do catálogo da Warp, guitarras elétricas “fusionistas” dos anos 70 e 80), do que propriamente estruturas musicais familiares. Curiosidade grande para saber como se vão apresentar nesta sua primeira aparição num espaço ao ar livre em algum tempo, sendo que contam com atuações no currículo em eventos como o Serralves Em Festa ou o Boom Festival, deste duo que se sabe sempre inserir para se afirmar no espaço público.

Site oficial - http://tropamacaca.com
KIMI DJABATÉ
Escritor de canções, vocalista, balafonista, guitarrista e crucial embaixador da cultura mandinga e guineense em Portugal e no mundo, Kimi Djabaté - é pacífico dizê-lo - é hoje um dos grandes artistas de palco a residir no nosso país, que também se tornou o seu, já há mais de uma década. Trata as suas canções com profunda noção de ofício, trabalhando-as com a precisão e o critério dos sérios e serenos. É filho de uma família secular de músicos, que se filiou na Guiné Bissau há mais de dois séculos, e é seu assunto vivencial, social e cultural tratar na forma de música as questões e resoluções de sempre e de hoje; a observação do mundo através da oralidade da música, algo que não tem como evitar tornar contemporâneo, sempre devidamente enriquecido por tanta tradição de o fazer. Contos sobre moral, ética, cidadania, honestidade, amor, família e as grandes questões existenciais. E mesmo que as palavras que lhe saiam da boca soem a ouvidos brancos como código, a transparência humana e emocional fala a língua de todos nós. Numa altura em que se dão os últimos toques para a edição do seu próximo álbum, podemos esperar várias canções dos seus anteriores 'Terike' e 'Karam', o último dos quais o seu primeiro álbum com boa distribuição a nível mundial, que lhe rendeu rasgadíssimos elogios da imprensa internacional, e uma constantemente preenchida agenda em palcos na Europa, América e Ásia. É com enorme prazer que o voltamos a receber no Jardim das Esculturas do MNAC, onde já nos ofereceu uma das grandes atuações que tivemos o privilégio de produzir ao longo dos anos para este ciclo.

MNAC - Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto nº 4, Lisboa

Transportes:
Metro: Baixa-Chiado, Restauradores, Rossio, Cais-do-Sodré
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré, Santa Apolónia
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 709, 711, 714, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28

17 e 18 de Maio, 2014: Dia Internacional dos Museus - MUSEU NACIONAL DE ARTE COMTEMPORÂNEA

Rua Serpa Pinto, nº4, Lisboa

"Dia 17


Visitas:
Arte Portuguesa. 1850-1975. 
19:00: Flávia Violante
21:00: Rita Salgueiro

Beleza, verdade e erotismo na arte portuguesa do séc XlX ao séc XXl
23:00: Rui Afonso Santos

Botânica. Literatura e Colonialismo 
22:00: Sessão de leitura por Paula Sá Nogueira de excertos de romances de Dulce Maria Cardoso, O Retorno, Isabella Figueiredo, Caderno de Memórias Coloniais, Pepetella, Yaka e Crónicas com fundo de guerra. 
Com a presença de Dulce Maria Cardoso e Vasco Araújo.


Projeções no Átrium do Museu:
das 10 às 24h

Tatiana Macedo
Staff Only: E é assim tudo muito bonito. 
Vídeo, cor, som, 40' 

Tatiana Macedo
Staff Only at work. 
Vídeo, cor, s/ som, 10'

Luís Sousa
Os Dias Longos.
Slide-show sobre o MNAC-MC



Dia 18

Visitas guiadas

Histórias e enredos de uma coleção
12:30: David Santos, diretor do MNAC

Arte Portuguesa. 1850-1975.
15:00: Rita Salgueiro
16:00: Flávia Violante 

Jogos para famílias com crianças
Das 11 às 17 horas

O que há no Museu?
Margarida Mata e Rafael Quintino


Projeções no Átrium do Museu:
das 10 às 18h

Tatiana Macedo
Staff Only: E é assim tudo muito bonito. 
Vídeo, cor, som, 40' 

Tatiana Macedo
Staff Only at work. 
Vídeo, cor, s/ som, 10'

Luís Sousa
Os Dias Longos.
Slide-show sobre o MNAC-MC"



Transportes 
Metro: Baixa-Chiado
Autocarros: 709, 711, 714, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctricos: 12, 15, 25, 28
Elevadores: Glória, Bica, Santa Justa, Castelo
Barco: Terreiro do Paço, Cais do Sodré 
Comboio: Cais do Sodré, Rossio, Santa Apolónia

27 a 31 de Janeiro, 2014: Ciclo de Cinema - UMA VISITA GUIADA AO MUSEU NO CINEMA

FCSH/Nova, Av. de Berna 26-C, Lisboa

"O ciclo universitário Uma Visita Guiada ao Museu no Cinema tem como objectivo pôr o cinema a pensar o museu, sem sair, precisamente, do seu espaço imaginário. De Alain Resnais e Rossellini a Steven Jacobs e Jem Cohen, ao espectador é lançado o desafio de questionar o papel tradicional do museu como espaço morto, inorgânico e, no limite, despolitizado. Ao mesmo tempo, qual o "valor expositivo" (Benjamin) do próprio espaço-museu no filme? De que forma este último participa na construção de um "museu imaginário" (Malraux), onde se promova um novo olhar sobre os objectos mostrados?

De 27 a 31 de Janeiro de 2014, a FCSH-UNL e, em sessão especial, o Museu do Chiado convocam estas questões através da apresentação e exibição de uma muito particular colecção de filmes, de John McTiernan a Straub-Huillet.

FCSH - SEMPRE ÀS 15h30

Segunda (27) "Viagem a Itália" de Roberto Rossellini (1954 - 97') - Apresentação por Francesco Giarrusso
+
"Les statues meurent aussi" de Alain Resnais e Chris Marker (1953 - 30') - Apresentação por Professora Maria Irene Aparício

Terça (28) -
"La ville Louvre" de Nicolas Philibert, - Apresentação por Raquel Henriques da Silva
+
"Seems so Long Ago, Nancy" de Tatiana Macedo (45' - 2012) - Apresentação por Tatiana Macedo

Quarta (29) -
"House of Wax" de André de Toth, apresentado por Carlos Natálio.





Quinta (30) - "The Thomas Crown Affair" (1999 - 113') de John McTiernan - Apresentação por Joana Frazão

Sexta (31) - "Museum Hours" de Jem Cohen (2012 - 107') - Apresentação por Luís Mendonça

SESSÃO ESPECIAL: No mesmo dia 31, sexta-feira, às 18h30 no Museu do Chiado, às 18h30, passa "Museum Incidents" de Steven Jacobs (2012 - 55'), apresentado por Margarida Medeiros

TODAS AS SESSÕES NA FCSH-UNL TERÃO LUGAR NO AUDITÓRIO 1, TORRE B, PISO 1, SALVO A DO DIA 29. A PROJECÇÃO DE "JUVENTUDE EM MARCHA" SERÁ FEITA NO AUDITÓRIO 2, PISO 3.

A entrada é gratuita."


Transportes
Metro: São Sebastião
Autocarros: 713, 716, 726, 742, 746, 756
Comboio: Entrecampos

5 de Julho a 30 de Agosto, 2013: Concertos - NOITES DE VERÃO NO MUSEU DO CHIADO

Noites de Verão no Museu do Chiado de volta!
 
"O ciclo de concertos Noites de Verão no Museu do Chiado, programados e produzidos pela Filho Único, ocupam o Jardim das Esculturas do MNAC - Museu do Chiado pelo quarto ano consecutivo.
A cada ano, o programa das Noites de Verão no Museu do Chiado cimenta o estatuto de proposta incontornável do calendário estival da música ao vivo, para o centro de Lisboa, e serve tanto os lisboetas, que se encontram ainda na cidade a trabalhar, como os visitantes de passagem, nacionais ou estrangeiros.
Este ciclo de concertos inicia-se na Sexta-feira dia 5 de Julho e está inserido no Programa “Lisboa na Rua – Com’Out Lisbon 2013” da Câmara Municipal de Lisboa, acontecendo todas as Sextas-feiras de Julho e Agosto, sempre pelas 19h30 e sempre com entrada livre, no Jardim das Esculturas do Museu.

LULA PENA - 5 de Julho
CARLOS “ZÍNGARO” + CARLOS SANTOS - 12 de Julho
ALDINA DUARTE - 19 de Julho
J. BRAIMA GALISSÁ - 26 de Julho
MANUEL MOTA e AFONSO SIMÕES - 2 de Agosto
GUILHERME DA LUZ - 9 de Agosto
TÓ TRIPS - 16 de Agosto
MÛ - 23 de Agosto
JP SIMÕES - 30 de Agosto

Mais informação em http://filhounico.com/ e http://museuartecontemporanea.pt/pt/exhibitions"

MNAC - Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto nº 4, Lisboa

Transportes:
Metro: Baixa-Chiado, Restauradores, Rossio, Cais-do-Sodré
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré, Santa Apolónia
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 709, 711, 714, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28

30 de Outubro, 2012: Lançamento de Livro - POÉTICA DA DANÇA CONTEMPORÂNEA, de LAURENCE LOUPPE

"O Festival Temps d'Images e as edições Orfeu Negro convidam para o lançamento de POÉTICA DA DANÇA CONTEMPORÂNEA, de Laurence Louppe, com apresentação de Jacinto Lageira e Maria José Fazenda.

Obra fundamental de Laurence Louppe, uma das maiores teorizadoras da dança contemporânea, Poética da Dança Contemporânea aborda aspectos como o advento da dança contemporânea e a especificidade dos seus modos de leitura, a par da problematização dos fundamentos da modernidade na dança, tendo em vista a formulação de uma teoria do movimento. Publicada em 1997, pelas éditions Contredanse, acresce à edição portuguesa uma listagem das obras coreográficas e dos filmes de dança apresentados em Portugal, organizada por Maria José Fazenda.

Um final de tarde aprazível para uma conversa e um copo de tinto em torno da dança.

MNAC - MUSEU DO CHIADO
30 Outubro | terça | 18h30

Rua Serpa Pinto 4, Lisboa".

Transportes
Metro: Baixa-Chiado, Cais-do-Sodré
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 1, 28, 36, 40, 91, 709, 711, 714, 732, 735, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28

20 de Setembro, 2012: BAIRRO DAS ARTES

"A rentrée cultural da sétima colina de Lisboa.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Galeria das Salgadeiras e o I Love Bairro Alto voltam a organizar o Bairro das Artes – A rentrée cultural da sétima colina que tem como principal objectivo divulgar a oferta de Arte Contemporânea existente nesta zona da cidade de Lisboa, que acolhe mais de metade das galerias da capital. Entre o Largo do Rato e o Cais do Sodré, com um eixo para a zona do Chiado, encontra-se a maior concentração de galerias de Lisboa, com actividade regular e programática. Associam-se à edição deste ano 21 espaços ligados à Arte Contemporânea que no dia 20 de Setembro, entre as 19h e as 23h, estarão disponíveis para receber os inúmeros públicos que visitem a sétima colina, preservando a ideia de bairro aberto subjacente ao evento Bairro das Artes. Numa oferta artística bastante ecléctica e contemporânea, o visitante poderá assistir a inaugurações, visitas guiadas, lançamentos de livros, encontros com os artistas. Galerias, livrarias, espaços museológicos e institucionais, num bairro tão típico e especial da cidade de Lisboa que a par da oferta artística, proporciona outras manifestações culturais, como a Gastronomia, a Música, o Teatro, bem como uma vista privilegiada desta cidade “menina e moça” vista do “bairro mais alto do sonho” (Lisboa Menina e Moça, letra de Ary dos Santos, na voz inconfundível de Carlos do Carmo)".

PROGRAMA
1. 3+1 Arte Contemporânea
“Princípio de Arquimedes”
Santiago Morilla e Raúl Díaz Reyes (participação e curadoria de Eduardo Hurtado)

2. Alecrim 50
“birds never die in mid-flight. I think”
Colectiva
Obs.: Finissage

3. Allarts Gallery
“(Des)Mascarar”
Ana Cristina Dias

4. Baixa-Chiado PT Bluestation
“Golden Refugees (2011/2012)“
Francisco Vidal com Estúdio Candonga (curadoria Ana Matos)

5. Chiado 8 Arte Contemporânea
“Peças de substituição”
Renato Ferrão (curadoria Bruno Marchand)
Obs.: Apresentação com artista e curador às 19h30m

6. Espaço Múltiplo | Carpe Diem
Lançamento dos múltiplos de Chelpa Ferro, Julia Kater, Malu Saddi, Felipe Cama e José Spaniol

7. Galeria Bozart
“A Utopia da Lei”
Gonçalo Mabunda
Obs.: Visita guiada

8. Galeria Graça Brandão
“Independência ou Morte. Viva o nosso Rei!”
Sandra Cinto e Albano Afonso

9. Galeria João Esteves de Oliveira
“À maneira do AR.CO”
Angela Dias, Josefina Ribeiro, Manuel Diogo e Vasco Futscher
Obs.: Finissage

10. Galeria Maria Lucília Cruz
Filipa Silveira
“Outros Tempos” (curadoria de Simone Rodrigues)

11. Galeria Novo Século
“Minudências”
Jaha

12. Galeria Quadrado Azul
António Bolota

13. Galeria das Salgadeiras
“Still life”
Augusto Brázio

14. Galeria São Mamede
“Pintura”
Ana Sério

15. K Galeria
“Atlas”
Colectivo Kameraphoto (curadoria Martim Ramos)

16. Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
“O Modernismo Feliz – a art déco em Portugal”
Obs: Visita guiada  das 19h às 20h30m com o comissário Rui Afonso Santos
Sala polivalente
“Época de estranheza em frente ao mundo, 2012”
Susana Gaudêncio
Obs.: Finissage

17. Museu Nacional de História Natural e Ciência
Sala do Veado
“-r-r-r-r-r-r eterno!”
Pedro Pedrosa
Obs.: Visita guiada com o artista
Picadeiro
“Amazing White Emptyness”
Manuel Caeiro
Obs.: Visita guiada com o artista
Sala F
“Jardim Botânico de Lisboa”
José Manuel Rodrigues
Obs.: Visita guiada com o artista

18. STET
“S de Steidl – novos livros na STET”

19. Trema
“Filete”
Brigida Machado
Obs.: Pre-inauguração
Sala 3
“Secos e Molhados”
Joana Rosa Bragança
Obs.: Pré-inauguração

20. Umbigo no Frágil
“Umbigo lowcost – complete a colecção”
Obs: DJ Set - Umbigos

21. Who
“Baixa-Chiado PT Bluestation – Obras seleccionadas”
Colectiva
Metro: Restauradores, Rossio, Baixa-Chiado, Rato
Comboio: Rossio, Cais-do-Sodré
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 758, 773
Eléctrico: 28