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8 de Julho, 2014: Concerto - GRAINDELAVOIX

"concerto ensaio

Estufa Tapada das Necessidades, 8 Julho às 21h30
Entrada livre, mediante nº de lugares disponíveis

Alkantara apresentou o fascinante trabalho do colectivo graindelavoix e a sua surpreendente abordagem à música polifónica pela primeira vez em 2012 com Cesena (em conjunto com Anne Teresa De Keersmaeker) no Festival Alkantara 2012, a que se seguiu, um ano depois, uma residência artistíca e um concerto experimental da Missa Caput de Johannes Ockeghem.
Agora regressam com um programa dedicado a Heinrich Finck, o primeiro grande mestre da música alemã. A missa que Finck compôs para o casamento de Ulrich von Württemberg e Sabina von Bayern é o foco de uma performance que junta tematicamente a música de Finck com canções do início do século XVI que lhe estão próximas. A experiência fisíca da performance compreende linguagem e música, possibilitando sentir o extâse polifónico da composição de Heinrich Finck que é, injustificavelmente, raramente apresentada hoje em dia. O colectivo cobre um caleidoscópio de temas, incluindo o Protestantismo, a Guerra dos Camponeses alemães e as convulsões políticas e sociais que tiveram lugar em torno de 1500, bem como as referências ambivalentes a estas no período do Romantismo e no século XX. O que aconteceria se se retirassem as palavras e os actores de uma peça de Heinrich von Kleist, injectando-a com elementos de um conto de fadas de Grimm, mantendo apenas um clima performativo em que a estranha fronteira entre extâse e crueldade se dobra e desdobra?

Música Heinrich Finck, Heinrich Isaac, Urbanus Kungsperger, Ludwig Senfl 
Conceito, Encenação & Direcção Musical Björn Schmelzer 
Cantores/performers Olalla Alemán, Anne-Kathryn Olsen, Yves Van Handenhove, David Hernandez, Joachim Höchbauer, Arnout Malfliet, Marius Peterson, Albert Riera, Björn Schmelzer e Hanna Lambrix (rapariga)
Encenação, luz & dramaturgia Margarida Garcia, David Hernandez, Björn Schmelzer
Supervisor de Material & Técnicas Criativas Philippe Genet
Produção Willem Van Vooren
Co-produção graindelavoix, Weimar Arts Festival, Espaço Alkantara e Hospital of undersized gestures (Lisboa)".


Transportes
Comboio: Alcântara
Eléctricos: 15 e 18
Autocarros: 713, 714, 720, 724, 727, 728, 729, 732, 738, 742, 751, 756, 760, 773
Barco: Belém

20 de Maio a 8 de Junho, 2014: Alkantara Festival - PONTO DE ENCONTRO ALKANTARA

Teatro-Estúdio Mário Viegas

Largo do Picadeiro, Lisboa

20 de Maio a 8 de Junho / 18h — 02h

Situado em pleno coração do Chiado, no Teatro-Estúdio Mário Viegas, o Ponto de Encontro Alkantara respira ao ritmo do festival. É o lugar para encontros e conversas, para beber um copo e participar em discussões públicas com os artistas. Quem o visitar pode usufruir de uma bonita esplanada numa das zonas mais carismáticas de Lisboa, a dois minutos do metro do Chiado.


Bonjour Concert20 de Maio a 8 de Junho, 18-02h, Ponto de Encontro Alkantara

Publicidade comparativa. O género é tão antigo como o próprio capitalismo e alcançou provavelmente o seu ponto culminante na famosa campanha “compre um mac”, dos pri-meiros anos deste milénio. Em Bonjour Concert, Halory Goerger aplica o formato a dois grandes antagonistas da cultura moderna: o concerto de rock e o espectáculo de dança contemporânea. Numa série de peças curtas de vídeo, cada um deles testemunha sobre a relação de amor-ódio que mantêm, sobre invejas e admirações mútuas. Se alguém quiser saber se no final temos de trocar dois barris de Jerôme Bel por um barril de Sonic Youth: Bonjour Concert, uma instalação vídeo, todos os dias no ponto de encontro.
FICHA TÉCNICA
Conceito: Halory Goerger 
Com: Halory Goerger & Arnaud Boulogne 
Camera: J.B.Delannoy (Campanha 1), assistido por Mylène Benoit (campanha 2-3) 
Halory Goerger e l’amicale de production são artistas associados do centquatre 

Instalação-video com o apoio do Institut français no âmbito do programa TransARTE, do Institut français du Portugal e da Embaixada de França em Portugal

Cinco minutos, duas ideias, 27 de Maio, 21h, Ponto de Encontro Alkantara

Cinco minutos, duas ideias parte de uma vontade de nos conhecermos e de auscultarmos o que andamos a fazer. Artistas e/ou investigadores de diferentes áreas apresentam sucintamente os seus trabalhos e processos, durante cerca de uma hora e meia. A sessão está aberta a uma pluralidade de objectos (culturais, do quotidiano, performances artísticas) e abordagens (filosófica, antropológica, histórica, artística), desde que a abordagem use o performativo e/ou a performance como lentes analíticas e seja clara a vontade de um pensamento e posicionamento críticos. 
A duração de cada apresentação será ferozmente controlada pela organização posto que, no final, se gostaria de ter tempo para um copo convivial e trocar galhardetes.

Empty Stages, 28 de Maio, 17-19:30h, Carpe Diem

Inauguração da exposição EMPTY STAGES / Opening
Quarta-feira, 28 de Maio às 17h / Wed, May 28th at 5pm

Conversa com TIM ETCHELLS e SUSANA POMBA / Public Talk
Quarta-feira, 28 de Maio às 18h30 / Wed, May 28th at 6.30pm

at Carpe Diem Arte e Pesquisa, Rua do Século, 79 

CONVERSA COM TIM ETCHELLS E SUSANA POMBA

A conversa irá centrar-se no trabalho de Tim Etchells, em particular nos projectos que desenvolve sob uma perspectiva visual, fazendo referência ao ciclo expositivo apresentado ao longo de 2014 no Carpe Diem Arte e Pesquisa - néon, fotografia e vídeo.
A conversa será realizada em inglês.
Carpe Diem Arte e Pesquisa
Rua de O Século, 79 Bairro Alto 1200-433 Lisboa
+351 210 966 274

Nos arredores da aldeia global30 de Maio, 19h, Ponto de Encontro Alkantara

O cliché da aldeia global está a realizar-se. É uma evolução que tendemos a receber de braços abertos. Afinal de contas, não era disso que estávamos à procura, de nos livrarmos das fronteiras? Um festival como o Alkantara, com os seus artistas dos quatro cantos do mundo, constitui a prova das suas vantagens. 
Mas nem tudo são rosas neste jogo sem fronteiras. Em que medida esta globalização não é a fachada de uma outra, bem mais sombria e percebida como uma ameaça fundamental à democracia: a globalização dos mercados? Em que as desigualdades entre centro e periferia tendem a acentuar-se, em vez de desaparecerem? 
O Alkantara reúne-se com Lia Rodrigues e Cláudia Dias, duas artistas à volta de uma mesa que optam teimosamente por operar fora dos principais eixos culturais, fisicamente e/ ou na linguagem que desenvolvem. António Pinto Ribeiro modera a conversa. 


BERLIN — FEEST!31 de Maio, 23h, Ponto de Encontro Alkantara

Se o Tintin vivesse nos dias de hoje, seria provavelmente membro de BERLIN. Já há dez anos que esta companhia sediada na Bélgica viaja por cidades como Jerusalém, Iqualit, Bonanza e Moscovo para transformar as suas aventuras em espectáculos, numa linha ténue entre o palco, o cinema e a instalação; entre o documentário e a ficção. 
É motivo suficiente para uma festa sob a forma de um concerto ao vivo, misturando as imagens e sons da última década com uma antevisão do seu próximo projecto em e sobre Lisboa.
FICHA TÉCNICA
Músicos: Peter Van Laerhoven, Eric Thielemans 
Video: Bart Baele, Yves Degryse 
Produção: BERLIN

Masterclass BERLIN2 de Junho, 19h, Ponto de Encontro Alkantara

Os membros de BERLIN deixam-nos espreitar a sua cozinha, o lugar onde confeccionam os seus espectáculos e instalações, misturando alta tecnologia com velhas leis do teatro, fundindo pesquisa e metodologia num processo de criação artística.



Lisboa, Projecto Septimontium, 5 de Junho, 18h, Jardim de Inverno (São Luís Teatro Municipal)

Entrada Livre. Duração: 45 minutos

A companhia de teatro belga BERLIN está a trabalhar desde 2011 no retrato docu-ficcional sobre a cidade de Lisboa. Após Jerusalém, Iqaluit (Pólo Ártico), Bonanza (EUA, Colorado) e Moscovo, as sete históricas colinas de Lisboa serão alvo de uma intervenção que combina tradição e novas tecnologias.

O projecto será desenvolvido em colaboração com BALDIOS, Arquitectos Paisagistas e Artica Creative Computing. 


Questionar o Festival, 6 de Junho, 19h, Ponto de Encontro Alkantara

O Alkantara Festival está sob ameaça de extinção. No clima actual, proteccionista e reaccio-nário, a relevância de um festival internacional de artes contemporâneas é posta em causa. 
Neste contexto, cinco directores de festivais internacionais juntam-se à volta de uma mesa para reflectir sobre as questões fundamentais dos seus projectos: Porque é que apresenta-mos projectos artísticos num formato de festival? Porque é que deve ser internacional (ou não)? Porque é que deve ser interdisciplinar (ou não)? Em que medida é que se liga às “co-munidades”, num contexto urbano? 
Os cinco participantes são todos referências internacionais na sua área. Christophe Slagmuyl-der dirige o famoso Kunstenfestivaldesarts em Bruxelas; Marie Colin é a directora artística para o teatro e dança do Festival d’Automne em Paris; Sandro Lunin é responsável pelo reputado festival Theaterspektakel em Zurique; Rui Horta é director artístico de O Espaço do Tempo e é responsável pela Plataforma Portuguesa das Artes Performativas; Nayse Lopez dirige o Festival Panorama no Rio de Janeiro, o principal festival de dança na América do Sul. 


Festa de Encerramento, 7 de Junho, 23h, Ponto de Encontro Alkantara

Libertem a mente e o rabo há-de segui-la’. O melhor momento para comprovar esta teoria é certamente o fim-de-semana de encerramento do Alkantara Festival. Depois de três semanas a ver pessoas a saltar, dançar, rebolar e palrar em cena, agora é a vossa vez. Bebam um copo e abanem o esqueleto!"

Transportes 
Metro: Baixa-Chiado
Autocarros: 709, 711, 714, 732, 735, 736, 758, 759, 760, 781, 782
Eléctricos: 12, 15, 25, 28
Elevadores: Glória, Bica, Santa Justa, Castelo
Barco: Terreiro do Paço, Cais do Sodré 
Comboio: Cais do Sodré, Rossio, Santa Apolónia

Mundo sem Palco: Discurso de abertura Alkantara Festival 2014


"Obrigado por estarem presentes e serem tantos, neste evento onde lançamos a 13ª edição do Alkantara Festival – no ano em que a associação celebra o seu 21º aniversário. Vamos celebrar mais do que nunca, aquele que pode muito bem ser o último festival. Porquê?

Alkantara viu, nos últimos anos, o apoio da Direcção-Geral das Artes ser drasticamente reduzido: em 71% em relação a 2010, e em 55% quando comparado com 2012. Não é um caso único, num contexto de uma redução transversal nos apoios às artes. Mas é um caso extremo.
O corte radical não é resultado de uma avaliação negativa, mas sim consequência da própria arquitectura do concurso da DGArtes, que desvaloriza três eixos essenciais do funcionamento do Alkantara: o interdisciplinar, o internacional e o foco urbano.
Em 2004 mudámos o nome de Danças na Cidade para Alkantara, uma mudança que traduziu a evolução de uma associação que começou enquanto plataforma para a dança portuguesa e que gradualmente evoluiu para uma abordagem transdisciplinar. Um processo orgânico, que acompanhou as tendências no terreno, onde artistas atravessam cada vez mais as fronteiras entre as disciplinas. Contra esta tendência, a DGArtes reduziu brutalmente o orçamento dos apoios na área dos cruzamentos disciplinares: 400 mil euros para o país inteiro, face aos anteriores cerca de 2 milhões de euros. Uma intervenção incompreensível e contraditória à realidade artística. Alkantara foi assim obrigado a concorrer numa área que, já antes do início do concurso, tinha os cofres vazios.
Ao longo dos anos Alkantara enraizou-se profundamente no tecido cultural e social de Lisboa. O Alkantara Festival é um festival da cidade. Organizámos encontros e projectos sobre Lisboa (ainda no ano passado montámos um City Lab Lisboa, um seminário intensivo com 15 artistas internacionais em várias comunidades da capital, no âmbito do projecto europeu Global City/Local City). Organizámos formações de dança na Cova da Moura. Temos um papel essencial no evento Artista na Cidade. E neste momento, estamos a trabalhar num City Book Lisboa (com escritores como José Maria Vieira Mendes, Patrícia Portela, Dulce Maria Cardoso, Tim Etchells e Sus Van Elsen, a fotógrafa Maria Fialho e outros), parte de um ciclo de retratos literários de cidades do mundo.
No último concurso da DGArtes este foco urbano foi explicitamente penalizado. Perderam-se pontos por estar a operar em Lisboa. Consequência disso, uma parte considerável das organizações dos cruzamentos disciplinares procurou uma saída através dos nomeados apoios tripartidos (contrato entre a organização, a autarquia e a DGArtes), uma tentativa louvável de dar uma nova vida às instalações municipais espalhadas pelo país. No entanto, incompreensivelmente cada câmara, seja Lisboa ou Tondela (só para dar um exemplo) tinha direito a integrar apenas uma candidatura tripartida, com o mesmo patamar de 400 mil euros.
Temos a grande sorte em Portugal de ter na área das artes performativas algumas organizações absolutamente extraordinárias fora dos centros urbanos. Mas isso não invalida que esta aplicação do sistema dos tripartidos seja essencialmente antidemocrática e prejudique as organizações a operar, bem como o público, em cidades como Lisboa ou Porto, confrontando as suas câmaras municipais com uma impossível Sophie’s Choice.
A visão do Alkantara é explicitamente internacional e reflecte as tendências no terreno, inspiradas por uma maior mobilidade e um crescimento de colaborações entre artistas de países e culturas diferentes. O enquadramento internacional oferece-nos um contexto para enfrentar questões essenciais sobre centro e periferia, sobre global e local, temáticas centrais no programa do festival.
Esta visão internacional ficou claramente ausente no último concurso da DGArtes. Se a palavra ‘internacional’ aparece, é num contexto bastante ‘one-way’: vai procurar financiamento para artistas portugueses no estrangeiro. Soa quase a uma variação mais sofisticada da canção da emigração. Aqui a apresentação de espectáculos estrangeiros, ou a participação activa nas redes internacionais, não têm lugar.

Talvez não estejamos sempre conscientes, mas temos hoje em dia em Portugal, o privilégio de ter uma geração excepcionalmente forte nas áreas de teatro e da dança, isto sem descurar a geração anterior. Basta olhar para o outro lado da fronteira com Espanha para perceber a nossa riqueza. Tenho a convicção que a presença do Alkantara, e outras instituições com um olhar internacional, jogou e joga um papel essencial nesta fertilidade artística.
Alkantara construiu, ao longo dos anos, uma reputação internacional de fazer muito com pouco dinheiro. Desenvolvemos estratégias que nos permitiram participar em redes internacionais onde os outros parceiros à volta da mesa sempre tiveram uma capacidade financeira muito superior mas onde, com a nossa energia e o nosso conhecimento do terreno, conseguimos contribuir de forma determinante.
A situação financeira actual também ameaça a nossa credibilidade nestas redes.
Interdisciplinar, urbano e internacional: três eixos essenciais do Alkantara que provaram ser incompatíveis com o último concurso da DGArtes. Podem dizer: foi um concurso, os contornos eram conhecidos, o Alkantara foi avaliado.
Mas um concurso da DGArtes não faz parte das leis da natureza. Traduz uma linha política. Uma política cultural onde um festival internacional, urbano e contemporâneo, transdisciplinar e crítico não tem lugar. Que propaga uma restauração: os artistas voltam aos quadros. Bailarinos dançam, actores fazem teatro, basta. Uma política cultural que é conservadora onde devia arriscar e abrir novos horizontes, e que deita fora o que devia conservar.
É verdade que esta edição se tornou possível in extremis por uma intervenção extraordinária e única da parte da Secretaria de Estado da Cultura que assim permitiu, dentro do orçamento global da associação, transferir alguma verba para o festival.

Reconhecemos que esta Secretaria de Estado corrigiu, de forma pontual, uma lacuna do concurso da DGArtes. Mas a questão aqui é estrutural: financiamento público das artes não devia ser uma questão de intervenções extraordinárias e de gratidão. Devia ser a consequência de uma política clara e transparente, onde um governo democraticamente eleito tem a obrigação de apoiar a arte contemporânea e crítica, mesmo quando a crítica se dirige contra as suas próprias convicções; uma política virada para o futuro, com a coragem de avaliar projectos artísticos com base na qualidade e na capacidade de colocar questões fundamentais sobre estes tempos tão complexos.
No final do ano, o Alkantara conta voltar a candidatar-se a um subsídio estatal. Sem um sinal claro da vontade política de manter um festival internacional contemporâneo de artes performativas em Lisboa, não repetiremos o tour de force desta edição 2014.
Celebremos este Alkantara Festival como se fosse o nosso último.
Thomas Walgrave"


12 de Novembro, 2013: Dança - TIAGO GUEDES, UM SOLO

Xana Bandola
às 19h30
entrada livre
 
Espaço Alkantara
calçada marquês de abrantes, 99 | 1200-718 lisboa, portugal
 
"Há um pouco mais que uma década atras, Um Solo de Tiago Guedes nasceu no Alkantara (Danças na Cidade), dentro dos Encontros Imediatos 2002. Motivo para repor esta obra, como ponto de partida de um pequeno ciclo comemorativo da obra coreográfica do Tiago Guedes e a sua estrutura Materiais Diversos, que inclui a reposição de dois solos e de uma criação para públicos jovens (para além de Um Solo (2002), Materiais Diversos (2003) e Matrioska, criado em 2007),  a apresentação da monografia Instantanés 01 (2011), e a estreia absoluta da nova criação Hoje na Culturgest.

A minha casa muitas vezes é o meu único refúgio.
Quantas vezes não corri já para dentro dela com medo da rua, das pessoas, do trânsito, das velhinhas e das crianças e acima de tudo do meu Eu social que muitas vezes domina e aniquila o que realmente sou.
É dentro das quatro paredes que limitam o meu “terreno” que deixo de me sujeitar a todas as adversidades diárias, à falsidade que não controlo e à hipocrisia da dissimulação.
Dentro de minha casa consigo ser o que sou, sem qualquer tipo de conduta moral e social especiais, só eu aqui.
Embora tudo possa acontecer e aconteça, a forma espontânea com que isso se passa é reveladora de que nada e ninguém neste espaço interferem comigo.
De que forma o privado é revelador do que realmente sou?
Como é que explico que as coisas que realmente me surpreendem acontecem quando estou sozinho e sem que as predestine?
Por que é que prezo tanto esta barreira de territórios que no fundo é uma barreira entre duas personalidades?

Tiago Guedes"

Transportes
Metro: Cais-do-Sodré
Comboio: Cais-do-Sodré
Barcos: Cais-do-Sodré
Autocarros: 714, 727, 732, 735, 736, 760, 781, 782
Eléctrico: 12, 15, 18, 28 
 

26 de Outubro, 2012: Mundo Perfeito e Foguetes Maravilha - MUNDO MARAVILHA

Museu do Oriente - Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)
1350-352 Lisboa
 

Mundo Perfeito e Foguetes Maravilha
Mundo Maravilha

26.10 às 16h
portas abertas 26.10, local secreto e horário a definir. entrada livre no limite dos lugares disponíveis.
reservar e info +351 213 152 267



Quando a companhia Mundo Perfeito e o grupo Foguetes Maravilha decidiram embarcar numa colaboração artística, juntando artistas portugueses e brasileiros, surgiu a ideia de construir todo o espectáculo a bordo de um barco. O ponto de partida era passarmos várias semanas num barco a escrever, ensaiar e discutir. Estávamos fascinados pela coincidência entre a viagem náutica e o processo criativo: estaríamos à deriva, procurando permanentemente o caminho, nunca saindo do mesmo lugar e, simultaneamente, chegando sempre a um lugar novo. 
Planeámos os ensaios de modo a poder criar a peça enquanto fazíamos uma travessia do oceano Atlântico a bordo de um pequeno veleiro que baptizámos de Mundo Maravilha. Foram meses de rigorosa preparação, procura de financiamento, treino físico e psicológico. Dissemos adeus a todos os que amamos numa grande festa de despedida, prometendo que nos reencontraríamos na estreia do espectáculo, a 2 de Novembro no Teatro Maria Matos.  
Há cerca de um mês, o Mundo Maravilha zarpou do cais, rumo ao seu destino artístico. Foi uma aventura linda e teria dado um excelente espectáculo se, depois de quatro semanas à deriva, não tivéssemos naufragado e morrido todos... (mais)
 
alkantara, calçada marquês de abrantes 99, 1200-718 Lisboa, PT | +351 213 152 267 | alkantara@alkantara.pt | www.alkantara.pt

Transportes
Autocarros: 12, 28, 714, 720, 732, 738
Comboio: Alcântara Terra, Alcântara Mar
Eléctricos: 15, 18

23 de Maio a 9 de Junho, 2012: Festival Alkantara 2012 - PROGRAMAÇÃO PARALELA

"Ar.Co

retratos no espaço alkantara

Uma tentativa de retrato de grupo do alkantara 2012. No espaço alkantara decorre este projecto em colaboração com Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual – que fotografa os habitantes do festival.

de 23 maio a 9 junho
no Ponto de Encontro


Concerto Lula Pena

“Vivendo imersa nesta relação tão singular com o som, com a história, com a memória e com a forma de carregarmos para todo o lado tudo o que vimos, observámos e aprendemos, podemos pensar em Lula não só como uma das grandes inventoras do fado, mas como alguém que verdadeiramente o vive e segue vivendo.” Cedo partiu para fora e tocou a sua música em lugares como Bruxelas, Alemanha, França, Itália ou Marrocos. O primeiro álbum editado foi Phados (1998), esse disco inesperado e docemente perturbador, a que se seguiu uma longa espera que terminou em 2010 com a obra Troubadour. O álbum é um “organismo vivo que dá e recebe, onde podemos encontrar uma Lula Pena gloriosa e crua, sem limites, com espaço para respirar e ser concisa – na composição, nas suas inimitáveis rapsódias, na tremenda entrega emocional, na voz incomparável.”
Mbari Música

Nesta passagem pelo pequeno palco do espaço alkantara, constrói-se uma comunhão única e íntima da descoberta da criação, feita de momentos e reacções que apenas podem existir numa só ocasião.

25 maio, 24h
no Ponto de Encontro


PEPCC – Forum Dança

portas abertas do PEPCC com Meg Stuart

A 25 de Maio às 16h, poderá assistir a um momento do seminário dirigido por Meg Stuart aos alunos do PEPCC – Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica.

25 maio, 16h
no Forum Dança, Edifício/Lx Factory 

 

Sunday Show

M/12

Em 2012 comemoram-se os 10 anos do Sunday Show, evento emblemático underground lisboeta, iluminando as tardes de domingo no ponto de encontro do festival com um desfile inusual de performances sempre com sentido crítico e cheio de humor. O Sunday Show inspira-se nos cabarés nova-iorquinos, permitindo assistir aos mais diversos números, do evento mais exuberante ao mais “trashy”. Nestas sessões de aniversário, vamos poder revisitar algumas das melhores performances e descobrir novas propostas.
direcção Bomba Suicida co-criação Tânia Carvalho, Luís Guerra, Marlene Feitas, Mónica Coteriano, Bruna Carvalho, Mariama Barbosa, Milanka Almeida, Inês Nogueira, Miguel Loureiro, Ana Ribeiro, Márcia Cardoso, Vitor Gonçalves, José Vitorino, João Maló, Sandra Cachaço, Maria Marília Mira, Vasco Diogo, Mariana Tegner Barros, Sttiga, Vitor D´Andrade, Luísa Brandão, Jorge Bragada, Filipe Viegas, Gonçalo Ferreira de Almeida e Aleksander Protic

OFF THE GRAVE!

O Sunday Show nasceu há 10 anos e 5 anos depois... Morreu.
Momentos recordáveis que estão a ser recuperados por uma equipa de experts noruegueses que lentamente vão sendo postados em https://www.facebook.com/sundayshows.
Mas para celebrar 10 anos do seu nascimento e 5 da sua morte, o Sunday Show ressuscita dos mortos com um menu deliciosamente podre... De BOM!
O Sunday Show Off the grave! vai relembrar as estrelas já mortas e homenageá-las como só o Sunday sabe fazer...
Estrelas do mais alto nível internacional vão fazer companhia a esse grande mito, Madunna, que inicia em Lisboa a sua tournée de 2012: MDUNA!
Um grande fórobodó... Uma tara... Um show intemporal ou já velho? A descobrir... De preferência com caipirinha na mão.

27 de maio, 17h
no Ponto de Encontro


BORA LÁ BOLLYWOOD!

\\\"Aihnièeeeyeeee nhiuiiiiiiiaaaaaaght gatkasheeeetheftè!
Pahn-hnaaaaakmdat. fethseabe kscheee etakalè.
fté-leéééé´ksa taparatek, makseb latkassss pertumnika...
LOLOLOLOLOLOL
huy-mnam katpasek nek mina ak setre MADUNNA!!!!!!!
sightacrep-phef laschtic. Puk. Lak. Tak....SUNDAY SHOW... FRVR!!!!!!!\\\"
Aishwarya Rai Bachchan, esta grande estrela de Bollywood, já disse tudo sobre o Sunday Show de 3 de Junho... Uma homenagem a esse grande mundo. Para a maior parte dos mortais que acha que já sabe tudo só porque viu a parte final do filme Quem quer Ser Milionário, com este Sunday Show Bollywood Tutorial, todos os mistérios serão desvendados... Será que na Índia todos cantam e dançam de 10 em 10 minutos? Vamos descobrir tudo com o Sunday Show Bora Lá Bollywood!... De preferência com caipirinha na mão com sabor a caril!

3 de junho, 17h
no Ponto de Encontro


Lançamento do livro Centro de Dia de Dona Vlassova & guests

Em 2010, Dona Vlassova & Guests criaram, no âmbito do alkantara festival, Centro de Dia, uma experiência sensorial e afectiva com os habitantes do Centro Social da Sé. Dois anos depois é lançado o livro que relata o processo de criação desse espectáculo.

28 de maio, 15h
no Ponto de Encontro

 

Apresentação Escola Superior de Dança

Ao longo dos últimos anos, duas escolas tiveram um papel essencial na formação da nova geração de bailarinos em Portugal. No contexto do alkantara festival, ambas vão abrir as suas portas ao público.
A 30 e 31 de Maio às 21h30, é possível assistir aos mais recentes trabalhos dos jovens coreógrafos e bailarinos da Escola Superior de Dança, na Rua do Século 89-93.

30 e 31 maio, 21h30
na Escola Superior de Dança - Rua do Século 89-93


PEPCC – Forum Dança

Apresentação de 5 solos pelos alunos do PEPCC

A 3 Junho às 17h, apresenta-se uma selecção de solos dos estudantes do PEPCC - Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica, criados no final de 2011, com orientação artística de Loïc Touzé e de Miguel Pereira.

3 junho às 17h
no Forum Dança, Edifício/Lx Factory 

 

masterclass P.A.R.T.S.

filósofo Ludo Abicht

Já agora, o que disse realmente Marx?
Durante duas tardes o espaço alkantara transforma-se numa sala de aulas de P.A.R.T.S. Dois professores eminentes da famosa escola de dança mostram-nos como nem toda a formação de dança implica um duche quente de seguida.
Dia 6 de Junho, às 15h, o filósofo Ludo Abicht questiona “Já agora, o que disse realmente Marx?”. Em 2008, no clímax da crise financeira, corretores respeitáveis de Wall Street organizaram uma demonstração, carregando sinais com a inscrição “Marx estava certo!” A masterclass de Abicht questiona: porque terão subitamente redescoberto Marx, mais de 125 anos após a sua morte? O que está realmente escrito em O Capital e de que forma podem as teorias de Karl Marx ajudar-nos a compreender o sistema mundial em que vivemos?

6 de junho, 15h
no Ponto de Encontro
masterclass em inglês


lançamento do livro A Choreographer´s Score: Fase, Rosas danst Rosas, Elena´s Aria, Bartók; de Anne Teresa de Keersmaeker e Bojana Cvejic

Anne Teresa De Keersmaeker e a teórica da performance e musicóloga Bojana Cveji apresentam a sua nova publicação A Choreographer’s Score: Fase, Rosas danst Rosas, Elena’s Aria, Bartók. O livro, com 4 DVDs, oferece uma ampla percepção sobre a coreografia e a construção dos primeiros quatro trabalhos da coreógrafa (1981-86).

7 de junho, 16h
no Jardim de Inverno, Teatro S. Luiz

 

masterclass P.A.R.T.S. 

sociólogo Rudi Laermans

O nome da dança contemporânea
Durante duas tardes o espaço alkantara transforma-se numa sala de aulas de P.A.R.T.S. Dois professores eminentes da famosa escola de dança mostram-nos como nem toda a formação de dança implica um duche quente de seguida.
A 8 de Junho, às 15h, o sociólogo Rudi Laermans fala sobre “O nome da dança contemporânea”.
O que torna a dança contemporânea? Esta masterclass coloca esta questão de uma forma multifacetada. Do ponto de vista histórico, a dança contemporânea nasceu nos anos 60 com o movimento Judson, que alargou notavelmente a definição do dançável. Isto resultou de uma situação na qual a dança age com um nome próprio que pode ou não associar-se de forma contingente a uma performance. Além disso, a dança contemporânea enfatiza a sua contemporaneidade ou a sua presença dentro da co-presença situacional do público através de diversas estratégias. No âmago deste género artístico, é também possível detectar tendências vincadas para incorporar ideias dentro da prática coreográfica – dança conceptual –, para incluir movimento não-humano – dança em geral – e para optar por diversas formas de colaboração artística – commonal dance ou dança comunitária.

8 de junho, 15h
no Ponto de Encontro
masterclass em inglês"

Fonte e imagem:
http://www.alkantarafestival.pt/programacao-paralela.php
Artigo no jornal Público:
http://www.publico.pt/Cultura/alkantara-festival-mostra-efeitos-das-regras-no-teatro-contemporaneo-1547321

27 de Abril, 2012: Festa de Lançamento - FESTIVAL ALKANTARA 2012

às 21h.
Espaço Alkantara
Calçada Marquês de Abrantes, 99 | 1200-718 lisboa, portugal

Transportes
Autocarros: 28/60/74/706/713/714/727/732/794
Comboio: Santos
Eléctricos: 15/18/25/28

27 de Abril, 2011: Alkantara - BERLIN, NOVA CRIAÇÃO


NOVA CRIAÇÃO
Portas Abertas - 27 de Abril - 19h00

"A companhia Berlin, sediada em Antuérpia e construída à volta dos criadores Bart Baele e Yves Degryse, veio pela primeira vez a Lisboa em 2008 com “Bonanza”, espectáculo apresentado dentro do alkantara festival. Em 2010, regressaram ao festival com uma segunda obra, feita a partir de uma cidade: “Moscow”.

Entre Março e Abril, Berlin estão em residência no espaço alkantara. Iniciam aquí um período de pesquisa para um novo projecto, desta vez inspirado em Lisboa e inserido dentro do ciclo “Horror Vacui”.

Horror vacui: o medo do vazio
O Homem está sempre à procura de respostas e explicações para cada fenómeno.
Ele tem medo das dúvidas, das incertezas e das questões sem resposta.

“Horror Vacui” coloca sobre a mesa, discussões e assuntos (da cidade).
Interlocutores que por incapacidade ou que por falta de vontade não estão disponíveis para entrar em dialogo, são reunidos através de entrevistas virtuais e edição vídeo. Cada pessoa é entrevistada ao longo de vários meses, no seu contexto particular. Através do seu método específico de filmagem e edição, Berlin cria o que parece ser uma conversa verdadeira. Uma mesa redonda encenada.

Nesta fase inicial de pesquisa, Berlin está em residência no espaço alkantara por dois meses.

Informações e Reservas - Espaço alkantara - 213 152 267 | 91 519 40 02 | reservas(at)alkantara.pt"

Espaço Alkantara
calçada marquês de abrantes, 99 | 1200-718 lisboa, portugal

Transportes
Autocarros: 28/60/74/706/713/714/727/732/794
Comboio: Santos
Eléctricos: 15/18/25/28
Fonte e imagem:

18 de Maio a 9 de Junho, 2010: Festival Alkantara - Ponto de Encontro



"O Ponto de Encontro, coração do alkantara festival, abre as suas portas no dia 18 de Maio. Localizado no espaço alkantara, pretende ser um local onde artistas e público podem conviver, falar, comer, beber, ouvir música ou ler um livro debaixo de uma árvore.

De segunda-feira a sábado, das 16h00 às 02h00. Aos domingos, a partir das 12h00."
Transportes
Autocarros: 28/60/74/706/713/714/727/732/794
Comboio: Santos
Eléctricos: 15/18/25/28
 
Fonte e imagem:

29 de Janeiro, 2010: Conversa - CRISTINA BRANCO


espaço alkantara | conversa com cristina blanco
no âmbito da residência artística
“ciencia-ficción”
 
sex 29 jan, às 19h00
 
Durante o mês de Janeiro o espaço alkantara recebeu em residência de criação a artista Cristina Blanco, que trabalhou no seu novo projecto “ciencia-ficción”, com estreia prevista para este ano.
 
Numa conversa aberta ao público, sexta 29 de Janeiro, às 19h00, a criadora dá uma breve visão sobre o novo material.
 
“ciencia-ficción” (ciência-ficção) propõe-se ser uma aproximação à ciência, uma investigação a partir de uma mente pouco científica. Pretende investigar o infinitamente grande e o infinitamente pequeno, o macrocosmos e o microcosmos; utilizar o vídeo e filmar em modo macro; recorrer a planos muito fechados que eliminam ou transformam referências de espaço e que evocam outras referências na mente do espectador; criar diferentes realidades de um mesmo espaço levando o zoom do mínimo ao máximo.
 
Pergunto-me a mim e aos outros as mesmas questões de sempre: Quem somos? Para onde vamos? O que é o universo? É infinito? Onde está? Na residência em Lisboa, quero explorar o género Musical para falar sobre estas coisas. Um Musical sobre partículas elementares e teorias científicas que explicam a história do universo? A ver vamos...' (Cristina Blanco)

A participação é gratuita. Limite máximo de 40 pessoas. Inscrições através do tel 213 152 267, tlm 919 590 730 ou email reservas@alkantara.pt

Transportes
Autocarros: 28/60/74/706/713/714/727/732/794
Coimboio: Santos
Eléctricos: 15/18/25/28
Fonte e imagem:
http://www.alkantara.pt/projectos.php?lang=1&id=263

8 de Dezembro, 2009: Finissage de Exposição - HORS SUJET, LUCIANA FINA


HORS SUJET portrait, de Luciana Fina
 
finissage da exposição 14h00 - 23h00
encontro com a criadora 19h00


"Inaugurada este ano no Stenersen Museum de Oslo, a instalação “HORS SUJET portrait” dá nome à exposição e vem juntar-se à Galeria de Retratos Filmados de Luciana Fina. Esta nova composição de retratos é uma homenagem a Victorine Meurent, modelo de Edouard Manet. A exposição integra também “VUE portraits” (2006), mais uma das instalações da Galeria de Retratos, e “PORTRAIRE, notas nas margens de um retrato”, caderno de notas sobre a escolha do retrato e a criação da nova instalação."

Espaço Alkantara, calçada marquês de abrantes, 99 (santos), lisboa


Transportes
Autocarros: 28/60/74/706/713/714/727/732/794
Coimboio: Santos
Eléctricos: 15/18/25/28

Fonte e imagem:
http://www.tempsdimages-portugal.com/2009/instal_luciana.html