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8 de Março a 25 de Abril, 2016: Teatro Maria Matos - AS 3 ECOLOGIAS


"Em 1989, num ensaio intitulado Les Trois Écologies [As Três Ecologias], o filósofo francês Félix Guattari escreveu sobre a interligação entre três dimensões ecológicas: a pessoal, a social e a ambiental. A transição que já começou e que urge continuar a fazer em direção à sustentabilidade ecológica e social implica o reconhecimento da ligação íntima e da ação recíproca que estes três campos de experiência exercem uns sobre os outros. O ciclo As 3 Ecologias, parte desta interligação e reúne projetos artísticos, debates, workshops e encontros, focando-se no modo como as nossas ações quotidianas podem dar forma e influenciar a sociedade em direção a um maior equilíbrio entre o comportamento humano e o ecossistema natural. 

25 a 29 de Junho, 2014: MAIS PRA MENOS QUE PRA MAIS


MAIS PRA MENOS QUE PRA MAIS

VERA MANTERO & CONVIDADOS
HORÁRIOS E LOCAIS A ANUNCIAR
TEATRO
25 A 29 JUNHO 2014

"Mais Pra Menos Que Pra Mais é uma instalação-performance, tal como os dois projetos mais recentes de Vera Mantero: Oferecem-se Sombras, em setembro de 2013, em Montemor o-Novo, e Mais Pra Menos Que Pra Mais — trabalho em progresso, no 20.º aniversário da Culturgest, em outubro do mesmo ano. Nestes projetos, Vera Mantero está interessada em criar eventos em que o público possa atravessar o ato performático, visitá-lo, ativá-lo, sentir-se dentro dele. A continuidade surge também ao nível temático: abordar formas concretas de “dar a volta” a algumas atuais formas de vida, tanto em termos ambientais como em termos vivenciais/relacionais/criativos/humanos. Mais Pra Menos Que Pra Mais procurará também por isso criar contaminações entre as suas esferas de atuação, tanto ao nível dos conteúdos (soberania alimentar, ecologia das (con)vivências, energias renováveis, experiências do corpo/dos sentidos/dos afetos, etc.), como ao nível dos formatos de apresentação (que podem ir dos mais performativos aos mais formativos).
O primeiro dos projetos anteriores mencionados aconteceu num espaço exterior, ao ar livre, num terreno de montado. O segundo num espaço interior, na plateia de um teatro. Mais Pra Menos Que Pra Mais acontecerá tanto em exteriores como em interiores e, desta vez, entre dois espaços da cidade, Teatro Maria Matos e Culturgest, criando um percurso de eventos entre ambos."

Quarta 25 junho
Circuito Curto – Curto Circuito 
Conferências/debates
10h-12h30/14h-17h30, Teatro Maria Matos (p.8)
Um Pra Um – Passeios Ruminantes Performance
18h, Local de saída: Teatro Maria Matos
19h30, Local de saída: Culturgest (p.11)
A atual produção alimentar e a agroecologia 
Conversa/debate
19h, Jardim do Palácio Galveias (p.11)
Aquática Ação Performance
21h30, Horta do Lago (p.12)


Quinta 26 junho
Circuito Curto – Curto Circuito 
Conferências-debates
10h-12h30/14h-17h30, Teatro Maria Matos (p.10)
Um Pra Um – Passeios Ruminantes Performance
18h, Local de saída: Teatro Maria Matos
19h30, Local de saída: Culturgest (p.11)
A agricultura urbana na perspetiva 
da Permacultura Conversa-debate
19h, Jardim do Palácio Galveias (p.12)
Aquática Ação Performance 
21h30, Horta do Lago (p.12)


Sexta 27 junho
Um Pra Um – Passeios Ruminantes Performance
18h, Local de saída: Teatro Maria Matos
19h30, Local de saída: Culturgest (p.11)
Mostra de Documentários Vídeo-instalação
18h30-24h, Teatro Maria Matos (p.12)
Marcha do Orgulho Hortícola Performance
18h30, Local de saída: Teatro Maria Matos (p.13)
Notas Sobre Hortas (Nortas) Performance
19h30-20h, Horta Súbita (p.13)
Croças Instalação-performance
20h30-22h30, Foyer do Teatro Maria Matos (p.13)
O Melhor Amigo Concerto
22h30, Teatro Maria Matos (p.14)


Sábado 28 junho
Workshop para Crianças Oficina
10h30-12h30, Horta Mandala (p.14)
Praia de Tempo Dança, performance, oficina 
de desenho, leituras, experimentação sonora, 
visitas guiadas
18h-20h, Jardim do Palácio Galveias, 
Horta do Lago, Horta da Cobertura (p.15)


Domingo 29 junho
Workshop para Crianças Oficina
10h30-12h30, Horta Mandala (p.14)
Um Pra Um – Passeios Ruminantes Performance
16h30, Local de saída: Teatro Maria Matos
18h, Local de saída: Culturgest (p.11)
Teatro de Agricultura Oficina de desenho, 
leitura encenada, instalação áudio, refeição ligeira, 
concerto dançante
18h-22h, Horta Mandala, Jardim do Palácio 
Galveias (ponto de encontro para A Colheita) 
(p.17)


Transportes Teatro Maria Matos
Av. Frei Contreiras 52, Lisboa
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 708, 722, 727, 
735, 744, 755, 756, 767

Transportes Culturgest
Rua do Arco do Cego, Lisboa
Comboio: Entrecampos, Roma
Metro: Campo Pequeno
Autocarros: 727, 735, 736, 738, 744, 749, 754, 756, 767, 783


4 a 6 de Outubro, 2013: Culturgest - 20.º ANIVERSÁRIO


Culturgest, Rua Arco do Cego, Piso 1, Lisboa
 19h - 24h · Entrada gratuita

Levantamento de senhas, no próprio dia, para os espetáculos com lotação indicada (máximo duas senhas por pessoa). Abertura da bilheteira: 14h
M16

"Por todo o ano andámos, discretamente, a comemorar o 20º aniversário, convidando artistas e criadores com quem temos tido uma relação mais constante ao longo desta vida. Chegou a altura de umas comemorações mais formais porque foi em 11 de outubro que a Culturgest teve as suas primeiras atividades públicas. Festejamos em dois momentos diferentes.
Neste primeiro fim de semana oferecemos ao público performances coreográficas, instalações/performance, um trabalho em progresso de Vera Mantero, espetáculos de teatro, esboço preparatório de um espetáculo a apresentar em 2014, curtas peças musicais de compositores portugueses, incluindo a estreia absoluta de uma encomenda a Andreia Pinto-Correia. E no final, música na cafetaria para podermos conviver uns com os outros, público, artistas, organizadores.
Há vários percursos possíveis, não dá para ver tudo no mesmo dia. Não há bilhetes pagos, mas tem de se levantar senhas na bilheteira para os espetáculos com lotação fixa.
São exemplos, bons exemplos, de diversas expressões artísticas que ao longo da nossa vida temos apresentado. Esperamos que venham festejar connosco.

Programa
Das 19h às 20h
Mais Pra Menos Que Pra Mais (trabalho em progresso)
de vera mantero & convidados
Dança Proscénio do Grande Auditório (54 lugares)
corpo fechado > economia capitalista. corpo aberto > economia alternativa? ou é: economia alternativa > corpo aberto? corpo dom. um corpo a descombinar do capital. a descombinar das intenções do haver e das necessidades do dever. um corpo que desacumule. que desconsuma. que desarme. descomunal. inobjectivo. etiqueta: forma de submissão à Lotaria da História. baixar a bolinha, ter vergonha de ser bicho. o mundo não é uma mercadoria. e o tesão também não.

Das 19h às 19h40
Interpretação (trabalho em progresso)
de Jacinto Lucas Pires e Tiago Rodrigues (Mundo Perfeito)
Teatro Pequeno Auditório (145 lugares)
Um homem é intérprete na Europa. Nas instituições europeias, atrás de um vidro, com um microfone à frente. Contra a sua história, os espantosos factos da História. A grande narrativa europeia e um homem real, em simultâneo. A Europa é um corpo sentado? Que palavra nos poderá fazer levantar? Um homem no centro de um tornado; uma espiral de línguas, perguntas aos milhões. Os nacionalismos ou a união, os mercados ou a política, a guerra ou a paz? Comecemos pelo fim, um homem em grande plano: o vazio da morte ou o amor, o amor, o amor que fura os tempos?
Jacinto Lucas Pires escreve para Tiago Rodrigues encenar. Estas apresentações preparam um espetáculo a estrear na Culturgest em 2014.

Das 19h50 às 20h15 (só sábado e domingo)
Solistas da Orchestrutopica
Música Átrio de entrada
Promenade (2007) de Filipe Esteves, para clarinete
The Panic Flirt (1992) de Alexandre Delgado, para flauta solo

Das 20h15 às 21h25
The Oh Fuck Moment O Momento Ai Merda
de Hannah Walker e Chris Thorpe
Teatro Sala 3 (25 lugares)
Fizeste merda. E agora? Às vezes, a merda é tão grande que não há volta a dar. A poeta Hannah Walker e o criador teatral Chris Thorpe (que escreveu Overdrama para a Mala Voadora na Culturgest em 2011) examinam as entranhas poéticas dos erros num pacote de palavras e luzes fluorescentes.
Fazer merda é o momento mais verdadeiro, engraçado e assustador que se pode experimentar. The Oh Fuck Moment é uma conversa à volta de uma mesa para almas corajosas levantarem a mão e confessarem que fizeram merda, ou para as pessoas se rirem de nós porque o fizemos.
Lyn Gardner, no Guardian, deu quatro estrelas a este espetáculo e chamou-lhe “uma celebração brilhante dos nossos erros”.

Das 20h30 às 22h30
Purgatório de Ana Borralho & João Galante
Instalação/Performance Sala 1 · É possível entrar e sair da sala
Segundo várias religiões, Purgatório é a condição e processo de purificação ou castigo temporário em que as almas daqueles que morrem em estado de graça são preparadas para o reino dos céus… Alguns acreditam na possibilidade de purificação das almas dos mortos, através das orações dos vivos… Purgatório, é o espaço intermediário entre o paraíso e o inferno, lugar para onde são enviadas as pessoas que cometeram pecados ‘leves’, menos graves, os ‘arrependidos’… no Purgatório as almas assistem às punições das outras almas que por pecarem mais ‘intensamente’ foram para o inferno…

Das 20h30 às 22h
Le Sacre du Printemps (2013)
de Min Kyoung Lee e João dos Santos Martins
Dança Garagem (96 lugares)
Le Sacre du Printemps (2013) é uma performance coreográfica que explora a sedução e irresistibilidade do ato de dançar – até à morte – a partir da sua exposição pública. Toma como referência Le Sacre du Printemps (1913) de Vaslav Nijinsky, a mítica coreografia ausente, e as suas inúmeras versões realizadas nos cem anos subsequentes. Dialogando com a história da dança e reexaminando a cerimónia contemporânea junto da comunidade do teatro, Le Sacre du Printemps (2013) é uma obra que testa o significado e papel da dança, do sacrifício, do prazer e da morte. Dance we do, and dance we must. Entre a vida e a morte, este é um evento sem ensaio geral.

Das 21h35 às 21h45 (só sábado e domingo)
Solistas da Orchestrutopica
Música Átrio de entrada
Inseto Xilófago e Bicho Pau (2007) de João Godinho, para marimba

Das 22h30 às 22h50
Solistas da Orchestrutopica
Música Sala 2 (100 lugares)
Seekers of the Truth (GI Gurdjieff) (2013) de José Júlio Lopes,
para violoncelo e clarinete baixo
Sobre um quadro de Júlio Pomar: “Fernando Pessoa encontra D. Sebastião num caixão sobre um burro ajaezado à andaluza", (2013) de Andreia Pinto-Correia, para flauta e violoncelo (estreia absoluta, encomenda da Culturgest)

Das 23h às 00h10
The Oh Fuck Moment O Momento Ai Merda
de Hannah Walker e Chris Thorpe
Teatro Sala 3 (25 lugares)

Das 23h às 00h
Away Uniform Equipamento Alternativo
de Tina Satter (Half Straddle)
Teatro Palco do Grande Auditório (144 lugares)
Humor inquietante, inventividade física e a busca da transcendência nos momentos mais ínfimos caracterizam uma peça que constrói um lugar à parte, onde os exercícios desportivos, a recriação ritualística e a fusão continuada de passado, presente e futuro individuais parecem perturbadoramente necessários e de certa forma acolhedores.
A escritora e encenadora Tina Satter serve-se de uma abordagem poética à linguagem e aos sentimentos do desporto como camada textual para criar um mundo nas pradarias americanas onde duas raparigas reconstroem a família e a amizade.
O espetáculo conta com os reconhecidos performers nova-iorquinos Pete Simpson, Jess Barbagallo e Emily Davis, apoiados pela banda-sonora original de Chris Giarmo.

A partir das 22h
Música escolhida por artistas e organizadores.
Na Cafetaria da Culturgest".

Transportes 
Comboio: Entrecampos, Roma
Metro: Campo Pequeno
Autocarros: 727, 735, 736, 738, 744, 749, 754, 756, 767, 783

23 de Outubro a 20 de Novembro, 2012: Conversas - O SILÊNCIO TEM SENTIDO?

Galeria Luís Serpa Projectos, Rua Tenente Raul Cascais 1B, Lisboa.

"Numa fascinante variação do episódio homérico, Kafka, imagina que «as sereias possuem uma arma ainda mais terrível que o canto, o silêncio. Podemos conceber, [...] que alguém tenha escapado aos seus cânticos, mas seguramente jamais ao silêncio». Liberto por Beckett, redefinido por John Cage, se o Silêncio se declina na pluralidade dos silêncios habitados das palavras caladas, esperadas ou não pronunciadas, também é singular, num poema murmurado ou numa frase musical cantada. O Silêncio marca o compasso de um passeio, ritma um encontro inesperado. Resta que só impondo silêncio ao que reduz ao silêncio a nossa existência, é que nasce o verbo essencial. Improvável e fugaz, passagem obrigatória da testemunha antes de se levantar e elevar a voz partilhando-a, o Silêncio luta para se fazer ouvir par além do deserto, para não morrer no ruído e na fúria do universo psicótico e vibra até à invenção do gesto [Maria de Morais, 2012].
A dificuldade de falarmos sobre o silêncio diz respeito ao dizível e ao indizível, tanto ao nível psicológico como social e histórico. É possível construir uma narrativa do silêncio? Sobre o silêncio? Como experimentamos o silêncio? Podemos sentir o silêncio? Existem, em literatura, palavras sonoras? Qual é a estrutura do silêncio? Podemos ouvir o silêncio? Existe música sem sons? Porque temos receio de nos encontrarmos em silêncio? O silêncio interior é da mesma natureza que o silêncio exterior? Como se incorpora o silêncio nos rituais? Está o silêncio directamente ligado à ausência? Uma pontuação […] constitui um silêncio no texto? Como se comportam, no cinema, no teatro e no texto, os personagens e, por conseguinte, o(s) sujeito(s) falante(s)? O silêncio é o limite do horizonte? O silêncio é sintoma de melancolia? Ou o silêncio é um espaço vital que utilizamos para pensar e sonhar? Ou ainda está o silêncio relacionado com o sentimento de paz e tranquilidade que desejamos e exigimos para dizermos que a felicidade existe? O silêncio é a impossibilidade da palavra?
Todas estas perguntas e tantas outras que podemos formular são o tema das Conversas à Volta da Mesa [Talks Around The Table] para as quais vos convidamos a participar e a partilhar com os nossos Convidados na Galeria Luís Serpa Projectos, em conversas moderadas por Maria de Morais, interlocutora e coordenadora deste Ciclo Em Redor do Silêncio [Luís Serpa, 2012].

23 de Outubro 19h - O Silêncio, essa presença intensa
com Rodrigo Eduardo Silva, Vítor Rua, Gerald Luckhurst

30 de Outubro 19h - Silenciar as palavras
com Barbara Reis, Pedro Lomba, Maria João Cabrita, Cláudia Clemente, Ana Padrão

6 de Novembro, 19h - A impossibilidade do Silêncio
com Fernando Belo, Pedro Cabral , Isabel Correia, Emilie Bettega

13 de Novembro, 19h - Habitar o Silêncio
com Maria João Cantinho, Paola d’Agostino, Paulo Annes

Terça, 20 de Novembro, 19h - O muro de Silêncio
Com Vera Mantero, Maria Belo, Diogo Dória".

Transportes
Metro: Rato
Autocarros: 74, 706, 709, 713, 720, 727, 738, 758, 773
Eléctrico: 25, 28

17 de Abril, 2010: Arena - PERHAPS SHE COULD DANCE FIRS AND THINK AFTERWARDS



debate
Arena - Perhaps she could dance first and think afterwards Ana Mira , Vera Mantero e Martine Pisani
 


sábado 17 Abril 17h30


Entrada livre              
As coreógrafas convidadas conversam sobre o legado da dança pós-moderna, que promoveu o corpo que se move, não pelo desejo do virtuosismo, mas pelo pensamento. Na última década, a chamada dança conceptual levou o "corpo pensante" até à última consequência…

Transportes
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 7/35/40/56/708/722/727/767

Fonte:
http://www.teatromariamatos.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=202