Rua de Arroios, nº 25
Lisboa
Transportes
Autocarros: 706, 708, 712, 726, 730, 760
Eléctrico: 28
Metro: Anjos
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17 de Novembro, 2012: UNIPOP NA ACHADA
15h: Conversa sobre «O Passado, Modos de Usar», na Casa da Achada
15h-16h45: Conversa sobre Memória e Historiografia
Quem canta o Estado-nação? resulta de um singular encontro entre duas das mais influentes teóricas da última década, que entre si debatem o passado, o presente e o futuro do Estado num tempo de globalização. Reflectindo sobre a pluralidade cultural no interior dos Estados e a maior porosidade das suas fronteiras, Butler e Spivak interpelam o vínculo natural entre Estado e nação, num debate que atravessa temas como a situação da Palestina, as teorias do Estado de filósofos do Iluminismo, os contributos de pensadores como Hannah Arendt ou Giorgio Agamben, o exercício do poder no mundo actual, o direito a ter direitos ou ainda os significados de cantar o hino nacional norte-americano em espanhol.
19h: Showcase no Bartô, com Ricardo Freitas + Maria do Mar
Feijoada. 3 euros (não inclui bebidas nem café).
Com Golgona Anghel, António Guerreiro, Nuno Ramos de Almeida, José
Bragança de Miranda, Tiago Carvalho, José Luís Garcia e moderação de
Miguel Cardoso
O debate centra-se no dossiê «Futuro», que abre
com o artigo «Mais tarde é agora», de Bernard Aspe. A iminência da
catástrofe, argumenta Aspe, arrasta a possibilidade paradoxal de uma
nova vivência do presente; uma vivência em que a exiguidade de um «mais
tarde» se confunde com a urgência do «agora», sendo que só assim, quando
o futuro se torna inadiável, se cumpriria finalmente o presente, nas
suas imprevisibilidade e potência transformadora. Segue-se o artigo «No
future. Um grande caos debaixo dos céus», em que Fernando Ramalho aborda
a crise actual a partir da falência da ideia de futuro e dos vários
usos que dela foram feitos ao longo do século XX, ilustrados por um
percurso descontínuo através da música popular, do rock 'n' roll dos
anos 1950 ao punk do final da década de 1970. O dossiê fecha com a
tradução de um excerto do livro La fabrique de l'homme endetté – Essai
sur la condition néolibérale (2011), de Maurizio Lazzarato, em que o
filósofo italiano, partindo da contribuição de Nietzsche na sua
Genealogia da Moral, traça uma genealogia do conceito de dívida para
discutir a sua centralidade na Modernidade capitalista e a forma como se
apropria «não apenas do emprego do tempo presente dos assalariados e da
população em geral», mas também do «futuro de cada um e da sociedade no
seu todo».
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
17h: Conversa sobre «Direito de Fuga» e «Quem Canta o Estado-Nação?», na Casa da Achada
19h: Showcase com Ricardo Freitas e Maria do Mar, no Bartô
20h: Jantar, no Bartô
21h30: Conversa sobre o «Futuro», no lançamento da revista 'Imprópria' n.º 2, na Casa da Achada
Com Sérgio Campos Matos, Ângela Cardoso, Mariana Pinto dos Santos, José
Neves, Nuno Dias, Manuela Ribeiro Sanches, Nuno Nabais, Bruno Peixe
Dias, Ricardo Freitas, Maria do Mar, Golgona Anghel, António Guerreiro,
Nuno Ramos de Almeida, José Bragança de Miranda, Tiago Carvalho, José
Luís Garcia, Miguel Cardos
Programa:
Em torno do livro «O passado, modos de usar», de Enzo Traverso (Edições Unipop, 2012)
Com Sérgio Campos Matos, Ângela Cardoso, Mariana Pinto dos Santos e moderação de José Neves
Apoiando-se em vários exemplos da história do século XX – fascismos,
Shoah, colonialismo, comunismos –, Enzo Traverso analisa as linhas por
que se tecem os diferentes segmentos da memória colectiva, a escrita
histórica do passado e as políticas da memória. Diante de um século a
ferro e fogo, a memória reivindica os seus direitos sobre um passado que
detém, como num caleidoscópio, uma multiplicidade de configurações
diferentes. Da indústria cultural aos museus, passando pelas
comemorações e pelos programas educativos, tudo contribui para que se
faça da memória do passado uma espécie de religião civil das sociedades
contemporâneas. Muitas vezes, essa religião civil cumpre uma função
apologética: conservar a recordação dos totalitarismos de forma a
legitimar a ordem liberal, ocupar os territórios palestinos para evitar
um novo Holocausto, invadir o Iraque para não repetir Munique (o
compromisso das democracias ocidentais com Hitler em 1938)... Em outras
circunstâncias, porém, trilham-se outros caminhos da memória, mais
discretos, por vezes mais subterrâneos, decididamente críticos, que
transmitem a linha vermelha das experiências de emancipação, da utopia,
da revolta contra a dominação. A escrita da história é o resultado de um
trabalho que emerge dessa trama complexa de recordações pessoais, de
memória colectiva, de saberes herdados, de convenções literárias, de
constrangimentos institucionais e de questionamentos políticos ancorados
no presente. É essa trama subterrânea que o ensaio de Enzo Traverso se
propõe explorar. Em causa está um vasto debate intelectual que redefine
as fronteiras da história e que coloca em causa os processos da sua
escrita. Um debate de que Enzo Traverso reconstitui aqui as grandes
linhas, de Maurice Halbwachs a Paul Ricœur, de Walter Benjamin a Yosef
H. Yerushalmi, de Carlo Ginzburg a Dominick LaCapra.
16h45 - Apresentação do novo website da Unipop
17h-18h45: Conversa sobre Globalização, Migrações e Estado-nação
Em torno dos livros «Direito de fuga», de Sandro Mezzadra (Edições
Unipop, 2012), e «Quem canta o Estado-nação?», de Judith Butler e
Gayatri Spivak (Edições Unipop, 2012)
Com Nuno Dias, Manuela Ribeiro Sanches, Nuno Nabais e moderação de Bruno Peixe Dias
Direito de Fuga. Sinal de cobardia, de traição ou simplesmente de medo,
a fuga é uma categoria que não conta com muitos adeptos. Neste livro,
porém, a fuga é positivamente reinventada. Sob a figura do direito de
fuga, Sandro Mezzadra traz ao leitor notícias do desejo de evasão e da
vontade de libertação que os movimentos migratórios – ainda que sempre
disciplinados, reprimidos e refreados – jamais deixam de exprimir.
Discutindo os primeiros escritos de Max Weber, e dialogando com os
Estudos do Subalterno, com Negri e Hardt ou ainda com Zizek, Mezzadra
recusa entender os movimentos migratórios simplesmente através das suas
causas «objectivas», estruturais e económicas. Ao invés, procura
discutir as dimensões de subjectividade, de desejo e de vontade neles
investidas. A condição migrante constitui assim o lugar de uma tensão.
De um lado, a violência da repressão infligida sobre os migrantes nas
fronteiras dos Estados nacionais, que no quadro liberal da globalização
tanto promovem a circulação das mercadorias como se dedicam ao controlo
da liberdade de movimento humano; de outro lado, temos a subjectividade
migrante, que nos convida a pensar os movimentos migratórios como
movimentos sociais, que, como as revoltas escravas ou os movimentos
anticoloniais, têm o poder de transformar o mundo globalizado em que
vivemos.
Quem canta o Estado-nação? resulta de um singular encontro entre duas das mais influentes teóricas da última década, que entre si debatem o passado, o presente e o futuro do Estado num tempo de globalização. Reflectindo sobre a pluralidade cultural no interior dos Estados e a maior porosidade das suas fronteiras, Butler e Spivak interpelam o vínculo natural entre Estado e nação, num debate que atravessa temas como a situação da Palestina, as teorias do Estado de filósofos do Iluminismo, os contributos de pensadores como Hannah Arendt ou Giorgio Agamben, o exercício do poder no mundo actual, o direito a ter direitos ou ainda os significados de cantar o hino nacional norte-americano em espanhol.
19h: Showcase no Bartô, com Ricardo Freitas + Maria do Mar
Duo de improvisação livre.
20h: Jantar no Bartô
Inscrições para cursopcc@gmail.com, com indicação do nome (o número de inscrições é limitado à lotação do espaço)
21h30: Debate sobre «Futuro», pela ocasião do lançamento do n.º 2 da revista 'Imprópria' (Unipop + Tinta-da-China)
O n.º 2 da 'Imprópria' inclui ainda um dossiê sobre
«Infância», a continuação do debate sobre as «Esquerdas», iniciado no
n.º 1, e outros textos.
Colaboram neste número Bernard Aspe,
Fernando Ramalho, Maurizio Lazzarato, Paolo Virno, Manuel Jacinto
Sarmento, Ana Levy Aires, Mariana Avelãs, René Schérer, José Gil,
Vanessa Brito, João Rodrigues, Gui Castro Felga, Bruno Lamas, Miguel
Cardoso, Diogo Duarte, Gonçalo Marcelo, Ricardo Noronha e Mariana Christ
Lemos".
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, 11, R/C
1100-004 - Lisboa
Telf. 218877090 218877090 218877090 218877090
Site: http://centromariodionisio.org/
E-mail: casadaachada@centromariodionisio.org"
Transportes
Metro: Rossio, Martim Moniz, Baixa-Chiado
Autocarros: 7, 34, 36, 37, 709, 711, 714, 732, 740, 744, 746, 759, 760
1100-004 - Lisboa
Telf. 218877090 218877090 218877090 218877090
Site: http://centromariodionisio.org/
E-mail: casadaachada@centromariodionisio.org"
Transportes
Metro: Rossio, Martim Moniz, Baixa-Chiado
Autocarros: 7, 34, 36, 37, 709, 711, 714, 732, 740, 744, 746, 759, 760
Eléctricos: 12, 15, 28
23 de Abril, 2012: Palestras para o dia de amanhã - SANDRO MEZZADRA, O DIREITO DA FUGA
Palestras para o dia de amanhã
Sandro Mezzadra
O Direito da Fuga
segunda 23 abril 18h30
Entrada livre | Em inglês | Coorganização com a Unipop e o Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL
O sociólogo e professor na Universidade de Bolonha, Sandro Mezzadra, examina a mobilidade dos migrantes — a fuga — a partir do ponto de vista das suas práticas de cidadania.
Av. Frei Miguel Contreiras, 52 1700-213 Lisboa
Transportes
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 21, 22, 44, 49, 727, 735, 755, 756, 767
Sandro Mezzadra
O Direito da Fuga
segunda 23 abril 18h30
Entrada livre | Em inglês | Coorganização com a Unipop e o Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL
O sociólogo e professor na Universidade de Bolonha, Sandro Mezzadra, examina a mobilidade dos migrantes — a fuga — a partir do ponto de vista das suas práticas de cidadania.
Av. Frei Miguel Contreiras, 52 1700-213 Lisboa
218 438 800
teatromariamatos@egeac.pt
teatromariamatos@egeac.pt
Transportes
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 21, 22, 44, 49, 727, 735, 755, 756, 767
10 de Abril, 2012: Palestra - EVAN CALDER WILLIAMS
Palestras para o dia de amanhã
Evan Calder Williams
A Recusa da Cidadeterça 10 abril 18h30
Entrada livre | Em inglês | Coorganização Maria Matos Teatro Municipal e Unipop
"A presente conjuntura tem gerado novas bolsas de pobreza e subdesenvolvimento, aumentando os indesejados e as zonas de exclusão. Evan Calder Williams, teórico norte-americano e autor de Carta aberta a todos os que condenam os motins, apresenta a sua visão sobre a urgência em bloquear a cidade como centro do desenvolvimento capitalista e a necessidade em reinventar os espaços e os modos de viver colectivamente."
Av. Frei Miguel Contreiras, 52 1700-213 Lisboa
218 438 800
teatromariamatos@egeac.pt
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Transportes
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 21, 22, 44, 49, 727, 735, 756, 767
8 de Janeiro, 2011: Mesa-redonda: O ESPECTRO DA ANARQUIA
# 15h # entrada livre
organização UNIPOP
(ver localização aqui)
com a participação de:
António Cunha
# membro do colectivo Casa Viva #
António Pedro Dores
# sociólogo e prof. no ISCTE #
José Carvalho Ferreira
# economista e prof. no ISEG #
José Neves
# historiador e prof. na FCSH #
Miguel Madeira
# economista #
Miguel Serras Pereira
# tradutor #
Ricardo Noronha
# doutorando em História #
O recurso a etiquetas ideológicas é uma prática recorrente, quer por parte de correntes de pensamento e movimentos sociais e políticos quer por parte dos poderes instituídos. Se para os primeiros uma lógica de fixação identitária parece impô-lo, para o segundo trata-se de uma técnica de definição de um inimigo, interno ou externo, identificável, de um processo de naturalização do recurso à violência autorizada. «Comunismo», «terrorismo», «antiglobalização», «anarquismo» têm sido algumas dessas etiquetas. Mais recentemente, o «anarquismo» – ou mais sofisticadamente as «ideias anarquistas» – instalou-se no espaço mediático a propósito de um conjunto de movimentações sociais contra os poderes instituídos. Detenções, condenações judiciais, cordões policiais em manifestações, a coberto da defesa da democracia contra as «ideias anarquistas», têm, na verdade, sustentado a criminalização de todas as lutas que procuram situar-se para lá da intervenção política e social institucionalizada. Partindo do reconhecimento de que por detrás da designação «anarquismo» se esconde uma enorme pluralidade teórica e prática, a UNIPOP propõe uma discussão acerca do percurso histórico das «ideias anarquistas» em Portugal, bem como uma abordagem cruzada de algumas das tradições teóricas que se colocam sob essa etiqueta."
_____________________________
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
programação: http://www.centromariodionisio.org/programacao.php
notícias: http://noticias.centromariodionisio.org/
biblioteca: http://biblioteca.centromariodionisio.org/
mapa: http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php
Fonte:
http://u-ni-pop.blogspot.com/2011/01/mesa-redonda-o-espectro-da-anarquia.html
organização UNIPOP
(ver localização aqui)
com a participação de:
António Cunha
# membro do colectivo Casa Viva #
António Pedro Dores
# sociólogo e prof. no ISCTE #
José Carvalho Ferreira
# economista e prof. no ISEG #
José Neves
# historiador e prof. na FCSH #
Miguel Madeira
# economista #
Miguel Serras Pereira
# tradutor #
Ricardo Noronha
# doutorando em História #
O recurso a etiquetas ideológicas é uma prática recorrente, quer por parte de correntes de pensamento e movimentos sociais e políticos quer por parte dos poderes instituídos. Se para os primeiros uma lógica de fixação identitária parece impô-lo, para o segundo trata-se de uma técnica de definição de um inimigo, interno ou externo, identificável, de um processo de naturalização do recurso à violência autorizada. «Comunismo», «terrorismo», «antiglobalização», «anarquismo» têm sido algumas dessas etiquetas. Mais recentemente, o «anarquismo» – ou mais sofisticadamente as «ideias anarquistas» – instalou-se no espaço mediático a propósito de um conjunto de movimentações sociais contra os poderes instituídos. Detenções, condenações judiciais, cordões policiais em manifestações, a coberto da defesa da democracia contra as «ideias anarquistas», têm, na verdade, sustentado a criminalização de todas as lutas que procuram situar-se para lá da intervenção política e social institucionalizada. Partindo do reconhecimento de que por detrás da designação «anarquismo» se esconde uma enorme pluralidade teórica e prática, a UNIPOP propõe uma discussão acerca do percurso histórico das «ideias anarquistas» em Portugal, bem como uma abordagem cruzada de algumas das tradições teóricas que se colocam sob essa etiqueta."
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