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26 de Janeiro, 2012: Lisbon Talks - PENSAR E AGIR SOBRE O FUTURO DA CIDADE

"1ª Edição
“LISBOA: COMPETITIVIDADE, INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO“
Graça Fonseca (Vereadora da Economia e Inovação)
Paulo Soeiro de Carvalho (Director Municipal de Economia e Inovação)
Comentários e Moderação: João Seixas (Professor, Universidade de Lisboa)

26 Janeiro 2012, 19h00
Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, Praça do Município
Entrada livre

"No quadro de uma nova agenda para a competitividade e inovação da cidade de Lisboa e visando aprofundar e estruturar a base de conhecimento sobre a economia da cidade, a CML irá realizar uma série de encontros ou sessões públicas, denominados Lisboa Talks.
Nesta primeira edição, a realizar no dia 26 de Janeiro de 2012, “Lisboa talks with” Graça Fonseca e Paulo Soeiro de Carvalho, respectivamente Vereadora responsável pelo pelouro da Economia e Inovação da cidade e Director Municipal de Economia e Inovação. João Seixas (Professor e Investigador da Universidade de Lisboa) será comentador e dinamizador do debate.
O objectivo é apresentar e discutir a ambição de Lisboa nas áreas da competitividade, inovação e empreendedorismo e os projectos estruturantes que estão ser desenvolvidos pela vereação da Economia e Inovação.
As futuras sessões terão como objectivo fundamental aprofundar o diálogo entre a CML e especialistas de reconhecido valor na área da economia e da inovação na cidade e outros cidadãos interessados.
Neste sentido, as Lisboa Talks procurarão assumir-se como espaços de partilha de conhecimento e experiências sobre a economia e a estratégia da cidade de Lisboa, possibilitando a discussão sobre trabalhos realizados ao longo dos últimos anos por um conjunto diversificada de especialistas e autores e, sobretudo, abrindo um novo espaço de reflexão aberta e participada sobre a acção da CML na área da economia, inovação e empreendedorismo.
Neste âmbito, teríamos muito gosto em contar com a sua presença nesta primeira Lisboa Talks que terá lugar na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, Praça do Município."

Transportes
Metro: Terreiro do Paço
Autocarros: 01/36/37/40/44/60/92/706/709/711/714/732/745/759/781/790/794
Eléctricos: 12/15/18/25/28
Barco: Terreiro do Paço, Cais do Sodré
Comboio: Cais do Sodré, Rossio, Santa Apolónia

Fonte e imagem:

9 a 31 de Outubro, 2009: Exposição - DUAS LINHAS




70% da população habita o território Português ao longo da costa Ocidental. Apenas 30% da população vive no interior do país, ao longo da fronteira com Espanha. Duas zonas habitadas de diferentes maneiras, com tempos diferentes, ritmos, arquitecturas, paisagens, culturas, velocidades e densidades diferentes.
A ideia das duas linhas é mostrar esta realidade paralela, os seus desequilíbrios, as suas imagens míticas e fantasias, os seus desejos. Desafios, dilemas e oportunidades.

Textos de :
Mário Alves, Álvaro Domingues, João Nunes, Samuel Rego e João Seixas

Fotografias de:
Daniel Malhão e Nuno Cera

Design gráfico:
R2


Avenida 211
Rua Rosa Araújo, 19


Transportes
Autocarros:  1/36/44/74/702/706/709/711/732/745/746
Metro: Marquês/Avenida/Rato 






28 de Setembro a 1 de Outubro, 2009: Seminário - A METRÓPOLE, FÁBRICA SOCIAL

Seminário para debater a cidade
Teatro Maria Matos, sempre às 18h30
Entrada livre
Organização do Teatro Maria Matos e da UNIPOP

Programa
28 SET Para que Servem as “Cidades Criativas”?
Debate com Pedro Costa e João Pedro Nunes

29 SET Da Cidade dos Criadores à Metrópole dos Produtores
Debate com Tiago Baptista, Luís Vasconcelos e Renato Carmo

30 SET O Governo Metropolitano
Debate com Susana Durão, João Seixas e Tiago Saraiva

1 OUT As Lutas Metropolitanas
Debate com Chullage, João Branco e Eugénia Margarida


"A cidade constitui-se metrópole a partir do momento em que uma série de equipamentos e edifícios ligados em rede transformam cada via de acesso num fluxo produtivo. Uma teia de ligações, configurada por sistemas de transportes públicos, pontes e vias rápidas, redes sem fios e circuitos de video vigilância, é diariamente activada pela circulação dos habitantes da metrópole, os quais percorrem os escritórios, as fábricas, as salas de espectáculo, as lojas, as escolas, os hospitais, os jardins e os centros comerciais em que se produz e reproduz a vida social. A metrópole assemelha-se então a uma fábrica social, lugar de mobilização cooperativa da força de trabalho, onde se encontram as matérias-primas, circulam as mercadorias e onde se pratica o consumo, alimentando os circuitos de uma economia global.

Esta natureza produtora da metrópole encontra eco em alguns debates. Quando governantes e urbanistas invocam a imagem da “cidade criativa”, em parte reconhecem a natureza produtora da vida espiritual metropolitana. E quando nos falam acerca da necessidade de criação de uma imagem de “marca” para uma cidade, de algum modo repetem o gesto empresarial de criação do logótipo, símbolo que se inscreve no produto e cuja compra permite consumir um certo estilo de vida. Entretanto, a metrópole enquanto fábrica social extravasa largamente o que pode ser contido por aquelas formulações. Veja-se o caso da “cidade criativa”, fórmula que tende a reduzir a produção metropolitana a uma dimensão elitista, reduzindo a metrópole dos produtores – que liga margem sul e margem norte, que engloba centros e periferias, que articula indústria, serviços e comércio – a uma pequena e mui nobre cidade de criadores, de acesso restrito a alguns grupos profissionais de índole artística, uma cidade preferencialmente localizada em novos bairros de charme que emergem no interior dos velhos bairros populares dos centros históricos.

A contra-corrente desta concepção emergente que transforma a fábrica metropolitana em cidade criativa, a primeira sessão deste seminário de quatro dias começará por debater o conceito de “cidade criativa”. Contando, para este efeito, com a participação de investigadores das ciências sociais que se têm dedicado aos estudos urbanos, perguntamos para que servem as “cidades criativas”?

No segundo dia, com a ajuda de quem trabalha a metrópole em planos tão diversos como as políticas de transporte e as representações cinematográficas, transitamos da cidade dos criadores à metrópole dos produtores.

Esta passagem permitirá que no terceiro dia analisemos o governo metropolitano, debruçando-nos nomeadamente sobre a sua implicação no trabalho de arquitectos e urbanistas chamados a debate. O seu traço livre constitui muitas vezes a face mais visível de práticas e discursos de «renovação urbana» apontados à requalificação de zonas degradadas e à valorização do espaço público, mas a arte e engenho de arquitectos e urbanistas também participa, de forma menos evidente, de estratégias dirigidas à administração de pessoas e bens.

Finalmente, no quarto dia, focaremos os conflitos que ocorrem na metrópole e que são habitualmente tratados de forma despolitizada e avulsa (as chamadas “questões locais”) ou enquanto questões do foro criminal (a invenção dos “bairros perigosos”). Neste debate em torno das lutas metropolitanas, à procura de velhas e novas ligações entre antagonismos diversos, contaremos com a participação de activistas envolvidos nas lutas pelos transportes públicos, membros de comissões de moradores, dinamizadores de associações culturais, etc.


Breve apresentação dos participantes:
João Pedro Nunes é Investigador no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE) e lecciona sociologia urbana no departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais, onde se formou e completou o doutoramento. Tem investigado o desenvolvimento urbano da periferia de Lisboa nas últimas décadas.

Pedro Costa é economista, formado no ISEG, e professor no Departamento de Economia do ISCTE. Tem trabalhado sobre questões do planeamento urbano e do desenvolvimento regional e local.

Luís Vasconcelos, antropólogo, tem levado a cabo investigação no campo das festas de música electrónica, com base no projecto de doutoramento intitulado Percepção e Modernidade. Alucinogénios no Portugal Contemporâneo. É investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS).

Tiago Baptista, historiador, tem diversos trabalhos sobre a história do cinema em Portugal. Trabalha como conservador do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM) da Cinemateca Nacional - Museu do Cinema.

Renato Carmo é Investigador no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE). Doutorou-se pelo ICS em Ciências Sociais com uma tese sobre os processos de urbanização dos meios rurais. Tem dedicado os seus estudos a temas como a desigualdade social e a marginalização territorial.

Tiago Saraiva é Investigador Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Doutorou-se pela Universidade Autónoma de Madrid em 2004 com uma tese em história das ciências sobre o papel dos laboratórios na construção da cidade moderna. Publicou recentemente, em co-autoria, Cidade & Cidadania (Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2008).

João Seixas é Investigador Auxiliar do ICS. Doutorado em Geografia Urbana pela Universidade Autónoma de Barcelona e em Sociologia do Território e do Ambiente pelo ISCTE, tem desenvolvido as suas investigações em torno das dinâmicas contemporâneas de governação urbana, bem como das lógicas e perspectivas do desenvolvimento sócio-cultural das cidades.

Susana Durão é Investigadora Auxiliar do ICS. Doutorada em Antropologia pelo ISCTE (2006), tem desenvolvido pesquisa na área do policiamento, patrulha e proximidade em Portugal, tendo particular atenção ao trabalho desenvolvido pela Polícia de Segurança Pública.

Eugénia Margarida é membro da comissão de moradores do Bairro das Amendoeiras, em Chelas. Associação que em 2005 e 2006, desenvolveu uma interessante mobilização contra o aumento de rendas imposto pela Fundação D. Pedro IV e pela defesa do direito à habitação condigna.

João Branco é membro do grupo Massa Crítica. Com origem em São Francisco (EUA) e realizado actualmente em mais de 350 cidades de todo o mundo, a Massa Crítica propõe um passeio no meio da cidade feito em transportes não poluentes, encorajando assim outras formas de mobilidade urbana.

Chullage é músico de intervenção e membro da Khapaz, associação sediada na Arrentela e pólo dinamizador da cultura local e da participação cívica. Tanto a sua música, como a sua intervenção política reflectem os problemas sociais existentes nas periferias das grandes metrópoles: a pobreza, o desemprego e precariedade laboral, a criminalidade e a violência policial."

Transportes
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 7/35/40/56/708/722/727/767

Fonte:
http://u-ni-pop.blogspot.com/2009/07/metropole-fabrica-social.html