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19 de Setembro 2013: Lançamento de Livro - AS MINHAS ESTRELAS NEGRAS - DE LUCY A BARACK OBAMA


19 de Setembro | Institut français du Portugal | 18h30
* Entrada livre

"Um dos mais marcantes atletas da história do futebol francês e mundial, que vestiu durante 14 anos a camisola da Selecção Francesa, fundador da Fondation Lilian Thuram: Éducation contre le racisme,  vem a Lisboa, a convite do Institut français du Portugal e das edições tinta-da-china, apresentar o seu novo livro “Mes Étoiles Noires – De Lucy à Barack Obama”. Lilian Thuram estará presente na sessão de lançamento, que terá lugar dia 19 de Setembro pelas 18h30 no IFP (Luís Bívar 91, Lisboa) e será apresentada por Chullage.
lilian thuram photo.jpg
Após o Mundial de Futebol em 2008, Thuram afastou-se dos campos e no mesmo ano criou a sua Fundação: Fondation Lilian Thuram – Éducation contre le racisme, que tem como principal acção o combate ao racismo. Um evento que consolidou a sua acção como filantropo e defensor dos direitos humanos e contra o racismo. Por ocasião da sua vinda a Lisboa (em Novembro 2012) para as jornadas “Próximo Futuro”, o Institut français du Portugal associou-se à Fundação Calouste Gulbenkian, numa sessão muito especial na qual Thuram apresentou a sua Fundação.
Thuram foi nomeado Embaixador da UNICEF para o período 2009/2010, tendo sido destacado para o Haïti, após o sismo de Janeiro de 2010.
"J'ai la chance d'être reconnu, parce que j'ai fait partie de l'équipe de France de football. Pour moi, c'est tout à fait naturel de mettre cet atout au service de l'éducation des enfants. Pour qu'un pays trouve ses leaders, ses intellectuels, ses ingénieurs de demain, il faut que ses enfants aillent à l'école".
Lilian Thuram, ao Le Parisien, por ocasião da sua ida ao Haïti

A sua acção materializa-se também com a publicação de livros sobre a questão do racismo, da tolerância e da compreensão do outro. “Mes étoiles noires – De Lucy à Barack Obama” é a sua última obra.

As Minhas Estrelas Negras – de Lucy a Barack Obama
* Prémio Seligmann contra o racismo
Consegue lembrar-se do nome de um cientista negro? De um explorador negro? De um filósofo negro? De um faraó negro?

Se não lhe ocorrer nenhum, então este livro é para si, independentemente da cor da sua pele.

«A melhor forma de lutar contra o racismo e a intolerância é enriquecer os nossos conhecimentos e os nossos imaginários.
Estes retratos destas mulheres e homens são o fruto das minhas leituras e das minha entrevistas com especialistas e historiadores. De Lucy a Barack Obama, passando por Ésope, Dona Béatrice, Pouchkine, Anne Zingha, Aimé Césaire, Martin Luther King e ainda muitos outros, estas estrelas permitiram-me evitar a vitimização e ser capaz de acreditar no Homem, mas sobretudo de ter confiança em mim mesmo.»
Lilian Thuram

«Erudito e original. Uma verdadeira vacina contra o racismo.»
Le Nouvel Observateur

«Excelente, bem documentado e inteligente.»
Le Point

«As Minhas Estrelas Negras é um desfile de artistas, escritores, desportistas, homens de Estado, militantes, cientistas – uma humanidade negra, pensante, interventiva, militante. Um livro que se destina ao grande público, da autoria de um campeão do mundo de futebol que coloca a sua fama ao serviço das personalidades retratadas. Expandir a memória popular, a consciência colectiva — eis uma ideia interessantíssima.»
Le Monde

Institut Français du Portugal em www.ifp-lisboa.com
Av. Luís Bívar 91, Lisboa | tel. : 213 111 400

Transportes
Metro: Saldanha, São Sebastião
Autocarros: 713, 716, 726, 727, 736, 738, 742, 744, 783, 798
Comboio: Entrecampos

12 de Abril, 2012: Concertos - ÓPTIMUS DISCOS

"Cinco salas no Cais do Sodré, em Lisboa, recebem esta noite, a partir das 21h00, treze concertos de entrada gratuita.

A iniciativa é promovida pela editora Optimus Discos e contará com as atuações d'Os Pontos Negros, The Poppers, Capicua, Chullage, Best Youth e Miúda, entre outros.

O MusicBox, o Lounge, a Pensão Amor, o Velha Senhora e o Europa são os espaços por onde passarão nomes já conhecidos do mundo da música portuguesa, bem como algumas das novas apostas da Optimus Discos.

No próximo dia 23 de abril, a editora portuguesa lançará os novos discos d'Os Pontos Negros, Chullage e Souls of Fire. Os respetivos singles de apresentação estão já disponíveis para download gratuito em OptimusDiscos.com.

Os horários dos concertos desta quinta-feira no Cais do Sodré:

Pensão Amor
- Lucas Bora Bora (21h00)
- The Poppers (22h00)
- Miúda (23h00)

Velha Senhora
- Pedro Cardoso (21h30)
- Hello Atlantic (22h30)

Lounge
- Nice Weather For Ducks (23h00)
- The Doups (00h00)

MusicBox
- Best Youth (22h45)
- Souls of Fire (23h45)
- Os Pontos Negros (01h00)
- Balla Redux (02h00)

Europa
- Capicua (23h30)
- Chullage (00h30)"

Transportes
Metro: Terreiro do Paço
Autocarros: 01/36/37/40/44/60/92/706/709/711/714/732/745/759/781/790/794
Eléctricos: 12/15/18/25/28
Barco: Terreiro do Paço, Cais do Sodré
Comboio: Cais do Sodré, Rossio, Santa Apolónia

Fonte e imagem:
http://www.tvi24.iol.pt/musica/optimus-discos-cais-do-sodre-os-pontos-negros-the-poppers-chullage-capicua/1340271-4060.html

28 de Setembro a 1 de Outubro, 2009: Seminário - A METRÓPOLE, FÁBRICA SOCIAL

Seminário para debater a cidade
Teatro Maria Matos, sempre às 18h30
Entrada livre
Organização do Teatro Maria Matos e da UNIPOP

Programa
28 SET Para que Servem as “Cidades Criativas”?
Debate com Pedro Costa e João Pedro Nunes

29 SET Da Cidade dos Criadores à Metrópole dos Produtores
Debate com Tiago Baptista, Luís Vasconcelos e Renato Carmo

30 SET O Governo Metropolitano
Debate com Susana Durão, João Seixas e Tiago Saraiva

1 OUT As Lutas Metropolitanas
Debate com Chullage, João Branco e Eugénia Margarida


"A cidade constitui-se metrópole a partir do momento em que uma série de equipamentos e edifícios ligados em rede transformam cada via de acesso num fluxo produtivo. Uma teia de ligações, configurada por sistemas de transportes públicos, pontes e vias rápidas, redes sem fios e circuitos de video vigilância, é diariamente activada pela circulação dos habitantes da metrópole, os quais percorrem os escritórios, as fábricas, as salas de espectáculo, as lojas, as escolas, os hospitais, os jardins e os centros comerciais em que se produz e reproduz a vida social. A metrópole assemelha-se então a uma fábrica social, lugar de mobilização cooperativa da força de trabalho, onde se encontram as matérias-primas, circulam as mercadorias e onde se pratica o consumo, alimentando os circuitos de uma economia global.

Esta natureza produtora da metrópole encontra eco em alguns debates. Quando governantes e urbanistas invocam a imagem da “cidade criativa”, em parte reconhecem a natureza produtora da vida espiritual metropolitana. E quando nos falam acerca da necessidade de criação de uma imagem de “marca” para uma cidade, de algum modo repetem o gesto empresarial de criação do logótipo, símbolo que se inscreve no produto e cuja compra permite consumir um certo estilo de vida. Entretanto, a metrópole enquanto fábrica social extravasa largamente o que pode ser contido por aquelas formulações. Veja-se o caso da “cidade criativa”, fórmula que tende a reduzir a produção metropolitana a uma dimensão elitista, reduzindo a metrópole dos produtores – que liga margem sul e margem norte, que engloba centros e periferias, que articula indústria, serviços e comércio – a uma pequena e mui nobre cidade de criadores, de acesso restrito a alguns grupos profissionais de índole artística, uma cidade preferencialmente localizada em novos bairros de charme que emergem no interior dos velhos bairros populares dos centros históricos.

A contra-corrente desta concepção emergente que transforma a fábrica metropolitana em cidade criativa, a primeira sessão deste seminário de quatro dias começará por debater o conceito de “cidade criativa”. Contando, para este efeito, com a participação de investigadores das ciências sociais que se têm dedicado aos estudos urbanos, perguntamos para que servem as “cidades criativas”?

No segundo dia, com a ajuda de quem trabalha a metrópole em planos tão diversos como as políticas de transporte e as representações cinematográficas, transitamos da cidade dos criadores à metrópole dos produtores.

Esta passagem permitirá que no terceiro dia analisemos o governo metropolitano, debruçando-nos nomeadamente sobre a sua implicação no trabalho de arquitectos e urbanistas chamados a debate. O seu traço livre constitui muitas vezes a face mais visível de práticas e discursos de «renovação urbana» apontados à requalificação de zonas degradadas e à valorização do espaço público, mas a arte e engenho de arquitectos e urbanistas também participa, de forma menos evidente, de estratégias dirigidas à administração de pessoas e bens.

Finalmente, no quarto dia, focaremos os conflitos que ocorrem na metrópole e que são habitualmente tratados de forma despolitizada e avulsa (as chamadas “questões locais”) ou enquanto questões do foro criminal (a invenção dos “bairros perigosos”). Neste debate em torno das lutas metropolitanas, à procura de velhas e novas ligações entre antagonismos diversos, contaremos com a participação de activistas envolvidos nas lutas pelos transportes públicos, membros de comissões de moradores, dinamizadores de associações culturais, etc.


Breve apresentação dos participantes:
João Pedro Nunes é Investigador no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE) e lecciona sociologia urbana no departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais, onde se formou e completou o doutoramento. Tem investigado o desenvolvimento urbano da periferia de Lisboa nas últimas décadas.

Pedro Costa é economista, formado no ISEG, e professor no Departamento de Economia do ISCTE. Tem trabalhado sobre questões do planeamento urbano e do desenvolvimento regional e local.

Luís Vasconcelos, antropólogo, tem levado a cabo investigação no campo das festas de música electrónica, com base no projecto de doutoramento intitulado Percepção e Modernidade. Alucinogénios no Portugal Contemporâneo. É investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS).

Tiago Baptista, historiador, tem diversos trabalhos sobre a história do cinema em Portugal. Trabalha como conservador do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM) da Cinemateca Nacional - Museu do Cinema.

Renato Carmo é Investigador no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE). Doutorou-se pelo ICS em Ciências Sociais com uma tese sobre os processos de urbanização dos meios rurais. Tem dedicado os seus estudos a temas como a desigualdade social e a marginalização territorial.

Tiago Saraiva é Investigador Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Doutorou-se pela Universidade Autónoma de Madrid em 2004 com uma tese em história das ciências sobre o papel dos laboratórios na construção da cidade moderna. Publicou recentemente, em co-autoria, Cidade & Cidadania (Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2008).

João Seixas é Investigador Auxiliar do ICS. Doutorado em Geografia Urbana pela Universidade Autónoma de Barcelona e em Sociologia do Território e do Ambiente pelo ISCTE, tem desenvolvido as suas investigações em torno das dinâmicas contemporâneas de governação urbana, bem como das lógicas e perspectivas do desenvolvimento sócio-cultural das cidades.

Susana Durão é Investigadora Auxiliar do ICS. Doutorada em Antropologia pelo ISCTE (2006), tem desenvolvido pesquisa na área do policiamento, patrulha e proximidade em Portugal, tendo particular atenção ao trabalho desenvolvido pela Polícia de Segurança Pública.

Eugénia Margarida é membro da comissão de moradores do Bairro das Amendoeiras, em Chelas. Associação que em 2005 e 2006, desenvolveu uma interessante mobilização contra o aumento de rendas imposto pela Fundação D. Pedro IV e pela defesa do direito à habitação condigna.

João Branco é membro do grupo Massa Crítica. Com origem em São Francisco (EUA) e realizado actualmente em mais de 350 cidades de todo o mundo, a Massa Crítica propõe um passeio no meio da cidade feito em transportes não poluentes, encorajando assim outras formas de mobilidade urbana.

Chullage é músico de intervenção e membro da Khapaz, associação sediada na Arrentela e pólo dinamizador da cultura local e da participação cívica. Tanto a sua música, como a sua intervenção política reflectem os problemas sociais existentes nas periferias das grandes metrópoles: a pobreza, o desemprego e precariedade laboral, a criminalidade e a violência policial."

Transportes
Metro: Roma
Comboio: Areeiro
Autocarros: 7/35/40/56/708/722/727/767

Fonte:
http://u-ni-pop.blogspot.com/2009/07/metropole-fabrica-social.html