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17 de Novembro a 13 de Dezembro, 2009: Exposição - BRUNO CIDRA, CONTRAFORTE



"O Tráfico irá terminar o seu ciclo de exposições convidando o artista plástico Bruno Cidra.
O espaço do Espaço Fábulas – pertencente a um edifício Pombalino requalificado após um episódio de calamidade de um passado recente, pelo Arquitecto Siza Vieira; parte do coração pulsante da cidade de Lisboa e pertencendo irrefutavelmente à História da Cidade mereceu a atenção cuidada de Cidra, que preparou a sua intervenção com duas peças escultóricas.

O espaço foi medido visualmente pelo artista.
Os seus elementos arquitectónicos: colunas, abóbodas e arcos, considerados e tornados desafios.
As duas peças resultam de uma dialética entre o artista e o espaço expositivo, ao qual Cidra intervém poéticamente quebrando a austeridade inflexível do lugar.

Se numa das peças a sua natureza específico é incontornável, na outra poderíamos imaginá-la como a materialização de um plano de intersecção que secciona o espaço separado por um dos arcos do espaço expositivo.
Em ambas, Cidra assina o seu trabalho incorporando essa poética já referida, com base nos materiais que têm vindo a ser uma presença no seu corpo de trabalho: ferro, papel e madeira.

O uso destes materiais, em tensão e equilíbrio ténues, apela a um minimalismo desarmante que parte de questões centrais e fundamentais da escultura e serve de metáfora para dualidades existenciais – tais como fragilidade e força ou sustentado e sustentador."

Transportes
Metro: Restauradores, Rossio, Baixa-Chiado
Autocarros: 1/36/40/44/60/91/709/711/714/732/745/758/759/790/792
Eléctrico: 12/15/28

Fonte e imagem:
http://www.traficolx.net/?p=430&lang=pt

5 de Setembro a 4 de Outubro, 2009: Exposição - OS SEM NOME


"“Os Sem Nome” será a primeira exposição do projecto Tráfico, cujo o convidado não é um artista, mas sim um curador.
Sílvia Guerra traz-nos uma visão de um Portugal diferente e onde as palavras “esquecido” e “adormecido” fazem parte de uma lista de outros adjectivos que poderiam classificar o chamado Portugal Contemporâneo.

O projecto curatorial explora os novos meios, como o uso das redes sociais na Web, nomeadamente o Flickr; assim como abre a discussão para outras reflexões do âmbito da sociedade portuguesa contemporânea.
Uma delas e que em parte se relaciona com a anterior é a “geração Erasmus”. Esta nova geração nascida após a adesão de Portugal a um espaço comunitário alargado trouxe consigo uma aproximação diferente e que ajudou a quebrar a imagem dos portugueses enquanto povo isolado e alienado do resto do mundo habitualmente cingido à sua vida de sobrevivência no canto oeste da Europa ou a histórias de emigração carregadas de sacrifício e saudade.
Se por um lado lhe foi dada a oportunidade de viajar e estudar fora do país, por outro transformou-se numa geração em rota de colisão com o modo de vida existente e mais exigente.
As suas ideias e forma de estar entraram, ainda que não premeditadamente, em choque com a realidade do seu país natal forçando-a a procurar oportunidades fora do país.
A barreira da adaptação a um novo lugar, cultura e língua foi iniciada na fase de aprendizagem anterior, não sendo um problema de maior.
Portugal perdeu assim uma oportunidade de se reabilitar ao Mundo, através da inclusão da maioria destes indivíduos, mais cultos e com mais conhecimentos, na sua população activa gerando um novo fenómeno de emigração, que perspectivando num longo-prazo poderá custar caro ao país.

Contudo, sentimentos identificados como quase únicos noutros tempos, como a saudade, mantêm os laços entre este grupo e o país.
Tal como no passado, Portugal tornou-se no lugar onde vivem a família, amigos e onde habitam as memórias da infância – as raízes.
A Fotografia tornou-se então numa forma de linguagem – um standard “de facto”, entre várias pessoas desta geração, que habitam dentro e fora do país.
A partir dessas imagens é possível identificar um Portugal diferente: o destino das férias, o da vida quotidiana ou o que está carregado de detalhes que pela habituação do olhar se tornam indiferentes.
Da reunião de vários destes pontos de vista surge esta exposição, que Sílvia Guerra traz até nós e que nos volta a devolver o país onde vivemos."

Transportes
Metro: Restauradores, Rossio, Baixa-Chiado
Autocarros: 1/36/40/44/60/91/709/711/714/732/745/758/759/790/792
Eléctrico: 12/15/28

Fonte:
http://www.traficolx.net/?p=315&lang=pt