
Leonor Antunes:
a linha é tão fina que o olho, apesar de armado com uma lupa, imagina-a ao invés de vê-la
05.09.2013 | 02.11.2013
"A Kunsthalle Lissabon apresenta
a linha é tão fina que o olho, apesar de armado com uma lupa, imagina-a ao invés de vê-la,
a mais recente exposição de Leonor Antunes. A pratica de Antunes tem
vindo, ao longo do tempo, a recorrer cada vez mais à observação
detalhada dos espaços expositivos em que é mostrada, ou dos contextos em
que o trabalho se desenvolve. Medições meticulosas e duplicação de
estruturas existentes constituem assim elementos centrais de uma
estratégia artística que, ainda que herdeira das práticas minimais e
conceptuais da segunda metade do século XX, depende bastante dos saberes
tradicionais na sua execução. Redes, cabedais e madeiras nobres são
materiais recorrentes numa já vasta obra escultórica, que agora se
apresenta em Lisboa, numa exposição que apresenta um novo conjunto de
trabalhos da artista, desenvolvido especificamente para o espaço da
Kunsthalle Lissabon. A última vez que o trabalho de Antunes foi visto
individualmente em Lisboa foi há meia década, pelo que esta exposição se
constitui como um momento privilegiado para o público lisboeta tomar
contacto com uma das artistas portuguesas mais importantes da sua
geração.
Leonor Antunes nasceu em Lisboa em 1972.
Vive e trabalha em Berlim. Uma seleção das suas exposições individuais
inclui: assembled, moved, re-arranged and scrapped continuously (Marc
Foxx, Los Angeles, 2012), discrepancies with M.G. (Museo El Eco, Cidade
do México, 2011), walk around there. look through here (Museo Reina
Sofia, Madrid, 2011), casa modo de usar, (Museu Serralves, Porto, 2011),
Kunstverein Dusseldorf (2011), Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
(2011), ALONGSIDE (com Amalia Pica) (MARC FOXX, Los Angeles, 2010),
Villa A. 7813 (Chiado 8, Lisboa, 2008), Architectura (Museu da
Républica, Galeria do Lago, Rio de Janeiro, 2008), 1763/2008 (Galerie
Isabella Bortolozzi, Berlim, 2008), original is full of doubts (Credac,
Centre d’Art Ivry, Paris, 2008), Dwelling Place (Associazione Barriera,
Turim 2007), The space of the window (Galerie Air de Paris, Paris,
2007), Uncertainty and delight in the unknown (Dicksmith Gallery,
Londres, 2007), Your private sky (Isabella Bortolozzi Galerie, Berlim,
2006), Duplicate, Kunstlerhaus Bethanien, Berlim 2005), Apotoméus (Casa
da Cerca, Almada, 2004), Fichet (Culturgest, Porto, 2003), Ante-sala
(Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, 2002). Uma seleção das
exposições coletivas me que particpou inclui: A FORM IS SIMPLY SOMETHING
WHICH… (Murray Guy, Nova Iorque, 2011); Singapore Biennial (2011), the
language of less (then & now) (Chicago Museum of Contemporary Art,
2011), Kunsteverein Munchen (2010), CAPC, Bordeaux (2010),
Rehabilitation (Wiels, Bruxelas, 2010), Centro Cultural Montehermoso,
Victoria Gasteiz (2010), Drawing Sculpture (Daimler Contemporary,
Berlim, 2009), Acquisitions Récentes (Musée d'Art moderne de la Ville de
Paris, 2007), Oú? Scènes du Sud: Espagne, Italie, Portugal (Carré
d’Art, Musee d’Art Contemporain, Nimes, 2007).
A Kunsthalle Lissabon é um projeto apoiado pela Secretaria de
Estado da Cultura/Direção Geral das Artes (DGArtes), pela Teixeira de
Freitas, Rodrigues e Associados e pela Fundação Calouste Gulbenkian. A
exposição a linha é tão fina que o olho, apesar de armado com uma lupa,
imagina-a ao invés de vê-la é um evento associado de Close Closer, a 3ª
edição da trienal de Arquitetura de Lisboa".
Transportes:
Metro: Restauradores, Avenida
Comboio: Rossio
Barcos: Terreiro do Paço, Cais-do-Sodré
Autocarros: 91, 709, 711, 736, 746, 783
Eléctricos: 12, 15
Elevadores: Lavra, Glória