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29 de Abril a 16 de Maio, 2010: Feira do Livro de Lisboa - 80ª EDIÇÃO


"Arranca esta quinta-feira mais uma Feira do Livro de Lisboa. Ana Dias Ferreira conta quais as novidades e o que pode encontrar nesta 80ª edição. Com mapa e tudo, para ninguém se perder.

Parece que Abril é que é. A partir de agora, Abril sempre. A Feira do Livro de Lisboa largou definitivamente o querido mês de Junho e este ano volta a arrancar ainda em Abril. A data oficial é quinta-feira, 29, e até 16 de Maio a festa dos livros vai animar o Parque Eduardo VII todos os dias da semana e pela noite fora. A justificação volta a ser a mesma do ano passado e tem a ver com a tentativa de não fazer coincidir o evento com a época de exames dos estudantes, que assim estarão mais livres para dar atenção a outras letras sem ser as académicas. De resto, há novidades e apostas ganhas que se mantêm nesta 80ª edição.

Zona de restauração e horários
A experiência foi feita no ano passado e é para manter: nesta edição há Feira do Livro à hora do almoço, a partir das 12.30 (antigamente o evento só abria às 15.00 ou às 16.00), e os novos espaços de restauração criados à entrada do parque para refeições completas voltam a marcar presença (tal como as farturas e as barraquinhas de gelados, velhos habitués). Mas a grande novidade desta 80ª edição é o horário de encerramento, que foi alargado e se estende até às 23.30, todos os dias e até mesmo durante a semana.

Espaço Infantil
Como já vem sendo hábito, a feira não esqueceu os miúdos e este ano dedica-lhes dois espaços próprios. Será aí que, todos os dias da semana, às 14.30, têm início várias actividades dirigidas aos pequenos leitores. Essas actividades incluem oficinas de expressão, leituras e encenações de histórias (“Dá-me um livro… conta-me uma história” e “Lençóis de Histórias”) e ainda um itinerário infanto-juvenil que propõe uma visita à feira para “olhar os livros com olhos de ver”. Tudo isto para além das actividades pontuais propostas pelas várias editoras com títulos publicados na área do infanto-juvenil.

Programação musical
É outra das grandes novidades deste ano e, juntamente com os horários mais tardios, faz parte de uma estratégia da APEL, a organizadora da feira, para atrair mais visitantes à hora do jantar. É que este ano, e todos os dias da semana, haverá sempre um concerto de música ao vivo no palco central, às 21.15. O único dia com um género fixo é a sexta-feira, que ficou reservada para o jazz, mas nas outras noites esperam-se uma série de estilos musicais distintos, de música brasileira a clássica, passando pelos blues.

Leya
Mais uma vez será possível comprovar a hegemonia da Leya no mercado editorial português fazendo as contas à proporção de espaço que o grupo ocupa no recinto da Feira do Livro, no topo superior direito de quem vem do Marquês de Pombal, e que concentra nada mais nada menos do que a Dom Quixote, Caminho, Oficina do Livro, Asa, Texto, Gailivro, Teorema e Casa das Letras. Os tão polémicos pavilhões especiais estreados há dois anos são para manter – a diferença em relação aos outros é que são maiores e permitem aos visitantes entrar lá para dentro, quase como uma mini-livraria tradicional – e é na Praça Leya que se concentram inúmeras sessões de autógrafos, de António Lobo Antunes a José Eduardo Agualusa e Inês Pedrosa (sábado às 16.00), passando por Manuel Alegre (sexta às 18.30), Richard Zimler (sábado às 15.00), Pepetela (domingo às 16.00) e Alice Vieira (9 de Maio às 11.30).

Praças coloridas
Claro que há vida para além da Leya, não só nos stands e pavilhões das outras editoras, mas também nas quatro praças criadas este ano e espalhadas pelo Parque. Baptizadas com os nomes das cores correspondentes – Praça Azul, Verde, Amarela e Praça Laranja – serão locais pensados para uma maior interacção com o público e para receber debates, conferências e apresentações de livros.

A Feira do Livro arranca esta quinta-feira e fica no Parque Eduardo VII até 16 de Maio. Seg-Sex das 12.30 às 23.30, Sáb, Dom e feriados das 11.00 às 23.30."

Transportes
Metro: Marquês de Pombal
Autocarros: 1/74/702/706/709/713/720/727/738/746

Fonte:
http://www.timeout.pt/news.asp?id_news=5363&
Imagem:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW80Q2yvRvXehVZaAUN8iMzq0_hcNqcEdFk-NSTCQWeF0xrsbzwHsXOeGZLQpfNw4OTUegx9w3OxOcY13jPHkp-eJrCbnZl0FKctyZHdr2lhKG0vfE6K6x2doT-oZar81A1rtFT5lYNntO/s400/2009+-+quidnovi+feira+do+livro+lisboa+02.JPG

26, 27, 28 e 31 de Outubro, 2009: ADN – Agustina Desígnio Nacional - DEBATES NA FNAC CHIADO


PROGRAMA : AGUSTINA NA FNAC (Chiado – Lisboa)
Moderadora : Helena Vasconcelos (crítica literária)

ENTRADA LIVRE

SEG. 26 OUT. - 18h30
I. As Artes de Agustina
§ Graça Morais
§ João Botelho
§ Mónica Baldaque

TER. 27 OUT. • 18h30
II. Os Homens e as Mulheres em Agustina
§ Inês Pedrosa
§ Francisco José Viegas
§ Patrícia Reis

QUA. 28 OUT. • 18h30
III. Agustina e as Relações de Poder
§ Lídia Jorge
§ Filipa Melo
§ Miguel Real

SAB. 31 OUT. • 19h00
IV. Os Aforismos de Agustina
§ Pedro Mexia
§ José Manuel dos Santos
§ Maria Helena Padrão

"Quantos mundos cabem no universo de Agustina? A escritora criou uma galáxia de personagens e lugares, de emoções e sensações, de ímpetos e desejos que a tornam única e, evidentemente, imprescindível para a compreensão da nossa identidade e da nossa cultura. Agustina arrasta-nos pelas paisagens férteis do Douro, pelas ruas e traseiras dos prédios do Porto, pelas salas, corredores e recantos das casas rurais ou citadinas, acompanhando homens e mulheres, fortes e fracos, fiéis e desleais, a braços com o tumulto do mundo. Agustina, com os seus 87 anos bem vividos, detentora de inúmeros Prémios, autora de uma obra vastíssima, exploradora de todas as formas de comunicação, vai ser falada e discutida na FNAC.. Nunca é demais celebrar Agustina.

I - As Artes de Agustina
Realizadores de cinema como Manoel de Oliveira e João Botelho compreenderam bem o potencial das luxuriantes descrições das paisagens – interiores e exteriores – da vida dos objectos que abundam nos seus livros. Mas se Agustina “dá a ver” através da escrita, ela é, também, uma observadora curiosa e atenta. A sua cumplicidade com Maria Helena Vieira da Silva ficou registada em “Longos Dias Têm Cem Anos” e o fascínio por Rembrandt deu origem a “A Ronda da Noite” com o seu inquietante mistério.

II - Homens e Mulheres em Agustina
A sua galeria de personagens masculinas e femininas – a que se deve acrescentar a de alguns animais emblemáticos – rivaliza com as de Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós. É através das suas figuras femininas e masculinas, de todas as idades, que Agustina define um sistema de valores que rege um universo aparentemente rígido. Mas a força imanente e telúrica do lado feminino e o exercício da vontade do lado masculino estabelecem um desequilíbrio constante e perigoso.

III - Agustina e as Relações de Poder
Em Agustina, nada é pacífico. Por essa razão não admira que a busca e exercício do poder seja um dos temas mais constantes da sua obra. E, uma vez que o poder se adquire através da luta, há inúmeras batalhas nos seus livros. Daí também o fascínio por figuras da política, como o Marquês de Pombal (em “Sebastião José”) e como Francisco de Sá Carneiro (em “Os Meninos de Oiro”) . Ela sabe bem como os seres humanos atravessam a vida esgrimindo agilmente todas as possibilidades de dominação.

IV - Os Aforismos de Agustina
A leitura dos aforismos de Agustina transforma-se numa resolução de charadas. Mais do que provérbios, ditados ou sentenças em torno de temas que vão do amor à morte, do desejo às virtudes, do sofrimento à felicidade, estas frases lacónicas e cortantes, aproximam-se da reflexão filosófica e fazem as vezes de revelações ditas por um oráculo esclarecido e visionário. Um aforismo pode ser sibilino, luminoso, pacífico ou escandaloso. Agustina dá-nos a provar o sabor de todos eles."
Helena Vasconcelos

"De 26 a 31 de Outubro têm lugar na FNAC – Chiado, em Lisboa, 4 conversas sobre 4 grandes temas do universo de Agustina Bessa-Luís, com a presença de personalidades destacadas da nossa vida cultural. Modera as sessões “Agustina na FNAC” a crítica literária Helena Vasconcelos.
Agustina é uma das grandes e renovadas revelações da literatura portuguesa dos últimos cinquenta anos – e a sua assombrosa frescura torna-se cada vez mais evidente. São os novos públicos que a vão, de novo, descobrindo – e que, nessa descoberta, a vão tornando a revelar. Objecto de um verdadeiro culto académico, Agustina é o contrário do academismo. Irreverente, desconcertante, irrepetível, corrosiva, bem-humorada, é uma escritora do nosso tempo para o nosso tempo.
Esta inicitaiva da FNAC Portugal, com o apoio da Guimarães Editores, integra-se no projecto “ADN – Agustina Desígnio Nacional”, um ciclo de iniciativas que visa celebrar a autora e consagrá-la como um dos maiores escritores vivos de língua portuguesa. A Associação da FNAC a este projecto é mais um sinal da actualidade e vitalidade desta escritora intemporal.
Informação também disponível em HTTP://CULTURA.FNAC.PT"
Rui Morais e Castro
Guimarães Editores

Transportes
Metro: Rossio, Baixa-Chiado
Autocarros: 1/36/40/44/60/91/709/711/714/732/745/758/759/790/792
Eléctrico: 12/15/28

Fonte e imagem:
http://leituraemcomunidade.blogspot.com/2009/10/para-semana-e-tempo-de-agustina.html