às 19h
"TEATRO POR ESCRITO de Dimítris Dimitriádis
Leitura por John Romão, Jorge Silva Melo e o músico Tiago Cerqueira
Teatro da Politécnica
Rua da Escola Politécnica n.º 54, Lisboa
| integrado no Festival Temps d'Images |
Dimítris Dimitriádis diz-nos que é preciso não-existir para nascer a
vida - é essa a condição do autor dramático – ou que é preciso aceitar o
fim para regressar à vida – é essa a condição do organismo vivo, o
corpo humano como um país.
Um texto na primeira pessoa do singular. O dramaturgo, o poeta teatral, o teatro, a vida, o homem.
Nesta leitura, o músico Tiago Cerqueira manipula e distorce as palavras
de Dimitriádis, lançadas ao espectador por John Romão e Jorge Silva
Melo.
“E há mais: Eu não pertenço ao género humano. Eu não sou
um ser humano. Eu sou eventualmente menos que um homem ou mais que um
homem, mas encontro-me, de qualquer modo, fora da espécie humana. Há a
espécie humana e há eu. Eu não pertenço ao domínio do homem.” Dimitris
Dimitriádis
Duração: 40 min.
Entrada livre
Biografia de Dimítris Dimitriádis:
Nasceu em 1944, em Salónica, na Grécia. Estudou teatro e cinema no
Institut National Supérieur des Arts du Spectacle, em Bruxelas, entre
1963 e 1968. Com o passar do tempo, passa a escrever directamente em
francês, tendo escrito a sua primeira peça de teatro: Le Prix de la
révolte au marché noir (1965-1966), que Patrice Chéreau monta em 1968,
no Théâtre de la Commune d'Aubervilliers.
Em 1978 foi publicada a
sua primeira narrativa, Morro como país (representado no Théâtre do
Rond-Point, em Paris, enc. Yannis Kokkos); em 1980 uma primeira série
poética intitulada Catálogos 1-4; em 1983, outra peça de teatro, A nova
Igreja do Sangue. Seguiram-se A Oferenda – A Humanoidade, Preâmbulo a um
Milénio (ficção narrativa, 1986), Catálogos 5-8 (poesia, 1986), A
Elevação (teatro, 1990), A Desconhecida Harmonia do Outro Século
(teatro, 1992), Catálogos 9, As Definições (poesia, 1994), O Princípio
da Vida (teatro, 1995), Oblívio e mais Quatro Monólogos (2000). Em
Atenas, estreou no Teatro do Sul, dirigida por Yannis Huvardás, A
vertigem dos Animais antes do Abate (2000). Seguiram-se Catálogos 10-12
(poesia, 2002), Humanoidade I – Um Infindável Milénio e Humanoidade 7 –
Um Infindável Milénio (ficção narrativa, 2002, Prémio Nacional de
Romance na Grécia, 2003), Procedimentos de Regularização de Diferenças
(2003, teatro, representada no Teatro do Sul, enc. Yórgos Lánthimos), o
tríptico O.I.H. - Odisseu, Ítaca, Homero (2003, teatro), Morro Como País
(teafoi representado no Théâtre do Rond-Point (Paris), com encenação de
Yannis Kokkos O Círculo do Quadrado (2010, teatro, apresentado no
Théâtre Odéon, enc. Giorgio Barberio Corsetti) e A Consciência Histórica
(2012, prosa). Teatro por escrito (2010), é um ensaio sobre a sua
experiência enquanto dramaturgo.
Dimítris Dimitriádis traduziu
textos de Genet, Sartre, Blanchot, Bataille, Gombrowicz, Duras, Nerval,
Molière, Kostas Axelos, Courteline, Maeterlinck, Shakespeare, Tennessee
Williams, Ésquilo, Eurípides, Beckett, Drieu la Rochelle ou Julien
Green.
Nos Livrinhos do Teatro (vol.18) está editado A Vertigem dos Animais Antes do Abate e outros textos.
Em Portugal, foi estreado Morro como país, enc. John Romão, em 2013".
Transportes
Metro: Rato, Baixa-Chiado
Autocarros: 74, 706, 709, 713, 720, 727, 738, 758, 773
Comboio: Rossio