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16 de Janeiro, 2010: Colóquio - HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DO PIB

Às 15:30
"Evento realizado em Janeiro de 2010 com vista a lançar o debate em torno de indicadores alternativos de desenvolvimento e riqueza. ATTAC abre o debate público em Portugal sobre a medida e os indicadores de desenvolvimento e qualidade de vida.
O Colóquio conta com a participação dos economistas
Gualter Baptista, activista do GAIA e investigador do ECOMAN - Centro de Economia Ecológica e Gestão do Ambiente – FCT/UNL
José Castro Caldas CES – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
Luis Francisco Carvalho ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Manuela Silva Professora Universitária (aposentada)
Susana Peralta Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
  
Desenvolvido no contexto da Grande Depressão dos anos 30 e da II Guerra Mundial, acompanhando a ascensão da macroeconomia keynesiana, o PIB tornou-se um dos mais conhecidos indicadores económicos. O seu elevado grau de disponibilidade e de comparabilidade, entre países e ao longo do tempo, transformaram o PIB na medida privilegiada do sucesso das economias e das sociedades, em termos do discurso académico, mas também ao nível do debate político e da atenção mediática.
No entanto, há muito que foram sendo notadas as limitações do PIB, quer como medida da produção e do crescimento económico, quer, sobretudo, como indicador de qualidade de vida ou de bem-estar. A discussão sobre as insuficiências do PIB e a necessidade de o substituir ou complementar com outros indicadores tem ganho crescente relevância, tendo merecido a atenção de organizações como a ONU, a União Europeia ou a OCDE – particular destaque merece, neste contexto, a iniciativa do Governo Francês que conduziu à elaboração de um relatório sobre o tema, recentemente publicado, coordenado pelos conhecidos economistas Joseph Stiglitz e Amartya Sen. Neste âmbito, as propostas têm convergido na necessidade de incluir as dimensões da sustentabilidade social e ambiental dos processos económicos, reflectindo a crescente saliência destas questões no debate público.

A discussão sobre o PIB constitui uma oportunidade para reflectir sobre os objectivos que as nossas sociedades, mais ou menos ‘desenvolvidas’, podem e devem prosseguir, bem como sobre os valores que estão subjacentes às escolhas com que nos deparamos. Este é um debate que não pode ficar confinado à dimensão técnica dos ‘especialistas’. A participação alargada da sociedade na definição dos padrões de orientação e avaliação dos caminhos por onde passará o nosso futuro colectivo é, desde logo, uma elementar exigência democrática.
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O Colóquio realiza-se a 16 de Janeiro de 2010, às 15h, nas instalações da Biblioteca Museu República e Resistência."

Ecrã inteiro
BIBLIOTECA MUSEU REPUBLICA RESISTENCIAMorada:
Rua Alberto de Sousa 31
Lisboa
 
Transportes
Metro: Cidade-Universitária, Entrecampos
Autocarros: 31, 54, 701, 732

Fonte e imagem:

29 de Maio, 2009: Conferências - "A PRODUÇÃO DOS BENS COMUNS"

No âmbito do ciclo de conferências
A produção dos bens comuns : alguns dilemas do século XXI em debate
O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e
o Serviço de Cooperação e de Acção Cultural da Embaixada de França convidam para as :

Economia, Cidadania e Democracia
Philippe Breton
Sociologue (CNRS – Université Paris I Panthéon-Sorbonne)
«La démocratie est-elle un bien commun mondial?»

José Castro Caldas
Economista (CES – Universidade de Coimbra)
«Agir pelo bem comum : visões rivais na Economia»

Sexta-feira 29 de Maio – 18h
Entrada livre

Instituto de Ciências Sociais (ICS)
Av. Professor Aníbal de Bettencourt, 9 - LISBOA
Telefone : 217 804 700

"Philippe Breton est docteur d'État en sciences de l'information et de la communication, et docteur en psychologie du langage, de la communication et de l’intervention pédagogique. Chercheur au CNRS (Laboratoire Cultures et sociétés en Europe, Université Marc Bloch, Strasbourg) et chargé de cours à l'université Paris I - Panthéon-Sorbonne, Philippe Breton centre ses études sur l’anthropologie de la parole et des techniques de communication. Il est l'auteur de nombreux ouvrages dont La Tribu informatique (1990), L'Utopie de la communication (1990), L’Argumentation dans la communication (1996), La parole manipulée (1998) , Le Culte de l'Internet. Une menace pour le lien social ? (2000) ; Éloge de la parole (2003), Argumenter en situation difficile (2004) et L'Incomp&eacut! e;tence démocratique. La crise de la parole au cœur du malaise (dans la) politique (2006). Certains de ses ouvrages sont traduits en langue portugaise. Son dernier ouvrage Convaincre sans manipuler, Apprendre à argumenter (2008) est conçu comme un manuel de rhétorique destiné à "apprendre à argumenter". Construit autour de très nombreux exemples, ce livre s'inscrit dans la perspective d'une approche à la fois éthique et efficace de la parole. Il s'inspire des nombreux stages de formation à l'argumentation que l'auteur a animés auprès de différents publics (enseignants, magistrats, cadres). Philippe Breton est l’auteur d’un blog : http://argumentation.blog.lemonde.fr/ .

José Castro Caldas é investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde integra o Observatório do Risco e o núcleo Governação e Instituições da Economia. Licenciado em Economia pelo ISEG, Mestrado em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, Doutorado em Economia pelo ISCTE. Os seus principais interesses de investigação actuais incluem a deliberação individual e colectiva (em contexto de incerteza), a economia institucionalista e a história da economia."

Fonte:
http://www.ifp-lisboa.com/