Teatro Nacional D. Maria II
Praça D. Pedro IV (Rossio)
Lisboa
"EXERCÍCIO I: A ENCENAÇÃO DO PODER / O PODER DA ENCENAÇÃO
4 NOV 2014
19h
SALÃO NOBRE | ENTRADA LIVRE
Desde sempre o poder se encenou, sobretudo o poder político. Em todos os sistemas ao longo da História, com a ajuda de técnicas próximas das do teatro, têm sido ensaiadas diferentes formas de encenação, em função da estrutura das sociedades e da especificidade da conjuntura histórica.
Como é que os sistemas políticos se apresentam? Que instrumentos e meios de comunicação utilizam os detentores de poder político e os grupos de interesses para influenciarem a opinião pública relativamente aos seus objetivos? Todos os sistemas desenvolvem as suas próprias iconografias, as revoluções também. As ditaduras do século XX constituem claros exemplos de encenação política com o objetivo de manipular a opinião pública.
Atualmente a legitimidade da política passa cada vez mais por processos de comunicação, pelo que a política se torna cada vez mais suscetível de encenação, levando à marginalização da realidade fora dos media. Mesmo em democracia, é o poder das imagens que impera, não o dos cidadãos.
Margarida Gouveia Fernandes
(Programadora dos Encontros Garrett)
com Eduardo Lourenço (Escritor e Ensaísta) e Francisco Seixas da Costa (Embaixador)
moderador António José Teixeira (Diretor da SIC Notícias)
O FADO DA TUA VOZ - AMÁLIA E OS POETAS
8 NOV 2014
17h
SALÃO NOBRE | ENTRADA LIVRE
Esta edição, da autoria de Vítor Pavão dos Santos, é uma antologia dos poetas e dos poemas em língua portuguesa interpretados por Amália Rodrigues, ao longo de toda a carreira.
A obra tem uma recolha de mais de 300 poemas e de 100 poetas que são apresentados na sua relação com a fadista e enriquecidos com a contextualização no mundo do seu tempo, nomeadamente no mundo do espetáculo do qual Vítor Pavão dos Santos é apaixonado observador e de cuja história é reconhecidamente um dos nossos grandes especialistas.
Vítor Pavão dos Santos, em 1943, tinha quatro ou cinco anos, e estava num jantar com o seu pai quando conheceu e se apaixonou por Amália que vinha de vestido azul e cantou Carmencita. Gostava muito de desenhar para teatro, mas como era uma carreira profissional um pouco utópica decidiu escolher o curso de história. Licenciou-se em História mas acabou por optar pelo Teatro que sempre o acompanhou ao longo da vida.
de Vítor Pavão dos Santos
leitura de poemas por Henrique Feist
edição Bertrand Editora
TEATRO NACIONAL D. MARIA II: 7 OLHARES CRUZADOS SOBRE UM TEATRO DA NAÇÃO
11 NOV 2014